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Esse Fiat Stilo Abarth com carroceria na cor Azul Vitality é o retrato de tempos menos informatizados, quando ainda era possível fazer loucuras para criar um carro único. O hatch médio mostra que, ao contrário do que se discute na internet, a década de 2000 teve seus expoentes nacionais que entregavam o mesmo nível de requinte dos modelos europeus. Assista:

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Tudo começou em 2007. Este carro foi um pedido pessoal do italiano Claudio Demaria (1954-2022), ex-chefe de engenharia da Fiat. A cor Azul Vitality só existia na linha de montagem do Palio, o que exigiu uma operação "às escuras" para criá-lo em Betim (MG). O resultado ficou tão bom que a cor passou a integrar o catálogo do Stilo nos anos seguintes, mas nenhum Abarth foi produzido além deste.

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Depois de pertencer ao engenheiro Claudio Demaria (que faleceu em 2022), o Stilo passou por vários donos — chegou a ser rebaixado e receber rodões. Apesar da customização, sua estrutura permaneceu íntegra, bem como o estado geral de conservação externo e interno. Hoje pertence ao colecionador Matheus Huttembergue Lima, que faz questão de manter sua originalidade para exibí-lo no Arquivo Fiat, seu canal no YouTube.

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Tonalidade azul do Palio caiu muito bem no Stilo Abarth — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil
Tonalidade azul do Palio caiu muito bem no Stilo Abarth — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil

Chama a atenção o fato desse Stilo ser surpreendentemente bem equipado para a época — ainda mais sendo nacional. Sua lista chega a ser recheada mesmo nos dias de hoje.

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Tinha teto solar elétrico Sky Window dividido em quatro lâminas, bancos de couro com ajustes elétricos e aquecimento, central multimídia, GPS nativo, Bluetooth, espaço para cartão SIM, painel de instrumentos colorido, ar-condicionado digital de duas zonas e volante multifuncional.

Teto Sky Window: tem que saber usar, ou ele emperra com facilidade — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil
Teto Sky Window: tem que saber usar, ou ele emperra com facilidade — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil

O banco traseiro tinha apoio de braço central e poderia ser reclinado para deixar a viagem mais confortável. Na Fiat, só a Toro foi capaz de repetir alguns desses equipamentos muitos anos depois, e vários nem apareceram na picape, que é o carro mais caro da marca italiana atualmente.

Cabine era muito equipada e faz inveja até a carros de hoje em dia — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil
Cabine era muito equipada e faz inveja até a carros de hoje em dia — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil

O veneno do escorpião corria pelo motor 2.4 aspirado de cinco cilindros movido a gasolina, com 20V. Importado da Europa, era o mesmo do Marea — e os números de época apontavam 167 cv de potência e 22,8 kgfm de torque, com o câmbio manual de cinco marchas com engates longos. É lógico que aceleramos a máquina para trazer todas as impressões no vídeo acima!

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