BYD Dolphin GS: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem
Versão de entrada do hatch médio elétrico da BYD tem 95 cv e custa R$ 149.990; veja em quais pontos vale a compra ou não
O BYD Dolphin foi um dos grandes responsáveis por iniciar a expansão dos carros elétricos no Brasil. Afinal, chegou por aqui, como diz o bordão, "quando tudo praticamente era mato", lá em junho de 2023. O hatch médio chinês (ou seria um monovolume?), inclusive, vai mudar em breve e receberá uma inédita configuração híbrida plug-in. Antes disso, será que ainda vale a pena comprar o modelo atual?
Auto News Brasil testou a configuração a GS do Dolphin, a mais barata e menos potente do catálogo, que está tabelada em R$ 149.990 (o mesmo preço desde o lançamento), e agora mostra cinco razões para comprar o carro e cinco motivos para pensar bem antes de entrar em uma concessionária da BYD.
5 razões para comprar o BYD Dolphin GS 2026:
1) Custo baixo por quilômetro rodado
Para começo de conversa, o BYD Dolphin tem um ótimo custo por quilômetro rodado. Vamos às contas. A bateria é de 44,9 kWh, o que, segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), garante 291 km de autonomia.
Junto disso, considerando a tarifa média de R$ 0,78 por kWh pela energia elétrica brasileira, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo de cada recarga completa do hatch médio elétrico em tomadas convencionais é de R$ 35. Isso significa que são apenas R$ 0,12 gastos por quilômetro rodado. Muito menos do que qualquer carro a combustão.
Para completar, o plano de revisões da BYD até 60.000 km prevê apenas três visitas à concessionária (a cada um ano ou 20.000 km), a um custo de apenas R$ 2.024, bem abaixo de qualquer veículo a combustão, mesmo com motor 1.0.
2) Câmeras de alta definição
O Dolphin também tem uma câmera de ótima qualidade e de alta definição, algo bem difícil de encontrar em qualquer modelo nacional na faixa de R$ 150 mil. Além de ter uma resolução absurda até mesmo à noite, o equipamento garante perspectiva 360 graus do carro. Portanto, é possível ter uma visão panorâmica, o que, junto dos sensores de estacionamento, facilitam na hora de estacionar e de manobrar o pequeno elétrico.
3) Conforto
O queridinho da BYD também é bastante confortável. O ajuste da suspensão do Dolphin é um dos melhores já feitos pela fabricante e está mais voltado para o gosto dos brasileiros. Isso porque não faz o carro balançar tanto quanto outros modelos da marca e consegue ser mais estável mesmo em terrenos irregulares.
Junto disso, o banco do motorista acomoda bem o corpo — o que é ótimo para quem precisa passar horas dirigindo, como um motorista de aplicativo.
4) Acabamento
O acabamento não pode deixar de ter um comentário à parte. Diferentemente da maioria dos carros chineses, a cabine do Dolphin não é tão minimalista porque tem mais texturas e desenhos. Inclusive, também tem mais botões para facilitar a vida do motorista. E ainda que apresente plástico rígido no painel, o material não está tão presente como em outros carros da mesma faixa de preço. Há mais materiais macios ao toque e bem encaixados no BYD.
5) Espaço interno
Outro ponto que merece elogio no BYD Dolphin é o espaço interno. O hatch elétrico chinês tem entre-eixos de sedã médio: são 2,70 metros, o mesmo de um Toyota Corolla, mesmo com apenas 4,29 m de comprimento. Por isso, até pessoas mais altas conseguem se acomodar bem na segunda fileira com bastante espaço para as pernas.
Além disso, o assoalho é plano e facilita a acomodação de quem vai no assento central. O perfil de monovolume também contribui para um bom espaço para a cabeça, com 1,58 m de altura.
5 razões para pensar antes de comprar o BYD Dolphin GS 2026:
1) Porta-malas
Dentro de sua faixa de preços, o porta-malas do BYD Dolphin não é um de seus fortes. A capacidade é para 345 litros, enquanto quase todos os rivais elétricos têm um compartimento maior. Afinal, o Geely EX2 oferece 445 litros totais, enquanto o Chevrolet Spark tem 355 litros.
Junto disso, há ainda o cabo do carregador, que já ocupa certo espaço no compartimento. Mesmo modelos a combustão, como sedãs e SUVs de entrada e compactos, que chegam ao tíquete de R$ 150 mil também costumam ter um bagageiro com volume maior.
2) Funcionamento da central multimídia
O BYD Dolphin GS 2026 tem central multimídia de 12,9 polegadas com a famosa função giratória. O sistema tem funcionamento intuitivo e conectividade para Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Porém, assim como na maioria dos carros da marca, o sistema de entretenimento do hatch precisa de uma melhoria no software.
Usar o Waze, por exemplo, é sempre um grande problema. O mapa trava na maior parte do trajeto e o motorista corre o risco de se perder no caminho. Na atualização do Dolphin, prevista para este ano, a interface vai mudar e, inclusive, deixará de ser rotativa, passando a ficar na horizontal de maneira fixa.
3) Desempenho
O BYD Dolphin GS é equipado com um motor elétrico no eixo dianteiro que entrega 95 cv de potência e 18,4 kgfm de torque. Com esse conjunto, acelera de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos. Ou seja, é mais lento do que o Geely EX2, que precisa de 10,2 s, e que o GWM Ora 03, que faz o mesmo percurso em ótimos 8,2 s. Só fica na frente do Spark e de seus 11,2 segundos.
4) Equipamentos
A lista de equipamentos do BYD Dolphin traz seis airbags, monitoramento da pressão dos pneus, sensores de estacionamento traseiros e a já mencionada câmera de de ré de ótima qualidade, além de ajustes elétricos para o banco do motorista e carregador de celular por indução.
No entanto, não há nenhum sistema avançado de assistência ao condutor (Adas). O rival da Geely, por exemplo, é equipado com controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta de mudança de faixa e até frenagem autônoma de emergência. Quem quiser tudo isso terá que esperar pelo Dolphin 2027.
5) Garantia confusa
A garantia do Dolphin é de seis anos para o veículo e oito anos para motor e baterias. O problema é que vários pontos específicos precisam ser estudados pelo cliente antes da compra. Por exemplo, para uso comercial, a garantia geral do veículo cai para dois anos ou 100 mil km; a do motor, para seis anos; a dos condutores de alta tensão, para cinco anos. E só a da bateria se mantém em oito anos ou 500 mil km.
Outro ponto é que o prazo de seis anos da compra no varejo não abrange o veículo todo. Diversos componentes, como faróis e lanternas, peças de suspensão e borrachas de vedação, por exemplo, são cobertos por três anos, metade do período. Pastilhas e discos de freio são contemplados por apenas seis meses e o óleo lubrificante, por meros três meses.
BYD Dolphin GS 2026 - Ficha técnica
| Preço: R$ 149.990 |
| Motor: Diant., transv., elétrico, síncrono, ímãs permanentes |
| Potência: 95 cv |
| Torque: 18,4 kgfm |
| Câmbio: Automático, 1 marcha, tração dianteira |
| 0 a 100 km/h: 10,9 segundos |
| Garantia: 6 anos para o veículo / 8 anos para a bateria |
| Bateria: 44,9 kWh (LFP) |
| Autonomia: 291 km (Inmetro) |
| Carregamento máx.: 60 kW (DC) / 7 kW (AC) |
| Direção: Elétrica |
| Suspensão: Indep., McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.) |
| Freios: Discos ventilados (diant.) e sólidos (tras.) |
| Pneus: 195/60 R16 |
| Porta-malas: 345 litros |
| Peso: 1.412 kg |
| DIMENSÕES |
| Comprimento: 4,13 m |
| Largura: 1,77 m |
| Altura: 1,57 m |
| Entre-eixos: 2,70 m |
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