Fiat Pulse Abarth: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem
Versão com proposta esportiva do SUV tem novos equipamentos que a tornam boa opção no segmento; ainda assim, comete seus pecados
Os SUVs compactos invadiram o mercado brasileiro e dominaram as ruas. Não à toa, hoje temos opções para (quase) todos os bolsos e gostos. Algumas se destacam pelo design agressivo, outras pela tecnologia embarcada, e o restante pelo desempenho mais, digamos, animado.
E é justamente nesse cenário que o Fiat Pulse Abarth 2026 se encaixa. O modelo oferece proposta clara: ser um SUV compacto com personalidade esportiva que tenta não abdicar do conforto e também não abrir mão de diferenciais para se dar bem num segmento tão disputado.
Visual agressivo, motor turbo e pacote tecnológico robusto são apenas a primeira impressão. No frigir dos ovos, o Fiat Pulse Abarth 2026 se mostra um carro pensado tanto para o prazer ao dirigir quanto para o dia a dia. É claro, porém, que, como todo veículo, tem seus pontos fortes e limitações.
Justamente por isso, detalhamos a seguir 5 razões para colocar o Fiat Pulse Abarth 2026 na sua garagem e 5 motivos para pensar duas vezes antes de fechar negócio. Confira:
5 razões para comprar o Fiat Pulse Abarth 2026
1. Teto panorâmico
O teto panorâmico do Pulse Abarth até pode ser fixo, só que é mais que um mero detalhe estético. A peça amplia a cabine, cria uma sensação de amplitude e deixa o interior mais iluminado, tornando viagens longas mais agradáveis.
Em dias ensolarados, a luz natural torna a experiência de dirigir mais leve, e condutor e passageiros sentem o ambiente mais arejado, fresco. Esse tipo de recurso, geralmente encontrado em modelos mais caros (o SUV tem preço sugerido de R$ 157.990), dá ao Pulse Abarth um diferencial claro no segmento — especialmente na comparação com o rival direto Volkswagen Nivus GTS.
2. Motor 1.3 com 185 cv
Se o motor 1.3 turbo T270 perdeu potência para atender ao Proconve L8 em outros modelos, aqui, no caso do SUV envenenado, tudo continua igual. Coração do Fiat Pulse Abarth, o propulsor continua a entregar 185 cv com etanol e 180 cv quando abastecido com gasolina; além dos 27,5 kgfm de torque para os dois combustíveis.
Aliado ao câmbio automático Aisin de seis marchas, o motor 1.3 faz com que o Pulse Abarth acelere de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos — marca expressiva para a seara de SUVs compactos. O conjunto garante ao modelo retomadas ágeis e condução divertida, mesmo no trânsito urbano.
Para quem já dirigiu um Volkswagen Nivus GTS, por exemplo, a diferença é notável. O rival do Pulse Abarth vem com motor 250 TSI (1.4 turbo flex) de 150 cv e 25,5 kgfm. Além disso, o 0 a 100 km/h declarado não empolga tanto: 8,7 segundos.
3. Ajuste elétrico do banco do motorista
O banco do motorista conta com regulagem elétrica e permite encontrar com alguma tranquilidade a posição ideal de dirigir; algo, evidentemente, essencial em trajetos urbanos prolongados ou viagens de estrada. Essa otimização em termos ergonômicos reduz o cansaço do condutor e proporciona melhor postura correta ao volante.
4. Central multimídia
A central multimídia de 10,1 polegadas com Fiat Connect Me integra navegação, conectividade e entretenimento. É possível espelhar aplicativos do smartphone e controlar funções do veículo por meio dela. A interface é clara e responsiva, o que evita distrações durante o uso.
Durante nosso contato, não travou, espelhou os aplicativos do smartphone com rapidez e se mostrou útil e prática, com sensibilidade ao toque dentro dos padrões da categoria. Mostra que o Pulse Abarth, de fato, não foca apenas em desempenho, mas olha para o conforto e comodidade de motorista e ocupantes.
5. Acerto de suspensão
O acerto de suspensão do Fiat Pulse Abarth segue com aquele blend interessante entre esportividade e conforto. O modelo tem barra estabilizadora, bom frisar, de maior diâmetro e isso ajuda muito a garantir direção mais firme e respostas mais ágeis.
Além disso, bom destacar que a calibração do conjunto (McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira) tem firmeza que dá ao Pulse Abarth a capacidade de atacar com um pouco mais de vontade as curvas. Isso, claro, sem exagerar. E mais: ao contrário dos Volkswagen, que usualmente batem mais "seco", a suspensão do Fiat ainda garante certo conforto a passageiros e condutor.
5 razões para pensar bem antes de comprar o Fiat Pulse Abarth
1. Freios a tambor na traseira
O Fiat Pulse Abarth segue com freios a tambor na traseira. E isso decepciona, principalmente por causa da proposta esportiva do veículo. Limita a performance em frenagens mais intensas; ou seja, em curvas acentuadas ou em piso molhado, o motorista precisa de atenção extra.
Além disso, é um pênalti se compararmos o Pulse Abarth com o Nivus GTS. O modelo da Volkswagen tem discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira.
Para completar, embora a distribuição de frenagem de carros de passeio usualmente fique concentrada na dianteira, tambores traseiros podem acumular calor mais rapidamente em frenagens longas. Isso pode causar o fading, a perda temporária da eficiência por conta de um superaquecimento do material de atrito.
2. Espaço interno
O SUV é compacto, e o espaço interno realmente reflete isso. Passageiros mais altos viajam em posição complicada no banco traseiro. Além disso, o teto panorâmico faz com que o Pulse Abarth tenha menos espaço para a cabeça dos ocupantes e o túnel central elevado reduz o conforto de quem vai no meio.
Em suma, para famílias que buscam um veículo compacto, mas com capacidade adequada para três adultos atrás, o Pulse Abarth pode não ser a escolha ideal. Isso sem falar do porta-malas, cuja capacidade no padrão VDA a Fiat não divulga, que demanda planejamento digno de jogador profissional de Tetris em viagens com bagagem volumosa.
Aliás, vale aqui só deixar ao leitor as dimensões do Pulse Abarth. O SUV tem 4,13 metros de comprimento, 1,77 de largura, 1,54 m de altura e entre-eixos de 2,53. Esta última medida é quase a mesma do hatch que empresta a costela ao modelo: o Argo tem entre-eixos de 2,52 metros.
3. Acabamento
Há materiais interessantes na cabine do Pulse Abarth. Temos, por exemplo, revestimento em vinil nas portas dianteiras e bancos e volante revestidos em couro. Além disso, o modelo mistura detalhes esportivos em vermelho com plásticos de toques distintos.
O problema é que o combo não alcança o nível de sofisticação de outros modelos, principalmente de SUVs chineses. Para fechar, o habitáculo tem elementos desalinhados e excesso de plástico rígido, áspero ao toque.
4. Consumo de combustível
O motor 1.3 turbo garante desempenho, mas cobra seu preço. O Fiat Pulse Abarth é um tanto ébrio: faz 7,2 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada quando abastecido com etanol. Com gasolina a coisa melhora um pouco: 10,5 km/l em ciclo urbano e 12,2 km/l em ciclo rodoviário.
A título de comparação, as versões com sistema híbrido leve do Pulse têm médias de 9,3 km/l (cidade) e 10,2 km/l (estrada) com etanol e 13,4 km/l (ciclo urbano) e 14,4 km/l (ciclo rodoviário) com gasolina no tanque. Os dados são do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).
5. Isolamento acústico
Ruídos do vento e do motor turbo, bem barulho advindo da banda rodagem, são perceptíveis em velocidades mais altas no Fiat Fastback Abarth. Tal pode ser um incômodo para passageiros e condutor, especialmente em jornadas mais longas na estrada. Embora tenha apelo esportivo, o SUV ainda é um carro voltado para reles mortais. Mesmo que não fosse, deveria ter mais capricho neste quesito.
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