Mitsubishi Eclipse Cross: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem
SUV médio é bom de dirigir, tem tração integral, mas derrapa em pequenas economias e falta de auxílios à condução
O Mitsubishi Eclipse Cross não figura entre os SUVs médios mais vendidos do Brasil. Tampouco é o mais econômico, barato ou veloz. Mas tem no equilíbrio uma das maiores virtudes. Sem contar a tradicional vocação off-road da marca japonesa.
Auto News Brasil avaliou a linha 2026 do Mitsubishi Eclipse Cross, na versão HPE-S, e mostra, nos próximos parágrafos, cinco razões para comprar o SUV, além de outras cinco para pensar bem antes de colocar o modelo na garagem. Confira:
Mitsubishi Eclipse Cross 2026 - 5 razões para comprar
1) Tração integral
Atualmente, são poucas as opções de SUV médio com tração integral. E o Eclipse Cross é a mais em conta delas. O HPE-S 4x4 não é exatamente barato, mas, pelos R$ 222.990 que cobra, se destaca diante de Jeep Compass (R$ 272.990) e Chevrolet Equinox (R$ 277.890).
No caso do Eclipse Cross, a tração S-AWC (Super All Wheel Control) é do tipo integral. Ou seja, distribui, de forma contínua, a força entre as rodas de forma automática. Entre os modos de condução, há mapas específicos para pisos escorregadios e cascalho.
2) Isolamento acústico
Basta abrir o capô para notar a grande manta acústica que isola a cabine dos ruídos do motor 1.5 turbo que equipa o Eclipse Cross. E olha que o recurso tem se tornado cada vez mais raro, mesmo em veículos médios.
A bordo, além do silêncio, a suavidade do motor agrada. Rodando a 120 km/h, o conta-giros aponta 2 mil rotações, fator que também contribui para que as conversas sejam mantidas em um tom de voz agradável.
3) Preços das peças
Dados fresquinhos do Qual Comprar 2025 mostram que o Eclipse Cross é o SUV médio com a cesta de peças mais barata do Brasil.
O kit, composto por 10 itens (farol direito, retrovisor direito, para-choque dianteiro, lanterna traseira direita, filtros de ar do motor, de combustível, de ar da cabine e de óleo, jogo de quatro amortecedores e pastilhas de freio dianteiras) custa R$ 12.729, pouco mais da metade dos R$ 21.220 cobrados pelos mesmos itens do Jeep Compass, o ex-líder da categoria.
4) Dinâmica de condução
Entre tantos concorrentes do segmento médio, o Eclipse Cross se destaca por entregar uma dinâmica de condução apurada, resultado de um excelente compromisso entre direção direta e suspensão traseira bem ajustada.
Fora isso, o motor 1.5 turbo de 165 cv de potência e 25,5 kgfm de torque entrega de maneira linear a força. E, como dito acima, o SUV ainda é capaz de encarar terrenos mais escorregadios graças à tração integral.
5) Itens de conforto
Bancos dianteiros com aquecimento, head-up display e uma nova central multimídia de 12,3 polegadas fazem parte do pacote de equipamentos do Eclipse Cross HPE-S 4x4.
Fora isso, há comodidades como porta-malas com abertura elétrica e ar-condicionado digital de duas zonas. Um dos recursos mais interessantes, no entanto, é o teto solar dividido em duas peças. Ou seja, se o motorista quiser manter a persiana fechada, mas os ocupantes do banco traseiro preferem ver o sol, todos podem ser atendidos.
Mitsubishi Eclipse Cross 2026 - 5 razões para pensar bem antes de comprar
1) Conectividade
Sim, a central multimídia é nova. Tem tela grande, de 12,3 polegadas, e pode ser conectada com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Mas parece ter sido instalada ali como um acessório, já que não tem nenhuma integração com o quadro de instrumentos ou o restante dos sistemas eletrônicos, por exemplo. Não é possível fazer qualquer ajuste do veículo por ali.
Fora isso, o painel é do tipo analógico, com um pequeno computador de bordo ao centro. Algo difícil de aceitar em um modelo de mais de R$ 200 mil. Por último, o carregador de celular por indução não acomoda aparelhos mais altos, já que o nicho é bastante estreito.
2) Economias evitáveis
Ainda no campo dos recursos esperados em um SUV médio, podemos elencar coisas simples. As teclas dos vidros, por exemplo, não são iluminadas. Além disso, apenas o motorista tem a função um toque, que, como o nome já diz, permite que toda a janela seja aberta ou fechada sem ter que ficar segurando o botão. Como referência, o Fiat Argo traz o recurso. Ou seja, o custo não é elevado.
Mesmo o aspecto dos botões mostra que o Eclipse Cross é um projeto de alguns anos atrás que carece de renovação.
3) Bebe muito pelo que anda
Apesar de ser confortável e bem ajustado, o Eclipse Cross fica devendo um desempenho mais vistoso e condizente com o estilo ousado.
Nesse caso, não há como fugir dos líderes do segmento, Toyota Corolla Cross e Jeep Compass. No quesito desempenho, os dois são capazes de ir aos 100 km/h mais rápido que o Mitsubishi. Enquanto o Eclipse Cross leva 11,1 segundos, o primeiro faz em 9,3 s. Já o segundo, em 9,8 s.
E nem no desempenho o Eclipse Cross se sai melhor. Bebe mais, por exemplo, que o Corolla Cross, que tem motor 2.0 aspirado. No Inmetro, registrou discretas marcas de 10,9 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada. O rival japonês faz, respectivamente, 11,7 km/l e 13 km/l, sempre considerando a gasolina como combustível.
4) Não é flex
Aliás, a gasolina é considerada na comparação porque é o único combustível que o Eclipse Cross aceita. O motor 1.5 turbo não foi adaptado para receber etanol, como os antigos propulsores dos Mitsubishi nacionais.
5) Sem Adas
O Eclipse Cross é capaz de frear sozinho e de seguir o veículo da frente a partir de uma distância pré-determinada. No entanto, para um veículo de quase R$ 225 mil, fica devendo outros recursos de auxílio à condução. Não oferece, por exemplo, manutenção de faixa de rolagem, apenas um alerta sonoro quando o veículo está saindo da pista.
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