Flagra: Renault Niagara roda pronta e chega em 2026 como ‘picape do Boreal’
Nova caminhonete terá porte intermediário e será posicionada acima da Oroch contra a Fiat Toro; portfólio terá versões com tração 4x4
Antecipada por conceito homônimo apresentado no final de 2023, a picape intermediária Niagara, da Renault, está cada vez mais perto de chegar ao mercado. Depois de ser parcialmente revelada por meio de flagras e projeções, a caminhonete acaba de aparecer rodando em carroceria final, conforme revelam fotos publicadas pelo perfil @falandodecarro. As imagens mostram o modelo já pronto e confirmam diversos detalhes do visual.
É o caso da dianteira com diversos elementos compartilhados com o SUV médio Boreal., recém eleito o Carro do Ano 2026. Nesse sentido, haverá faróis bem recortados e integrados ao conjunto, luzes diurnas de LED em pontos separados no para-choque e ampla abertura inferior com revestimento contrastante. Destaque ainda para o capô elevado e curvado.
Nas laterais, a Niagara terá solução incomum para o segmento: maçanetas traseiras embutidas nas colunas. O recurso já é usado no Boreal e deverá chegar à picape como um importante diferencial estético. Ainda de perfil, a picape chamará atenção pelas caixas de roda bem destacadas e caimento inclinado do teto em direção à caçamba, como é típico de caminhonetes monobloco.
Niagara terá tração 4x4
Auto News Brasil apurou detalhes sobre a mecânica da picape e adianta que o portfólio será formado inicialmente por versões 4x2 dianteira e 4x4. Ambas as configurações terão o mesmo motor 1.3 TCe flex compartilhado com Boreal e Duster, de 163 cv de potência e 27,5 kgfm de torque, além do câmbio automatizado de dupla embreagem inaugurado no Brasil pelo Kardian.
Versões equipadas com câmbio manual também estão previstas no projeto (chamado internamente de H1312), mas devem atender apenas outros mercados.
Sob o capô, todas as versões da Niagara, tanto 4x2 quanto 4x4, terão o conhecido motor 1.3 TCe de quatro cilindros com injeção direta da Horse. No Boreal, o propulsor entrega 163 cv de potência com etanol e 156 cv com gasolina, com torque de 27,5 kgfm e 25,5 kgfm, respectivamente.
Uma versão híbrida, inclusive com tração 4x4, também está nos planos, mas chegará ao portfólio apenas em um segundo momento. A Renault já deu pistas sobre a eletrificação e discute que tipo de sistema adotará: um conjunto paralelo (HEV) ou híbrido leve (MHEV) de 48V, com motor elétrico traseiro. Independentemente da escolha, a plataforma RGMP já está preparada para receber a tecnologia.
Em termos de porte, a própria marca já admitiu que a Niagara "terá mais de 5 metros de comprimento”, ou seja, ficará na média das rivais diretas (a Toro possui 4,95 m). O entre-eixos deve ser de 2,95 m, no limite do que a arquitetura RGMP permite.
Quando a Renault Niagara chega ao Brasil?
A Niagara será produzida na fábrica de Córdoba (Argentina), onde unidades pré-série já estão sendo montadas para realização de testes, como no caso do protótipo flagrado. Já o lançamento oficial está programado para o segundo semestre de 2026, já como linha 2027.
A produção anual será de aproximadamente de 65 mil unidades. Desse volume, cerca de 70% serão destinados para exportação, especialmente o Brasil. Por aqui, vale salientar, a veterana Oroch continuará em linha na fábrica de São José dos Pinhais (PR) como opção para o segmento de frotas e vendas diretas.
Um conceito mais próximo da versão de produção da picape foi apresentado recentemente no Salão do Automóvel de São Paulo 2025.
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