Isenção de IPI para carros PCD até R$ 200 mil é aprovada por Bolsonaro e valerá até 2026
Motoristas de aplicativo e taxistas também deixarão de pagar o IPI na compra de carros zero km; novo teto de preço passa a incluir SUVs e sedãs médios como Jeep Compass e Toyota Corolla
Por Emily Nery
Depois de quase um ano em discussão no Congresso, o projeto de lei que prevê a isenção de IPI de carros para PCD até 2026 foi sancionado pela presidente Jair Bolsonaro no último dia 31. A nova Lei nº 14.162 também muda o limite de preço para obter o benefício fiscal, que sobe de R$ 140 mil para R$ 200 mil.
Desse modo, o IPI não incidirá sobre automóveis zero km de fabricação nacional de até 2.000 cilindradas que custem até R$ 200 mil. A norma, que acabaria no último dia 31, foi prorrogada para 31 de dezembro de 2026.
Motoristas profissionais (como taxistas e motoristas de aplicativo), pessoas com deficiência física, visual, auditiva e mental severa ou profunda e pessoas com transtorno do espectro autista também ficam isentos do pagamento do imposto na compra do veículo.
Bolsonaro, no entanto, vetou um trecho do Projeto de Lei que permitia a isenção tributária em acessórios utilizados para a adaptação do veículo. Assim, somente acessórios e opcionais que sejam de fábrica não serão tributados.
Quais carros podem receber o abono fiscal?
Com o teto de preço mais alto, aumentam as ofertas de veículos zero km que terão o benefício fiscal quando o comprador for PCD. Sedãs médios, como o Toyota Corolla, e SUVs médios, como Toyota Corolla Cross, Jeep Compass e Caoa Chery Tiggo 7 Pro, passam a ser incluídos nessa lista.
Para quem busca um SUV de sete lugares com isenção, o Caoa Chery Tiggo 8 é o único modelo que (ainda) é passível do abono. Ele custa R$ 199.990.
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