Por que o McLaren Speedtail usa calotas nas rodas dianteiras?
Superesportivo usa técnica antiga (e banida da Fórmula 1) que pode comprometer freios, mas traz benefícios
Por Rodrigo Ribeiro
Para reduzir a resistência aerodinâmica e permitir que o superesportivo ultrapasse os 400 km/h de máxima. Normalmente a rotação das rodas faz com que o ar ao redor delas seja jogado para fora, criando uma turbulência que “segura” o carro.
Para manter o fluxo do ar próximo à carroceria às vezes é necessário usar calotas, que também precisam ser fixas para que o giro não altere seu comportamento. Esse conceito é relativamente comum em carros de corrida e chegou a ser usado na Fórmula 1 até 2009, antes de ser banido.
O problema de cobrir os aros é que isso prejudica severamente a refrigeração dos freios e pode facilitar o surgimento do fading, superaquecimento do ar que limita a eficácia do sistema. A própria McLaren enfrentou esse problema: nas versões iniciais do Speedtail, a calota de plástico reforçado com fibra de carbono era muito mais fechada.
Alternativa híbrida
O uso de calotas em carros de luxo — ou, pelo menos, modelos que não são populares — não é algo recente e nem exclusivo do Speedtail. O Toyota Prius vendido no Brasil oferece algo similar.
No carro japonês a calota cobre as rodas de liga-leve e também tem função aerodinâmica. Neste caso, porém, também houve a opção pelos custos: nos EUA há a oferta de um aro convencional, mas que implicaria em um aumento de preço do modelo.
A GM optou por uma alternativa menos eficaz, mas muito mais simples para melhorar a aerodinâmica do primeiro Chevrolet Omega: aplicar uma pequena cobertura sobre a roda traseira. Ao contrário dos clássicos sedãs americanos que tinham cobertura integral na região, o icônico modelo dispensava truques caso a roda tivesse que ser removida: ao ser erguido no macaco, o pneu se afastava sozinho da carroceria.
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