Honda PCX 150 é boa opção de scooter, mas fica devendo versão híbrida no Brasil
Veja todos os detalhes da scooter que parte de R$ 13.510 e tem start-stop e iluminação em LED como equipamentos de série
Por Cauê Lira
O sucesso da Biz nos anos 2000 fez a Honda ampliar sua linha de scooters em todo o mundo. O time de desenvolvimento da filial tailandesa começou a trabalhar em um modelo mais moderno que o Lead 110 em meados de 2008, com foco em mercados emergentes e alguns países desenvolvidos que sofrem com pouco espaço nas grandes cidades.
O resultado disso foi o nascimento da Honda PCX, que chegou ao mercado asiático novembro de 2009. As vendas surpreenderam a fabricante, que viu a necessidade de ampliar sua linha de produção. Depois da Tailândia, a PCX passou a ser feio no Vietnã e na Indonésia.
A Honda observou uma boa oportunidade de ampliar a gama fora da Ásia – e em 2012, a linha PCX foi lançada na Europa, importada da Tailândia. No ano seguinte, a scooter enfim chegou ao Brasil, com produção na Zona Franca de Manaus (AM).
Chegou chegando!
A Honda do Brasil queria causar impacto no lançamento nacional da PCX em 2013. A estratégia foi adicionar um recurso inédito para a época, porém bem comum nos dias de hoje: start-stop.
Ao parar no semáforo (ou em qualquer situação em que a scooter fique mais de três segundos sem andar), a PCX desligava o motor automaticamente. Ao girar o acelerador, a motocicleta volta a funcionar.
Ele foi lançado com motor 153cc, capaz de desenvolver 13,6 cv de potência a 8.500 rpm e 1,42 kgfm de torque a 5.250 rpm, e câmbio automático do tipo CVT. Segundo a Honda, o modelo era capaz de marcar 44,6 km/l, com autonomia máxima de até 263 km.
Algumas características da PCX fizeram muito sucesso com o público brasileiro. Antes de sua chegada, a maioria das scooters tinha rodas variando entre 10 e 12 polegadas. A Honda apostou em rodas maiores, de 14 polegadas, proporcionando mais conforto e estabilidade ao piloto. Mesmo assim, não é difícil encontrar críticas à sua suspensão nas redes sociais.
Outra característica marcante é o posicionamento do motor, localizado próximo ao apoio das pernas do piloto. Isso assegura mais estabilidade, já que o condutor pode se equilibrar com menos esforço.
Anos depois de seu lançamento nacional, a PCX passou por algumas mudanças para ficar mais sustentável – mas isso resultou em um motor mais fraco. A potência caiu para 13,2 cv a 8.500 rpm, enquanto torque teve decréscimo para 1,38 kgfm a 5.000 rpm.
Versões
O Honda PCX está disponível em quatro versões: CBS (R$ 13.510), ABS (R$ 14.990), Sport (R$ 15.390) e DLX (R$ 15.390). O modelo mais barato, como o nome sugere, vem equipado com sistema CBS, onde os freios dianteiros e traseiros são ativados em conjunto através de um único acionamento. Apesar da simplicidade, traz display digital e iluminação em LED como itens de série.
Honda PCX 2022
| Versão | Preço |
| PCX CBS | R$ 13.510 |
| PCX ABS | R$ 14.990 |
| PCX Sport | R$ 15.390 |
| PCX DLX | R$ 15.390 |
Já os modelos ABS, Sport e DLX contam com um sistema mais moderno, que evita o travamento da roda dianteira no caso de frenagens abruptas. A diferença entre os pacotes é apenas visual, com pintura cinza metálica para a PCX CBS, branca fosca e azul para a PCX Sport e prata metálica e marrom para a PCX DLX.
Porta para a eletrificação?
A Honda lançou uma versão híbrida inédita da PCX para o mercado japonês no final de 2020. O modelo e:HEV combina motor de 156cc, capaz de desenvolver 15 cv de potência e 1,5 kgfm, com uma unidade elétrica de 1,9 cv e 0,4 kgfm. O consumo é de 55 km/l. Ainda não há qualquer indício de que o modelo será eletrificado no Brasil em um futuro próximo.
Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a Honda PCX emplacou mais de 25 mil unidades no acumulado de 2021. A Honda Biz continua sendo o modelo de destaque entre as scooters, com 142 mil emplacamentos neste mesmo período.
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