Teste: GWM Haval H6 HEV promete te levar longe com bom custo-benefício
GWM Haval H6 HEV é a versão de entrada do carro híbrido mais vendido do Brasil; custa R$ 223 mil e tem motor 1.5 turbo que promete 14,8 km/l na cidade
O GWM Haval H6 HEV2 2026 compõe o melhor dos cenários, em minha opinião: motor a combustão e sistema híbrido pleno, ou seja, sem necessidade de recarga. Assim, você tem consumo eficiente e não depende de carregador externo para contar com a plenitude da bateria — que, nesse caso, se recarrega com as desacelerações, frenagens e energia do motor a combustão.
Este teste faz parte do especial "Os Reis da Autonomia" publicado na edição 718 da Auto News Brasil. Clique aqui para conferir as outras avaliações.
O Haval H6 HEV2 2026 custa R$ 223 mil e tem motor 1.5 turbo quatro-cilindros a gasolina atualizado com elementos do Wey 07, como intercooler a água, bomba de óleo variável e bomba d’água eletrônica. Junto com um motor duplo (gerador e de tração) elétrico, a potência combinada é a mesma de antes, 243 cv, mas com 1 kgfm a mais de torque: 55 kgfm. O câmbio é automatizado de duas marchas com o restante das relações preenchido pelo conjunto elétrico. A bateria tem 1,6 kWh.
Na véspera de Natal, enchi o tanque do H6 HEV2, zerei a trip e parti rumo a Ibiúna (SP), a cerca de 65 km da capital, São Paulo. O porta--malas de 560 litros comportou muito bem uma mala de 10 kg, uma mochila, duas raquetes de tênis e inúmeras sacolas.
O banco do motorista tem ajustes elétricos de posição; o volante, uma das novidades na linha 2026, tem regulagem manual de altura e de profundidade. Na cidade, a até 30 km/h, o SUV trabalha só com o motor elétrico, com desempenho suave e silencioso. Acima dessa velocidade, o motor a combustão entra em ação e o silêncio a bordo é interrompido por um ruído alto do 1.5 turbo — afinal, é preciso força para mover um carro que pesa 1.699 kg, isso sem falar nos passageiros a bordo e no porta-malas bem cheio. Em ciclo urbano, com o ar-condicionado ligado, o consumo chegou a 14,5 km/l.
Na rodovia, os 243 cv proporcionam um desempenho satisfatório, com zero a 100 km/h oficial em 7,9 segundos. Além do volante melhor, outra diferença perceptível do Haval H6 2026 são os freios. Recalibrados com atuadores eletrônicos no lugar do antigo sistema hidráulico, minimizaram bem a resposta “borrachuda” do pedal nas frenagens. Na prática, você precisa fazer menos esforço com o pé, sente uma frenagem mais suave e um pedal mais macio do que antes, principalmente vindo de velocidades acima de 100 km/h.
GWM Haval H6 HEV
| Destino: Ibiúna (SP) |
| Quilometragem total: 401 km |
| Autonomia declarada: 775 km |
| Autonomia alcançada: 836 km |
| Consumo médio: 13,7 km/l |
| Preço: R$ 223 mil |
Quanto à suspensão, a marca substituiu os antigos batentes por outros, mais firmes, na linha 2026, com menos curso que os das anteriores. Em asfalto liso, o novo H6 vai bem e a rolagem da carroceria melhorou, mas o conjunto ainda reflete muito as oscilações do solo e segue menos rígido que o de outros SUVs médios.
Como um bom carro chinês, a central multimídia é enorme, com tela de 14,6 polegadas. Na linha 2026 o sistema foi atualizado e basicamente todas as funções e configurações do modelo são feitas por lá. A conexão com Apple CarPlay sem cabo é muito rápida: toda vez que eu ligava o carro, já conectava automaticamente, o que foi muito bom.
Por outro lado, em vários momentos, principalmente seguindo o GPS, o mapa travou. Sorte que eu tinha bastante noção da rota que precisava seguir. Além disso, o H6 continua a incomodar pelo excesso de alertas sonoros histriônicos: indicador de seta, sensores de estacionamento, alertas de placa...
Agora, observe meu saldo em pouco mais de 20 dias. Foram 401 km rodados, dos quais 221 km na estrada e 180 km na cidade. No ciclo urbano, o consumo médio foi de 14,8 km/l; no rodoviário, obtive 12,6 km/l, com média final de 13,7 km/l no combinado. Para percorrer essa quilometragem, precisei utilizar apenas 29,1 litros dos 61 l de capacidade do tanque de combustível. Mantendo essa média de 13,7 km/l, teria sido possível percorrer incríveis 835,7 km até zerar o tanque. E sem precisar de recarga externa.
Levando em conta o consumo divulgado pelo Inmetro, a autonomia projetada seria de 774,7 km nas mesmas condições. Ou seja: na vida real, o novo H6 HEV2 entregou um consumo ainda melhor.
O Haval H6 HEV2 tem ótimo custo/benefício. Não à toa, foi o líder de vendas entre os carros híbridos plenos e plug-in no Brasil em 2025, com 28.016 emplacamentos, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Além de conforto e espaço, entrega sete airbags, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência e alerta de ponto cego. E ainda foi um dos protagonistas entre os “reis da autonomia”.
Pontos positivos: Espaço interno, bons equipamentos de série, autonomia e melhorias nos freios e no volante
Pontos negativos: Suspensão não tem o bom acerto das rivais japonesas e multimídia travou em alguns momentos
Haval H6
| Ficha técnica |
| Motor: Diant., transv., 4 cil. em linha, 1.5, turbo, inj. direta, gasolina + elétrico |
| Potência: 243 cv |
| Torque (comb.): 55 kgfm |
| Câmbio: Dupla embreagem, 2 marchas, tração dianteira |
| Zero a 100 km/h: 7,9 segundos |
| Consumo (Inmetro): 14,7 km/l (urbano) e 11,4 km/l (rodoviário) (G) |
| Direção: Elétrica |
| Suspensão: Indep., McPherson (diant.) e multilink (tras.) |
| Freios: Discos ventilados (diant.) e sólidos (tras.) |
| Pneus: 225/60 R18 |
| Tanque: 61 litros |
| Porta-malas: 560 litros (fabricante) |
| Peso: 1.699 kg |
| DIMENSÕES |
| Comprimento: 4,70 metros |
| Largura: 1,88 m |
| Altura: 1,73 m |
| Entre-eixos: 2,74 m |
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