Especial híbridos: BYD Song Plus Premium tem potência e autonomia de sobra
Diferencial da nova versão topo de linha é o motor 1.5 turbo mais potente
Este texto faz parte do especial sobre carros híbridos publicado na edição 709 da revista Auto News Brasil, que traz nossa vivência com os veículos durante o recesso na virada do ano. Todos os demais testes que compõem o conteúdo podem ser encontrados aqui. Boa leitura!
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Se você ainda tem dúvidas sobre a eficiência dos carros híbridos, este texto vai mostrar que sim, eles são econômicos, mas isso depende do uso. No fim do ano passado testei o BYD Song Plus Premium, versão topo de linha do SUV plug-in, que chegou em 2024 por R$ 299.800. Para te prender logo de cara, digo: foram 600 km rodados sem precisar abastecer. E ainda devolvi o carro com quase 160 km de autonomia no modo híbrido, além de 70% de bateria.
O Song Plus Premium foi meu companheiro durante 11 dias. Para ser honesta, carreguei a bateria de 18,3 kWh no primeiro dia (estava com 68% e ficou com 97%); e algo que deixa a desejar é que o carregamento está disponível apenas com carga lenta, por corrente alternada (AC), a 6,6 kW, no máximo. Portanto, leva mais tempo para atingir a carga completa.
O teste começou na época do Natal. Rodei muito com o carro em São Paulo, com o porta-malas de 574 litros cheio de compras de mercado. Esse modelo tem 14 litros a mais que o GWM Haval H6 PHEV34, seu principal rival no Brasil.
Na cidade, o consumo não impressionou, com média de 10,2 km/l no modo híbrido — sempre com o ar-condicionado ligado. Fato é que a versão topo de linha da família Song tem uma predileção pelo modo elétrico na cidade. Com a bateria carregada e abaixo de 60 km/h, é capaz de rodar sem gastar uma gota de combustível.
Hora de pegar a estrada e descobrir como o Song Plus Premium encara o uso rodoviário. Viajei para Peruíbe, litoral Sul de São Paulo, trajeto de 124 km em cerca de 1h30. Com trânsito, o tempo subiu para 2h20. Lembrando: no porta-malas havia três malas médias, cesta básica e sacolas de roupas para doação. Na cabine, meus companheiros eram meu esposo, Lucas, e nossos dois cachorros (Túlio e Aperol), transportados com a devida segurança e seguindo às normas de trânsito.
Na descida da Serra do Mar foi possível ver o trabalho da regeneração de energia por meio da frenagem, um ponto alto no Song Plus Premium. Perto do trevo de Praia Grande, a bateria estava com 58% de carga, já que fiz parte do percurso no modo elétrico. Logo alternei para o modo híbrido e trabalhei com as frenagens. No fim do trajeto, cerca de 60 km depois, a bateria já havia recuperado 12%, alcançando 70%.
É um carro pesado, mas nem parece que tem 2 toneladas. O conjunto híbrido faz com que o condutor não sinta isso ao volante. O Song Premium é equipado com um motor 1.5 turbo a gasolina de 129 cv de potência, combinado com dois elétricos, um dianteiro (204 cv) e outro traseiro (163 cv). O torque total não foi divulgado.
A potência combinada é de 324 cv, mais do que suficiente para um bom desempenho. Apenas com os motores elétricos, vale dizer, o SUV não consegue manter uma velocidade alta constante com facilidade. Então, o sistema híbrido, certamente, é a melhor opção para ter respostas melhores na estrada. Em nosso teste no Rota 127 Campo de Provas, o carro foi de zero a 100 km/h em 5,8 segundos.
Mas voltemos à viagem de fim de ano. Na subida, o SUV sofreu mais, como esperado. As médias no computador de bordo ficaram em 12,1 km/l no modo híbrido e 19,2 km/l no elétrico. No segundo caso, deu para ver a porcentagem da bateria reduzir de maneira mais abrupta. Como em todo BYD, as baterias têm a tecnologia Blade e, segundo o Inmetro, propiciam uma autonomia elétrica de 52 km. Combinando os motores, o alcance vai a 690 km. No fim do meu uso, depois de 600 km rodados, o painel marcava autonomia de 150 km no motor a combustão e baterias ainda em 72%.
Em relação ao convívio com o Song Plus Premium, conforto resume bem o SUV de 4,77 metros de comprimento e 2,76 m de entre-eixos. Os cachorros viajaram com muito espaço na segunda fileira e o assoalho plano possibilitou levar mais bagagens. A suspensão é acertada, mas senti muito o reflexo das imperfeições nas vias.
A cabine é a mesma da versão Plus, com destaque para a tela giratória de 12,3 polegadas. A versão topo de linha estreia head-up display. Há ainda pacote Adas com controle de cruzeiro adaptativo, frenagem de emergência, assistente de faixa e sensor de ponto cego.
Fato é que, após 600 km, surpreende não precisar abastecer ou carregar o BYD Song Premium com urgência. Para quem busca desempenho, não vai se impressionar tanto com o SUV, mas se ainda estava em dúvida sobre a economia de combustível, o que me diz agora?
Pontos positivos: Ótimo espaço interno; sobra potência e a autonomia é boa para seu porte
Pontos negativos: Consumo aumenta muito em subidas; recarga apenas do tipo lenta (AC)
BYD Song Plus Premium 2025
| Quilômetros rodados |
| Cidade: 260 |
| Estrada: 295 |
| Total: 555 |
| Consumo médio: 12,6 km/l |
| Combustível usado: 44 litros |
| Carregamento: 5,3 kWh |
BYD Song Plus Premium 2025
| Ficha técnica |
| Preço: R$ 299.800 |
| Motor: Diant., transv., 4 cil. em linha, 1.5, 16 V, turbo, gasolina + 2 elétricos |
| Potência (comb.): 324 cv |
| Torque (comb.): Não divulgado |
| Câmbio: Automático, transeixo |
| Zero a 100 km/h: 5,8 segundos |
| Bateria: 18,3 kWh (LFP) |
| Autonomia: 52 km (Inmetro) |
| Carregamento máx.: 6,6 kW (AC) |
| Consumo (Inmetro): 13,1 km/l (urb.) (G) / 11,1 km/l (rod.) (G) / 39,6 km/le (urb.) (Elétrico) / 27,4 km/le (rod.) (Elétrico) |
| Direção: Elétrica |
| Suspensão: Independente, McPherson (diant.) e multilink (tras.) |
| Freios: Discos ventilados |
| Pneus: 235/50 R19 |
| Tanque: 57 litros |
| Porta-malas: 574 litros (fabricante) |
| Peso: 2.020 kg |
| DIMENSÕES |
| Comprimento: 4,77 metros |
| Largura: 1,89 m |
| Altura: 1,67 m |
| Entre-eixos: 2,76 m |
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