GWM Haval H6 GT: 5 razões para comprar e 5 motivos para pensar bem
Por R$ 324 mil, modelo mais caro da família H6 oferece estilo, espaço, conforto, desempenho, autonomia e tecnologia, mas tem seus poréns
O GWM Haval H6 GT é o modelo de topo da família que é o carro-chefe da marca chinesa no Brasil. Custa R$ 324 mil e é o único produto do quarteto H6 a trazer uma carroceria estilo SUV cupê, com visual dianteiro próprio.
Tanto a motorização quanto o conjunto elétrico deste SUV médio híbrido plug-in são os mesmos do H6 PHEV34: motor 1.5 turbo a gasolina aliado a outros dois elétricos de tração, um dianteiro e um traseiro, entregando 393 cv de potência e 77,7 kgfm de torque combinados. A tração é integral e as baterias têm 34 kWh de capacidade, com recarga lenta (AC) a 6,6 kW e rápida (DC) a até 48 kW.
Após rodarmos quase 1.700 km com o H6 GT em ciclo urbano e rodoviário, escolhemos cinco grandes qualidades e cinco mancadas do SUV. Confira:
GWM Haval H6 GT – 5 razões para comprar
1. Desempenho e dirigibilidade
Além dos números abundantes de potência e torque, mais que suficientes para empurrar os 2.050 kg de peso do SUV médio híbrido, o H6 tem uma distribuição inteligente de propulsão entre os motores. A prioridade da tração é sempre do elétrico dianteiro de 177 cv e 30,6 kgfm. O 1.5 turbo de 150 cv e 23,4 kgm entra quando há a demanda por uma aceleração mais forte. Já o elétrico traseiro de 184 cv e 23,7 kgfm é acionado apenas em cenários de aclive ou aderência mais baixa.
Além disso, o posicionamento das baterias no assoalho deixa o H6 GT com um centro de gravidade relativamente baixo, apesar de seu corpanzil e sua silhueta alta. Isso ajuda SUV cupê a dar aquela "assentada" e a melhorar sua estabilidade, apesar das suspensões demasiadamente macias (característica que exploraremos mais adiante) e de uma leve tendência ao subesterço.
Por fim, os ângulos de transposição (19,8° de ataque; 24,9° de saída) e o vão livre do solo (17,2 cm) não chegam a ser os maiores do segmento, mas são bons o suficiente para que o veículo não raspe os para-choques com facilidade ao passar por valetas, lombadas e terrenos irregulares.
2. Autonomia
O tanque de combustível com 55 litros e, mais importante, o robusto conjunto de baterias de íons de lítio de 34 kWh ajudam o H6 GT a operar praticamente como um carro elétrico na cidade, sem a necessidade de gastar uma gota de gasolina caso o motorista tenha como manter o SUV carregado. Na estrada, basta usar o modo de “regeneração obrigatória” que você não ficará sem energia elétrica.
Em nossa rodagem de 1.680 km, quase 85% formada por percurso rodoviário, o H6 GT registrou 13,6 km/l de consumo médio, mas chegou a passar de 15 km/l em trajetos de estrada com predominância de descidas. Isso mesmo pesando 2 toneladas e com o modo de regeneração obrigatória ativado, usando parte da energia do motor 1.5 turbo para manter as baterias carregadas sempre a pelo menos 30%.
3. Conforto
O Haval H6 GT é um carro confortável. A suspensão pode ser permissiva demais em curvas de estrada, mas é macia para uso na cidade. Também há muito silêncio a bordo, graças ao bom isolamento acústico. Além disso, o ar-condicionado é potente e gela rápido a cabine (às vezes até demais).
E há um mimo especial: basta ativar a função Auto Hold (que mantém o carro travado sem precisar manter o pé no freio após a parada total) apenas uma vez que ela fica memorizada e se ativa automaticamente toda vez que ligamos o SUV.
4. Espaço interno
Os 4,73 metros de comprimento, 1,94 m de largura, 1,73 m e 2,74 m de entre-eixos de dimensões do GWM Haval H6 GT falam por si. O SUV médio é espaçoso para cinco passageiros. O porta-malas de 515 litros é igualmente generoso e nos permitiu viajar com as bagagens de três passageiros mais um pet de modo tranquilo.
5. Câmeras de manobra
As câmeras de 360° do H6 GT têm ótima resolução e são muito boas para manobras. Também oferecem um cardápio de ângulos interessante. As laterais ajudam a evitar que as rodas raspem em uma guia, por exemplo; as de ré incluem uma contagem de proximidade para o obstáculo atrás em centímetros.
GWM Haval H6 GT – motivos para fugir
1. Freios
Característica que acompanha a família GWM Haval H6 desde seu lançamento e até hoje não foi corrigida. Os freios são fundos e borrachudos demais, o que demanda mais esforço e atenção na hora das frenagens. É preciso dizer que não houve qualquer tipo de fadiga ou falha de nenhum dos discos ao longo dos 1.680 km de rodagem, mas que esse detalhe incomoda, incomoda...
2. Suspensão e direção
Mesmo independente nos dois eixos, a suspensão é um tanto mole demais e permite inclinações laterais agudas em curvas mais fechadas de rodovia, apesar de o carro se manter estável e assentado por conta das baterias no assoalho. Outro detalhe é a direção, um bocado anestesiada mesmo quando configurada no modo “esportivo”, mais responsivo. Por fim, o volante tem um aro grande e a empunhadura fica posicionada muito para cima.
3. Intuitividade dos comandos e alertas sonoros
Os comandos do painel de instrumentos digital e da central multimídia do Haval H6 GT poderiam ser mais intuitivos. Alguns ajustes, como os dos sistema de segurança ativa (Adas), ficam escondidos na central multimídia e não são de fácil acesso.
Mas o que mais pega são os alertas sonoros excessivamente altos e presentes a todo instante. O condutor está constantemente exposto a ruídos altos de seta, avisos de proximidade para o veículo à frente etc, o que acaba aumentando o cansaço e o estresse em trajetos mais longos.
4. Comandos do ar-condicionado
Faz falta ter comandos físicos para regulagem de temperatura e intensidade do ar-condicionado. Só é possível ligar ou colocar o sistema em modo Auto por botões do painel. O resto é preciso fazer na central multimídia, o que tira muito a atenção do motorista. E o menu rápido que aparece à esquerda da tela de entretenimento não ajuda muito.
5. Barulhos de acabamento
A unidade que pegamos tinha menos de 7 mil km rodados, mas já fazia alguns barulhos constantes de acabamento solto, especialmente na parte traseira. O tampão do porta-malas foi o que mais escutamos.
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