GWM Poer e Haval H9 iniciam pré-venda e já têm data de lançamento
Picape média e SUV de luxo estão com pré-venda aberta até o dia 10 de setembro e os interessados terão que pagar R$ 9 mil
Na semana passada, a GWM iniciou a produção na fábrica de Iracemápolis (SP) com uma unidade de série do Haval H6. E, nesta terça-feira (19), a marca chinesa apresenta outras duas novidades: abre pré-venda do Haval H9 e da Poer 30 até o dia 10 de setembro. A dupla, apresentada durante o Festival Interlagos 2025 em junho, também será nacional.
O SUV de luxo e a picape média podem ser reservadas pelo site oficial da empresa, pelo aplicativo My GWM, pelo Mercado Livre ou direto na rede de concessionárias, mediante ao pagamento de R$ 9 mil. O preço oficial do H9 será revelado no dia 10 de setembro, enquanto da Poer 30 será dois dias depois, em 12 de setembro.
A picape média deve custar entre R$ 250 e R$ 300 mil, faixa das principais concorrentes. Já o H9 deve ficar acima do H6 GT (R$ 325.000) e do Tank 300 (R$ 339.00), portanto entre R$ 350 mil e R$ 400 mil.
Os clientes que fizerem essa reserva na pré-venda terão direito a acessórios exclusivos — já com a instalação inclusa. No H9 o Kit é composto por engate de reboque, rack de teto e uma caixa organizadora. Já a picape terá capota marítima de lona, santo-antônio e travs antifurto no estepe.
Tanto a picape quanto o SUV terão o motor 2.4 turbodiesel associado a um câmbio automático de nove marchas — são os primeiros modelos da companhia sem eletrificação no Brasil.
Em mercados da Ásia e Oceania, o powertrain entrega 186 cv de potência e 48,9 kgfm de torque, com tração 4x4 nos dois casos. Entretanto, a GWM afirma que as especificações devem ser revisadas no Brasil e não divulgou os números, mas eles podem ser maiores. Auto News Brasil teve um breve primeiro contato com o H9 durante viagem à China para o Salão de Xangai.
Oferecer motor turbodiesel é uma estratégia providencial para a marca enfrentar os rivais, já que nos dois segmentos — tanto o de picapes quanto o de SUVs — o motor a diesel é praticamente uma exigência do consumidor. E a dupla terá tração com três modos: 4x2, 4x4 High e 4x4 Low.
Outra semelhança é que os dois modelos terão faróis Full-LED, bancos de couro com climatização, tela de 14,6 polegadas da central multimídia, câmera com visão 360°, carregador de celular por indução de 50W e sistemas de condução semiautônoma, como frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo (ACC) e assistente de permanência em faixa.
Porte da GWM Poer
A Poer tem 5,41 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,88 m de altura e 3,23 m de entre-eixos. Para efeito de comparação, a Toyota Hilux, atual líder da categoria, traz 5,32 m de comprimento e 3,08 m de entre-eixos. A caçamba tem capacidade de carga de 1.050 kg e a distância em relação ao solo é de 22,7 cm, números bons para a categoria.
Estruturalmente, a picape segue receita típica do segmento e adota plataforma com carroceria sobre chassi de longarina. Assim, o sistema de tração 4x4 é convencional, com direito a eixo cardã e diferencial traseiro mecânico blocante. Há, também, a opção de bloqueio do diferencial dianteiro.
Porte do Haval H9
O Haval H9 é um SUV grande de até sete lugares com as seguintes dimensões: 5,07 m de comprimento (com o estepe exposto), 2,85 m de entre-eixos, 1,98 m de largura e 1,93 m de altura. Em relação ao Toyota SW4, seu principal concorrente, o modelo da GWM é consideravelmente maior em todas as dimensões: 27 cm em comprimento e cerca de 10 cm em largura, altura e entre-eixos.
Como será a produção da GWM no Brasil
A fábrica de Iracemápolis tem capacidade instalada de 50 mil unidades por ano. Inicia a operação em um turno, mas tem como objetivo aumentar para dois, com os três veículos citados em duas linhas, a partir de 2026.
A GWM espera montar mais de 30 mil carros no Brasil já em 2026, com aumento para 50 mil unidades em três anos e 100 mil depois disso. Até o fim de 2025, pelo menos 800 empregos diretos serão gerados (a fábrica tem atualmente cerca de 500 funcionários). Mais 2 mil postos serão criados conforme a necessidade, diz a companhia chinesa.
A empresa promete neste início um processo que não se enquadra no CKD, tampouco no SKD. É o full parts import, comumente conhecido como importação peça-a-peça. Não à toa, a empresa promete soldagem da carroceria em Iracemápolis, bem como realização do processo de pintura (este departamento muito bem coberto por conta da estrutura deixada pela Mercedes-Benz).
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