Nissan reduzirá número de modelos e fechará fábricas até 2023
Com planos globais de atingir participação de mercado de 6%, os modelos cairão de 69 para menos de 55. Serão fechadas unidades em Espanha e Indonésia.
Por G1
A Nissan anunciou nesta quinta-feira (28) um prejuízo anual de US$ 6,2 bilhões, o primeiro em mais de uma década, como efeito da pandemia do coronavírus. Por isso, reduzirá sua linha de produtos em todo o mundo e fechará fábricas em Espanha e Indonésia até 2023.
Segundo a fabricante, algumas medidas de racionalização serão tomadas para redução de custos e otimização de negócios, buscando crescimento sustentável e estabilidade financeira para os próximos 4 anos. Os planos incluem uma participação de mercado global de 6%.
Entre as ações estão:
- Redução da capacidade de produção em 20%, para 5,4 milhões de unidades por ano;
- Uso de ao menos 80% da capacidade das fábricas;
- Redução de 20% na linha de produtos, passando de 69 para menos de 55;
- Lançamento de 12 novos modelos nos próximos 18 meses;
- Fechamento da fábrica de Barcelona, que tem cerca de 3 mil funcionários;
- Fechamento de fábrica na Indonésia;
- Expansão de veículos elétricos;
- Foco nas operações de Japão, China e América do Norte.
“Nosso plano de transformação visa garantir um crescimento constante em vez de uma expansão excessiva das vendas", disse Makoto Uchida, presidente-executivo da Nissan.
Prejuízos
A Nissan, abalada também pelos efeitos colaterais da detenção de seu ex-presidente Carlos Ghosn, informou perdas de 671 bilhões de ienes (US$ 6,2 bilhões) para o ano fiscal concluído em março, comparado com um lucro de 319 bilhões de ienes no ano anterior.
Os resultados são piores que o esperado em um setor duramente afetado pela pandemia, que obrigou o confinamento de metade da humanidade durante semanas.
Além disso, a empresa informou que tem a intenção de reduzir em 20% suas capacidades mundiais de produção até março de 2023 na comparação com o nível de março de 2019.
Reforço na aliança com Renault e Mitsubishi
Nesta quarta (27), Renault, Nissan e Mitsubishi anunciaram que produzirão em conjunto "quase 50%" de seus modelos até 2025. Para o Brasil, todos os compactos terão a mesma plataforma.
De acordo com um comunicado da aliança, esta união "permitirá reduzir os custos e os gastos de investimentos em até 40%" em cada veículo fabricado em comum, que se reagruparão em uma única fábrica do grupo "quando isto for considerado pertinente".
O objetivo da nova estratégia das montadoras para reduzir custos é que cada uma das empresas assuma a liderança em uma região, um produto ou uma tecnologia e os demais sócios acompanhem a primeira montadora.









