Carregando noticias automotivas

Preparando conteudo do Auto News Brasil...

Testes

Por Cauê Lira

O BYD Dolphin é o novo popstar do Brasil. Basta o carrinho chinês desfilar no trânsito para que olhos curiosos o acompanhem. O motivo deste hype é o preço, uma vez que é possível comprá-lo pelo mesmo valor de um SUV compacto até em sua versão mais cara, a Plus.

Publicidade

Recém-chegado da China, o Dolphin Plus custa R$ 179.800 — ou seja, exatos R$ 30 mil a mais do que a versão de entrada, a Diamond, que parte de R$ 149.800. Auto News Brasil teve a oportunidade de dirigir uma unidade pré-série que foi usada em testes da marca. Descobriremos juntos se a nova variante, com mais equipamentos, autonomia e potência, vale este investimento extra.

Continua depois da publicidade

Novidade na área

Publicidade
BYD Dolphin Plus é mais bonito de traseira do que de frente — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
BYD Dolphin Plus é mais bonito de traseira do que de frente — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

Você pode distinguir a versão Plus na rua de duas formas. A primeira é prestando atenção nas rodas, que são de aro 17 e têm formato exclusivo, com pegada esportiva. O Dolphin Diamond, por sua vez, tem rodas de 16 polegadas com estilo que remete a estrelas-do-mar.

Também é possível identificá-lo pelo teto panorâmico, mas mantive a cortina fechada na maior parte do tempo por causa da forte onda de calor naqueles dias.

Publicidade
Console central tem carregador de celular por indução que fica bem exposto ao sol — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
Console central tem carregador de celular por indução que fica bem exposto ao sol — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

O Dolphin Plus oferece carregador de celular por indução, piloto automático adaptativo, sistema de detecção de ponto cego, bancos com regulagens elétricas, assistente de faixas, alerta de tráfego cruzado dianteiro e traseiro com auxílio de frenagem e sensor de pressão dos pneus. Estes equipamentos não estão disponíveis na versão básica nem como opcionais.

O pequeno chinês tem câmeras espalhadas pela carroceria que compõem o assistente de manobra —a câmera com visão 360° ajuda muito. Algumas delas integram o sistema de reconhecimento de placas de velocidade, ou seja, o Dolphin sabe qual é o limite da via e emite alertas sonoros constantes caso ela seja excedida. Acredite, é bem irritante. Ao menos é possível desabilitar a função na central multimídia.

Boa montagem e variedade de materiais dão um torque de requinte à cabine — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
Boa montagem e variedade de materiais dão um torque de requinte à cabine — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

O acabamento do Dolphin Plus é mais caprichado que o da versão de entrada. Há bom aproveitamento de materiais emborrachados e revestimentos de tecido. Seu painel incorpora um layout bem resolvido que dá bastante destaque para a central multimídia giratória com tela de 12,8 polegadas. Mas, por se tratar de uma unidade pré-série, algumas funções estavam desabilitadas (como o karaokê e o Apple CarPlay).

Por mais que o painel de instrumentos seja pequeno, as informações projetadas são bem legíveis. É possível configurar o layout de acordo com as preferências do motorista.

BYD Dolphin Plus tem painel de instrumentos digital — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
BYD Dolphin Plus tem painel de instrumentos digital — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

O Dolphin tem 2,70 m de distância entre-eixos. Passageiros de estatura mediana não vão sofrer no banco traseiro, mas o aproveitamento lateral para os ombros poderia ser melhor. O porta-malas de 345 litros é bom para um carro dessa categoria.

Os bancos de couro são confortáveis, mas o espaço traseiro é escasso — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
Os bancos de couro são confortáveis, mas o espaço traseiro é escasso — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

Como anda?

BYD Dolphin Plus tem 110 cv a mais que a versão Diamond — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
BYD Dolphin Plus tem 110 cv a mais que a versão Diamond — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

Esperava que o Dolphin Plus fosse mais arisco que sua versão de entrada. Porém, no geral, os hatches são parecidos, por mais que a diferença de potência e torque seja expressiva. Aqui temos 204 cv de potência e 31,6 kgfm de torque, enquanto o Dolphin Diamond tem apenas 95 cv e 18,3 kgfm.

Evidentemente, a versão Plus tem mais vigor e disposição que a Diamond — afinal, são quase 110 cv a mais. Mas chamar este Dolphin de “esportivo” seria forçar a barra.

Pisando fundo com o modo “Sport” ativado, o hatch chinês vai de 0 a 100 km/h em 7 segundos. Há fôlego suficiente para encarar subidas e ultrapassagens sem grande esforço. Ao passar para o modo “Eco”, o Dolphin muda radicalmente o seu comportamento dinâmico, pois passa a ser menos responsivo para economizar energia (sobretudo quando o ar-condicionado está ligado).

A suspensão também está um pouco mais rígida para compensar o incremento de potência e torque, mas continua adequada para rodar na cidade. Tinha preocupações sobre o ângulo de ataque e o vão livre do solo, pois a bateria está mais pesada. O Dolphin, porém, enfrenta lombadas, valetas e saídas de garagem sem raspar.

BYD Dolphin Plus faz boa otimização de sua bateria — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
BYD Dolphin Plus faz boa otimização de sua bateria — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

O motor elétrico é abastecido pela bateria de 60,5 kWh. Ela proporciona 330 km de autonomia segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) e 427 km em ciclo WLTP. Para entender a diferença entre os métodos, clique aqui.

Em estações de recarga rápida do tipo DC, a bateria do Dolphin pode recuperar 80% de sua capacidade em apenas 25 minutos. Ao adquirir o hatch, o proprietário também receberá um carregador residencial do tipo wallbox de 7 kW. Nessa condição, a recarga completa pode levar até oito horas.

Vale o que custa?

BYD Dolphin Plus — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
BYD Dolphin Plus — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

O BYD Dolphin Plus está 16,7% mais caro do que a versão Diamond. Pela quantidade de equipamentos e assistências oferecidas, a diferença é condizente e razoável. A Volkswagen, por exemplo, cobra R$ 7.280 só para adicionar um teto-solar panorâmico ao T-Cross.

Sua autonomia, porém, é apenas 12% superior (330 km contra 291 km, segundo o PBEV). Portanto, se você compra carro pensando na relação entre preço e alcance, tenha em mente que a diferença é de míseros 39 km.

Assine aqui a nossa newsletter

Li e concordo com os Termos de Uso e Política de Privacidade.

Em qual cenário eu compraria o Dolphin Plus? Pelos equipamentos extras, apenas se fosse meu único carro. Como os donos de elétricos normalmente têm outro modelo a combustão (ou até híbrido) na garagem, creio que o Dolphin Diamond de R$ 149.800 é mais do que suficiente.

Ele não tem assistências ao motorista e equipamentos mirabolantes, mas é competente no que se propõe. Estamos falando de um compacto barato e econômico para aqueles que dirigem de segunda a sexta e usam outro carro (mais espaçoso, claro) para curtir o fim de semana com a família. Pense bem em como pretende utilizá--lo e faça a melhor escolha de acordo com seu perfil.

BYD Dolphin Plus - Ficha técnica

Motor Elétrico, dianteiro
Potência 204 cv
Torque 31,6 kgfm
Freios Discos ventilados (diant.), sólidos (tras.)
Suspensão McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Comprimento 4,13 m
Entre-eixos 2,70 m
Largura 1,77 m
Porta-malas 345 l
Bateria 44,9 kWh
Autonomia 330 km (Inmetro)
Consumo urbano 17 kWh/100 km (Auto News Brasil)

Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Auto News Brasil? É só clicar aqui para acessar a revista digital.

Publicidade
Mais recente Próxima Lamborghini Huracán Sterrato é dispensável e está um pouco datado. Mas é um Mad Max incrível; teste
Mais da Auto News Brasil