Teste rápido: Toyota SW4 GR-S vai além do visual esportivo, mas tem preço de Porsche
SUV da Gazoo Racing Sport tem suspensão preparada para melhorar a dinâmica
Por André Schaun
Muitos carros oferecem versões "esportivas" cujas mudanças em relação às configurações tradicionais se atêm apenas à estética. No caso do Toyota SW4 GR-S, nova opção da Gazoo Racing Sport, além de diferenças no visual há uma importante alteração na suspensão. Mas o SUV custa R$ 415.790, mais caro até que a versão de entrada do Porsche Macan, por exemplo, que vale R$ 415 mil.
O segundo produto GR-S vendido no Brasil – além do Corolla – é produzido na fábrica de Zárate, na Argentina, e baseado na versão topo de linha Diamond, mas com alguns detalhes exclusivos.
O SUV traz difusores aerodinâmicos nos para-choques dianteiro e traseiro, faróis full LED, rodas de 18 polegadas com emblemas GR, spoiler traseiro, pintura externa bicolor na cor branca perolada com teto e colunas pretos e tampa do porta-malas com sistema elétrico de abertura e fechamento com sensor de movimento dos pés.
No interior, há bancos são de couro com costuras vermelhas e o emblema GR bordado no apoio de cabeça, placa de identificação GR-S próxima ao painel, medidores analógicos com tela TFT de 4,2 polegadas e uma animação exclusiva da marca GR-S. As pedaleiras são de alumínio e, no volante, o revestimento é de couro com detalhes microperfurados e costura vermelha.
Assim como ocorreu com a Hilux, a Toyota aposentou o motor 2.7 flex de 159/163 cv que sempre acompanhou o utilitário na linha 2022. Portanto, como em todas as configurações da gama, o SW4 GR-S é equipado com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm — lembrando que até outubro do ano passado esse propulsor tinha 177 cv e 45,9 kgfm. O câmbio é automático de seis marchas e a tração, integral.
Como comparação, o Porsche Macan traz motor 2.0 turbo capaz de entregar 252 cv e 37,7 kgfm. O câmbio é automático de dupla embreagem com sete marchas.
Entre os principais equipamentos de série estão carregador de celular sem fio, ar-condicionado de duas zonas, sistema de visão 360°, som JBL com dez alto-falantes e pacote de segurança ativa, o Toyota Safety Sense, que traz recursos como controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, alertas de colisão e detecção de pedestres e assistente de faixa.
Nosso contato com o carro foi muito rápido: demos apenas uma volta na pista do Autódromo VeloCittà, em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Mesmo assim, deu para sentir uma boa melhoria na dinâmica do SUV grandalhão.
Mesmo tendo exatamente o mesmo motor das versões convencionais, o SUV com apelo esportivo entrega desempenho mais afiado graças à configuração da suspensão com amortecedores telescópicos monotubos.
Com a carroceria montada sobre chassi — e não em monobloco — e pelo porte de 4,79 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,83 m de altura e pouco mais de duas toneladas de peso, o motorista não sente o carro muito estável nas versões convencionais, principalmente em curvas. Além disso, os ocupantes chacoalham no interior.
No SW4 GR-S, esse sistema de amortecimento dá mais firmeza ao SUV, com baixo grau de rolagem da carroceria e solidez, aumentando a precisão da direção e oferecendo mais segurança para o condutor.
O preço de R$ 415.790 assusta, mas dentro da linha do SW4, essa é a melhor opção. É tão equipada quanto a Diamond — que custa R$ 9.000 a menos —, além de ter mais estilo e a suspensão calibrada para melhorar um velho problema de rolagem da carroceria do SUV com dinâmica de picape.
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