Teste: Chevrolet S10 High Country
Nova configuração topo de linha da S10 ganhou itens e série, mas manteve o mesmo conjunto mecânico; confira o desempenho
Por Guilherme Blanco Muniz
A versão High Country é a nova topo de linha da gama da Chevrolet S10. Tabelada em salgados R$ 163.800, a picape chamou atenção ainda como conceito durante o Salão de São Paulo do ano passado. Agora, chega ao mercado sendo nada mais do que a variante LTZ equipada com alguns itens antes vendidos como acessórios. O desempenho continua o mesmo, ou seja: ela quer agradar a quem faz questão de uma picape com visual mais agressivo, além de fôlego para enfrentar terrenos acidentados. Dentro da cabine são poucos os diferenciais em relação à versão anterior.
As principais novidades são estéticas e do lado de fora da picape. A combinação do Santo Antônio, da inédita capota marítima e do friso cromado na linha de cintura garantem à versão um visual mais parrudo do que suas irmãs. Há, ainda, estribos laterais, rack de teto, aplique no para-choque e faróis com máscara negra, além dos símbolos que remetem à nova configuração. As rodas também são exclusivas, já que são de 18 polegadas e escurecidas.
Fotos: Chevrolet S10 High Country
Dianteira da Chevrolet S10 High Country
Dianteira da Chevrolet S10 High Country
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Traseira da Chevrolet S10 High Country
Lateral da Chevrolet S10 High Country
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Grade dianteira da Chevrolet S10 High Country
Farol da Chevrolet S10 High Country
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Roda da Chevrolet S10 High Country
Retrovisor cromado da Chevrolet S10 High Country
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Lanterna da Chevrolet S10 High Country
Detalhes da Chevrolet S10 High Country
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Santo Antônio da Chevrolet S10 High Country
Capota marítima da Chevrolet S10 High Country
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Detalhes da Chevrolet S10 High Country
Rack de teto da Chevrolet S10 High Country
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Câmera de ré da Chevrolet S10 High Country
Interior da Chevrolet S10 High Country
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Sistema multimídia da Chevrolet S10 High Country
Ar-condicionado da Chevrolet S10 High Country
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Volante da Chevrolet S10 High Country
Quadro de instrumentos da Chevrolet S10 High Country
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Seletor 4x4 da Chevrolet S10 High Country
Interior da Chevrolet S10 High Country
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Bancos traseiros da Chevrolet S10 High Country
Motor da Chevrolet S10 High Country
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Chevrolet S10 High Country
Chevrolet S10 High Country
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Chevrolet S10 High Country
Chevrolet S10 High Country
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Chevrolet S10 High Country
Traseira da Chevrolet S10 High Country
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Impressões ao volante
Na cabine, o conforto é garantido. O espaço interno é bastante bom e os bancos são revestidos de couro marrom e preto (tons exclusivos da High Country). Os itens de série são os mesmos da versão LTZ: ar-condicionado digital, tela multimídia com GPS, computador de bordo, volante multifuncional, retrovisores e ajustes do banco do motorista elétricos, controle de velocidade de cruzeiro, entre outros. O diferencial fica por conta da câmera de ré de série.
A High Country é sempre montada como versão cabine dupla com motor 2.8 turbodiesel de 200 cv a 3.600 rpm e 51 kgfm a 2 mil rpm. A transmissão é automática de seis velocidades. O conjunto não passou por alterações agora, já que foi renovado no segundo semestre do ano passado e entrega bom fôlego. Apesar do porte e do peso, a picape acelera bem e faz trocas de marchas suaves.
A tração integral pode ser comandada por um seletor entre os bancos dianteiros. Assim, o motorista pode optar pela tração 4x2, 4x4 ou 4x4 reduzida. Há, ainda, controle de velocidade de descida, que assume o comando do carro em ladeiras muito íngremes. As suspensões são bastante macias e garantem o conforto dos passageiros, mas não evitam que a picape fique instável com a caçamba vazia, como é comum em veículos desse tipo.
Teste
Nos nossos testes, a nova versão conquistou bons resultados: foram 10,4 segundos para chegar a 100 km/h e outros 7,5 para fazer a retomada de velocidade entre 80 e 120 km/h. Os números são melhores do que os das suas duas principais rivais: Toyota Hilux e Ford Ranger. Mas, a S10 precisa melhorar em frenagens, já que foi superada pela picape da montadora norte-americana. O modelo da Chevrolet precisou de 44.9 metros para frear a 100 km/h e outros 28,9 metros a 80 km/h. Ainda não tivemos a oportunidade de aferir o consumo de diesel da High Country.
Custo-benefício
É verdade que alguns dos itens que a nova versão ganha em relação à LTZ podem ser comprados como acessórios nas revendas da Chevrolet. Mas a diferença de preço entre a High Country e a LTZ (R$ 9.250) é menor do que a soma do custo para incluir faróis escurecidos, estribos, Santo Antônio, capota marítima e câmera de ré por fora (cerca de R$ 12.530). Isso sem contar as rodas de 18 polegadas escurecidas e o aplique dianteiro, não disponíveis nas consultas que fizemos.
Olhando por esse ponto de vista, a High Country é efetivamente um bom negócio para quem tem tanto dinheiro para gastar na picape. O consumidor que pensava em equipar a configuração LTZ tem vantagem optando pela novidade. Mas vale considerar que as mudanças são em boa parte apenas estéticas. O bom desempenho do conjunto mecânico e o nível de tecnologia são praticamente os mesmos da versão inferior.
Ficha técnica
Motor: dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, comando duplo, turbo, injeção direta de diesel
Cilindrada: 2.776 cm³
Potência: 200 cv a 3.600 rpm
Torque: 51 kgfm a 2.000 rpm
Transmissão: Automática de seis marchas, tração integral
Suspensão: Independente, braços sobrepostos na dianteira e eixo rígido na traseira
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás
Pneus: 265/60 R18
Dimensões: Comprimento 5,34 m; Largura 2,13 m; Altura 1,91 m; Entre-eixos 3,09 m
Capacidades: Tanque 76 l; Caçamba: 1.061 litros (fabricante)
Peso: 2.139 kg









