Avaliação: BMW 225i Active Tourer
Com motor potente e tração dianteira, primeiro monovolume da marca chega ao país com preço alto e suspensão pouco afeita às nossas vias mal-pavimentadas
Por Tereza Consiglio
Para os puristas, o BMW Série 2 Active Tourer é um verdadeiro contrassenso, uma heresia. Afinal onde já se viu a marca alemã, ícone de esportividade, fabricar uma minivan? E ainda com tração dianteira? Pois bem, o novo BMW veio para quebrar os paradigmas criados pela própria montadora e desbravar novos segmentos do mercado. No Brasil, o Active Tourer chega com a missão de disputar espaço com a referência no segmento, o Mercedes Classe B. No entanto, ele se encontra bem distante do rival, especialmente no preço. Isso porque o novo BMW é importado apenas na versão topo de linha 225i, sugerida por R$ 179.450 - cerca de R$ 50 mil mais caro que o compatriota alemão.
Fotos: BMW Série 2 Active Tourer
BMW Série 2 Active Tourer
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BMW Série 2 Active Tourer
Um dos aspectos que tentam justificar a etiqueta e diferenciam o Série 2 Active Tourer do Classe B é o conjunto mecânico ofertado pelo BMW. Apesar de ser uma minivan, o modelo está longe de oferecer um comportamento plácido. É que na versão trazida ao Brasil, o carro vem equipado com o motor 2.0 biturbo, que entrega 230 cv e 35,7 kgfm de torque a apenas 1.250 rpm, números que garantem uma boa dose de esportividade à condução, especialmente quando lançamos mão das borboletas atrás do volante. Com o excelente câmbio automático de oito marchas, o Active Tourer conseguiur acelerar em nossa pista de testes de 0 a 100 km/h em 6,5 segundos e retomar de 60 km/h a 100 km/h em apenas 3,7 segundos. De 80 a 0 km/h, o 225i exigiu apenas 24,9 metros. São números que impõe respeito a outros esportivos da marca. E sem consumir muito por isso. O start-stop ajuda a obter 9,2 km/l rodando pela cidade e bons 14,3 km/l na estrada - sempre com gasolina.
Mas, se por um lado sobra motor, por outro, falta espaço no banco traseiro, algo bastante procurado por quem deseja comprar uma minivan. Há bom vão para cabeça e espaço para ombros, mas apesar dos 2,67 metros de entre-eixos, o espaço para as pernas é ideal apenas para dois adultos. O terceiro passageiro ficará apertado pelo túnel central elevado, mesmo sendo um carro com tração dianteira. A explicação é que o Série 2 Active Tourer conta com versão xDrive de tração integral em outros mercados. Daí o espaço reservado para um cardã.
Para um monovolume de 4,34 metros de comprimento, era esperado também um porta-malas maior. A medição da Auto News Brasil revelou apenas 305 litros, contra 468 l divulgados pela BMW. É volume inferior ao do Renault Sandero, que cravou 342 l na nossa aferição (320 l divulgados). Ainda assim, a cabine é sem dúvida confortável, dotada de acabamento de primeira e conta com um teto panorâmico amplo.
Para uma minivan, o ajuste da suspensão também ser um pouco mais macio, especialmente no modo Comfort, que deixa a suspensão ajustada eletronicamente mais macia. Apesar de garantir a estabilidade do carro, ela costuma bater seco nas saídas de buracos e as rodas aro 18 calçadas em pneus 225/45 também não ajudam muito. Adequado ao piso da Europa, o conjunto sofre com as ruas mal-pavimentadas, como a maioria dos BMW, repassando todas as imperfeições da superfície à cabine. Ou seja, distante do conforto de rodagem esperado para um monovolume familiar.









