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Por Tereza Consiglio


Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte
Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte

O custo-benefício sempre foi o principal argumento de vendas do jipinho Chery Tiggo. Quando chegou por aqui em 2009, a fórmula do SUV de preço acessível (abaixo dos R$ 50 mil) e bem recheado conquistou um número razoável de consumidores ávidos por ingressar no segmento dos utilitários esportivos, mas sem condições de investir em um Ford EcoSport ou mesmo um Renault Duster.

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Agora, depois de cinco anos e uma recente reestilização, o modelo enfim ganha uma versão com câmbio automático. E a Chery lança mão do mesmo argumento de sedução para conquistar o consumidor brasileiro: o preço. Sugerido por R$ 57.990, o Tiggo é o utilitário esportivo automático mais barato do Brasil - e o único chinês a oferecer o item.

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Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte
Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte

Embora R$ 5 mil mais caro que o modelo manual, o Tiggo automático -  também importado do Uruguai - é, de fato, bem mais em conta que as versões automáticas dos líderes Ford EcoSport e Renault Duster, tabeladas respectivamente a R$ 70.390 (SE Powershift) e R$ 66.900 (Dynamique). Mas, sinceramente, esse é um daqueles casos em que o mais barato não é o melhor negócio.

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O desempenho da nova caixa de quatro marchas do Tiggo é bastante irregular e peca pela falta de precisão. Consequência direta da relação conflituosa entre ela e o motor 2.0 a gasolina Acteto de 138 cv e 18,2 kgfm. A imprecisão do escalonamento do câmbio obriga o quatro cilindros a girar alto, na maioria das vezes acima dos 3.000 rpm. Embora as trocas sejam sutis, nessa faixa de rotação a discussão entre motor e transmissão se torna tão alta que chega a invadir todo o interior do veículo. A vibração também excede o aceitável, principalmente com o  ar-condicionado ligado.

Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte
Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte

Afora isso, o conjunto também demora a atender a regência do pé do motorista. Na avaliação feita por Auto News Brasil, em um trecho de ladeira onde era necessário fazer uma ultrapassagem, o velocímetro não conseguia avançar além dos 60 km/h, não importava o quanto fosse pressionado o acelerador pedindo por força. Pensei que o ponteiro poderia estar sendo limitadao pelo piloto automático, outra novidade agregada ao modelo. Mas não. Depois, ao finalmente conseguir a força necessária e aliviar o pé para desenvolver velocidade, nada mudou durante alguns metros, forçando o motor até os 4.000 rpm na terceira marcha.

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Na hora de tentar assumir as trocas de marchas no modo manual, outra surpresa pouco agradável. O processo relativamente simples - colocar o câmbio no D e, depois, empurrá-lo para direita - torna-se uma difícil tarefa. A alavanca encrespa no processo e, depois de acionado, um sutil toque no câmbio não é o suficiente para que o sistema compreenda as mudanças de marcha. Não é dessa vez que a pechincha vale a pena.

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Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte
Chery Tiggo automático (Foto: Rafael Munhoz/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte
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