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Indústria automotiva

General Motors e Hyundai assinaram um acordo para compartilhar novos produtos e tecnologias no ano passado. E, de acordo com a agência Reuters, o Brasil terá um papel estratégico neste intercâmbio, onde a próxima geração do Tracker poderá ser baseada no atual Creta.

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Por enquanto, segundo apuração da agência, o compartilhamento da plataforma do Creta para a criação do novo Tracker ainda é discutido como uma possibilidade. Nenhum detalhe foi divulgado além do interesse da fabricante americana na base do SUV compacto da Hyundai, que atualmente é a J3. O Creta é produzido em Piracicaba e o Tracker em São Caetano do Sul, ambos em São Paulo.

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Outra fonte consultada pela Reuters deu a entender que o acordo na América do Sul também poderia envolver carros de porte médio. Entretanto, a Hyundai ainda não produz veículos da categoria no Brasil.

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Caso o acordo se concretize, será a segunda vez na história em que o Chevrolet Tracker terá a base de outro carro. Em 2001, a General Motors fez uma parceria com a Suzuki para o intercâmbio de dois carros: o Tracker era baseado no Vitara, enquanto o Celta era vendido na Argentina com o nome Suzuki Fun.

GM e Hyundai se unem contra marcas chinesas

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A picape Colorado, prima americana da S10, terá uma versão desenvolvida pela Hyundai — Foto: Divulgação
A picape Colorado, prima americana da S10, terá uma versão desenvolvida pela Hyundai — Foto: Divulgação

O projeto de intercambio de produtos está mais maduro nos Estados Unidos, onde a Hyundai terá acesso à plataforma das picapes Colorado e Canyon para desenvolver modelos próprios. A General Motors, por sua vez, tem interesse nos veículos comerciais elétricos que a Hyundai está criando na Coreia do Sul — especialmente na minivan que chegará em 2026 para concorrer com a Sprinter.

De acordo com a Reuters, as marcas traçaram os planos da parceria conforme suas próprias estratégias. A GM entende que suas vans de passageiros nos Estados Unidos são ultrapassadas e, a partir disso, aproveitar um produto importado totalmente novo será mais barato do que desenvolver um do zero.

Já a Hyundai pretende incomodar a Toyota com uma nova rival para a Hilux na categoria das picapes médias. Entretanto, a fabricante coreana não tem tradição neste segmento, algo profundamente valorizado no mercado americano. Com as plataformas da GM, uma marca reconhecida por suas caminhonetes e utilitários, a aceitação pode ser maior.

Desenvolvimento de novas tecnologias

Outro destaque vai para o interesse das fabricantes em compartilhar matérias-primas para a produção de baterias de carros elétricos. Assim, o acordo foca em aumentar a competitividade dos produtos das fabricantes em determinados segmentos de veículos. Nesse cenário, pode-se imaginar que trata-se de veículos eletrificados, frente ao crescimento de marcas chinesas nessa porção do mercado.

Tanto a Hyundai como a GM divulgaram em notas recentes a mudança de rumo nos planos de eletrificação total das marcas. Assim, o foco na linha de produção não estaria mais concentrado somente em veículos elétricos, mas sim, nos híbridos.

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