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Serviços automotivos
Por
Guilherme Silva

Soluções de mobilidade, como pedágio free flow e serviços de entrega por moto e de logística com veículos elétricos, foram debatidas no segundo Summit Futuro da Mobilidade, uma iniciativa da Auto News Brasil e do Valor Econômico. O painel foi realizado na última sexta-feira (26), em São Paulo.

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No evento, que contou com o patrocínio da Stellantis e o apoio da Renault e da Shell, foi discutido como a transformação digital pode transpor desafios logísticos e antecipar a criação de novos serviços que podem transformar a mobilidade urbana e rodoviária.

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“A tecnologia, olhando de forma mais ampla para a transformação digital, já tem entregado benefícios na redução de tempo de deslocamento, congestionamentos, custos e emissões. Em algumas cidades da China e Estados Unidos, por exemplo, o monitoramento inteligente do tráfego tem reduzido o tempo de viagem em cerca de 20%”, explicou Amanda Medeiros, gerente de consultoria da Kearney.

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O free flow, amplamente debatido, foi apontado como uma das soluções mais interessantes a fim de otimizar a mobilidade. O sistema, apontaram os analistas, reduz o tempo de viagem e, por conseguinte, congestionamentos.

Os usuários, no entanto, têm de colaborar para que a modalidade funcione de maneira adequada. Falta bom senso e, em boa parte dos casos, informação no uso do pedágio eletrônico. Não à toa, a evasão ainda é alta em comparação com o sistema tradicional.

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"É um grande desafio que enfrentamos. Estamos trabalhando para educar a todos sobre o free flow. Este, sem dúvidas, é um passo importantíssimo para que possamos expandir o serviço", salientou Carlos Gazaffi, presidente do Sem Parar.

A modalidade corresponde ao pagamento das tarifas de pedágio pelo uso de rodovias públicas e privatizadas por meio do uso de câmeras e inteligência artificial. Os analistas presentes no painel creem que o uso do free flow seria de grande valia para garantir maior fluidez do tráfego também em centros urbanos.

Alexxandre Miyahara, Amanda Medeiros, Arthur Zago, Carlos Gazaffi e Marcus Celestino no Summit Futuro da Mobilidade 2025 — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
Alexxandre Miyahara, Amanda Medeiros, Arthur Zago, Carlos Gazaffi e Marcus Celestino no Summit Futuro da Mobilidade 2025 — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

Isso, claro, passa por ampla divulgação do serviço para compreensão dos motoristas sobre os benefícios do serviço. E, principalmente, de como o sistema de cobrança funciona. "Não é um processo rápido, mas já estamos caminhando rumo a um cenário mais favorável", comentou Gazaffi.

O processo de conscientização, portanto, é fundamental para que os usuários evitem multas. Campanhas publicitárias sobre o free flow e sinalização adequada nas rodovias com o sistema são pontos de melhora. Ainda falta clareza em inúmeros quesitos, como o pagamento. Motoristas sem tag, por exemplo, ainda enfrentam dificuldades.

Este, apontaram painelistas, é um esforço conjunto. Tanto o setor privado quanto o poder público têm de se unir para trazer maior transparência ao sistema de pedágio eletrônico. É fazer com que o usuário entenda como funciona o todo, desde a identificação do veículo passando por pagamento até multas, para que não passe por apuros.

Parceria com o poder público pode tornar a mobilidade mais eficiente

A tecnologia tem sido uma aliada para a eficiência da eletromobilidade, reduzindo trajetos e definindo rotas que permitam ao usuário economizar tempo de deslocamento e poupar energia.

“Isso faz com que os entregadores tenham rotas mais rápidas, que ajudam o entregador, fazem o restaurante vender mais e reduzem o tempo de espera do cliente. Temos que destacar a necessidade de fazer uma integração com políticas públicas, pois estamos no meio de uma transição energética e há a necessidade de criar projetos para tornar o tráfego mais eficiente para todos”, pontuou Arthur Zago, head de Eletromobilidade da Ifood.

Pedágio free flow na Rodovia Rio-Santos BR-101 - CCR 4 — Foto: CCR Rio-SP
Pedágio free flow na Rodovia Rio-Santos BR-101 - CCR 4 — Foto: CCR Rio-SP

“O setor de infraestrutura tem um relógio um pouco diferente de alguns outros setores, pois depende de políticas públicas, do momento macroeconômico do país e de agendas regulatórias. As tecnologias estão disponíveis, mas o grande desafio é o alinhamento de forças, pois é um setor que depende de investimento do setor privado, principalmente, e do posicionamento do setor regulatório”, disse Carlos Gazaffi.

Investimento em infraestrutura de recarga

Viabilizar infraestrutura de recarga e permitir o aluguel de veículos eletrificados foram algumas das soluções sugeridas para acelerar a descarbonização.

De acordo com Alexandre Miyahara, CEO da EON Grid, “o Brasil é invejado por sua matriz energética, mas as soluções são mal aplicadas”. O executivo detalhou que a empresa tem investido em diferentes modais, como hubs de recarga, fornecimento de baterias para motocicletas elétricas e o aluguel de veículos eletrificados “para eliminar barreiras e permitir ao usuário ter uma melhor experiência”.

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