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Se você tem um carro um pouco mais moderno e bem equipado já deve ter reparado em um detalhe curioso: ao parar o veículo, principalmente em semáforos, o motor simplesmente desliga sozinho. No entanto, assim que a luz fica verde e o pedal do acelerador é acionado o propulsor volta à vida. Esse recurso tem um nome e se chama start-stop.

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Mas, afinal, por que ele existe e para que serve? Realmente economiza combustível? Será que vale a pena deixar o recurso ligado? Aliás, tem como desligar? Auto News Brasil explica tudo abaixo. Confira.

O que é e como surgiu o Start/Stop?

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O start-stop é um sistema eletrônico que desliga e religa automaticamente o motor de carros mais modernos em determinadas condições. A ideia do recurso surgiu da pressão para reduzir a emissão de gases poluentes e ajuda diariamente as fabricantes de automóveis a cumprir as metas de eficiência energética exigidas em todo o mundo.

Start-stop foi criado para reduzir emissões de poluentes — Foto: Divulgação
Start-stop foi criado para reduzir emissões de poluentes — Foto: Divulgação

Como funciona o start-stop?

Em resumo, o start-stop funciona com a ajuda de sensores que monitoram o estado do motor, da bateria, do ar-condicionado, da direção e até do cinto de segurança. Dessa forma, e junto de uma central eletrônica, o motor só é desligado quando o sistema entende que não haverá risco de segurança para os passageiros.

Para dar conta do serviço, os carros precisam ser equipados com uma bateria especial, do tipo AGM (Absorbent Glass Mat) ou EFB (Enhanced Flooded Battery), que são mais resistentes a ciclos de carga e descarga. Normalmente, há também um motor de arranque reforçado para suportar mais partidas e, em alguns casos, o alternador é mais sofisticado.

Para que serve o start-stop?

A principal função do start-stop é reduzir as emissões de poluentes. As montadoras precisam atender aos limites de emissões definidos pelos governos, e esse recurso é uma das formas mais simples de reduzir consumo e poluentes nos testes oficiais.

Afinal, na prática, quanto mais o motor fica ligado, mais gases são liberados na atmosfera. E como o sistema foi pensado com foco no "para e anda" de grandes cidades, acaba ajudando em áreas urbanas com tráfego intenso, onde a concentração de poluentes é ainda mais alta.

Start-stop pode ser desativado na maioria dos carros — Foto: Divulgação
Start-stop pode ser desativado na maioria dos carros — Foto: Divulgação

Start-stop ajuda a economizar combustível?

Como consequência, o start-stop ainda colabora com o consumo de combustível. Até porque, quando o carro fica parado em marcha lenta, o motor continua queimando combustível sem que se mova. Só que o sistema corta esse desperdício, desligando o motor e religando apenas quando for necessário.

De acordo com uma pesquisa feita pela SAE International, a "melhoria na economia de combustível varia significativamente entre os ciclos de condução, dependendo da quantidade e da porcentagem de tempo de marcha lenta durante o teste". Afinal, o start-stop dificilmente trabalha em rodovias, por exemplo. Ainda assim, os carros chegaram a ficar entre 7,3% e 26,4% mais econômicos nos testes.

Posso desligar o start-stop?

Só que nem todos os motoristas gostam do start-stop. Afinal, na maioria dos carros, o compressor do ar-condicionado é movido pelo motor. Portanto, quando o propulsor é desligado, o sistema de refrigeração perde potência e acaba gelando ou esquentando menos o ambiente toda vez que o veículo para.

Start-stop é representado pela letra "A" com um círculo — Foto: Divulgação
Start-stop é representado pela letra "A" com um círculo — Foto: Divulgação

Por isso, quase todos os modelos são equipados com um botão para desativar o recurso. Normalmente, fica posicionado em algum local da cabine com uma seta que quase forma um círculo em torno da letra "A". Em outros casos, pode estar localizado nas configurações, ajustadas pela central multimídia.

É verdade que o start-stop "acaba com a bateria"?

Como já mencionado, carros equipados com o sistema start-stop usam baterias reforçadas para aguentar centenas de ciclos de carga e descarga extras. Portanto, é mito que o recurso acaba com a bateria. No entanto, é importante reforçar que elas são mais caras do que as convencionais.

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