Carregando noticias automotivas

Preparando conteudo do Auto News Brasil...

Serviços automotivos

Por Emily Nery

Em uma nova rodada de teste de segurança do Latin NCap, o Citroën C3 zerou a avaliação e o resultado foi considerado "vergonhoso" pelo órgão avaliador. Apesar da performance ruim do hatch francês, esse não é o primeiro caso de carros que não se saíram bem na prova e chegaram até a zerar.

Publicidade

Confira a seguir cinco carros testados na atual regra de aferições do Latin NCap que receberam notas baixíssimas. É preciso lembrar que o órgão é uma entidade independente e que as normas de segurança para os veículos são definidas pelos governos de cada país.

VEJA TAMBÉM

Publicidade
Continua depois da publicidade

Dos cinco modelos, três são da Fiat, marca líder de vendas no Brasil e parte do grupo Stellantis, que também é dona da Citroën.

Publicidade

Fiat Argo e Cronos

Fiat Argo foi testado no final de 2021 e zerou a prova — Foto: Auto Esporte
Fiat Argo foi testado no final de 2021 e zerou a prova — Foto: Auto Esporte

Em dezembro de 2021, o órgão levou o Argo e o Cronos para uma bateria de avaliações, que incluiu testes de impacto frontal, impacto lateral, chicotada cervical (whiplash) e proteção de pedestres. Dos 100%, a dupla atingiu 24% em proteção para adultos, 10% para crianças, 37% para pedestres e apenas 3% nos sistemas de assistência à segurança. O fraco desempenho rendeu zero estrela para a dupla.

Na prova de colisão frontal com o veículo a 64 km/h, a Latin NCap afirmou que os veículos apresentaram uma proteção de média/baixa, especialmente nas regiões do joelhos, tórax e da cabeça. A estrutura do habitáculo foi considerada instável e não foi capaz de suportar cargas maiores.

De acordo com o órgão, a falta de airbags laterais e de cabeça como itens de série, bem como a baixa pontuação no teste do chicote cervical limitaram o resultado na proteção do adulto. Os dois modelos possuem apenas as bolsas frontais obrigatórias por lei há quase dez anos.

Renault Duster

Renault Duster perdeu três estrelas entre primeira e segunda avaliação — Foto: Divulgação
Renault Duster perdeu três estrelas entre primeira e segunda avaliação — Foto: Divulgação

O Renault Duster foi avaliado em 2021 e saiu de quatro estrelas – dos testes feitos em outubro de 2019 – para zero estrela, devido às mudanças de critérios do Latin NCap. Na nova avaliação, o utilitário obteve notas baixas em quase todos os aspectos. A proteção para passageiros adultos ficou em 29%, para crianças em 23% e para pedestres, 51%.

Na colisão frontal a 64 km/h contra barreira deformável um outro problema surgiu: um vazamento de combustível após a colisão. O Latin NCAP ainda informou a Renault sobre o problema e recomendou a convocação de um recall.

Para piorar, na colisão lateral contra barreira em movimento a 50 km/h, o órgão entendeu que a proteção para adultos era “limitada” e que a intrusão estrutural foi “excepcionalmente alta”, inclusive com relato de abertura da porta do passageiro após o teste.

Apesar de ter controles de tração e estabilidade em todas as versões, o Duster sai de fábrica apenas com os airbags frontais que são obrigatórios por lei.

Fiat Strada

Órgão considerou a estrutura da Strada como "instável", incluindo a área dos pés — Foto: Divulgação
Órgão considerou a estrutura da Strada como "instável", incluindo a área dos pés — Foto: Divulgação

O veículo mais vendido do Brasil deixou a desejar no teste realizado em 2022 e recebeu uma das cinco estrelas possíveis. O órgão considerou a estrutura da Strada como "instável", incluindo a área dos pés. Além disso, alertou que os airbags laterais têm tamanho reduzido e não foram acionados de forma correta.

Embora a nota seja válida para as versões de cabine simples e dupla, as configurações não tiveram o mesmo desempenho por categoria. Assim, a versão com cabine simples alcançou 47,47% de proteção para ocupante adulto, 22,08% para crianças, 40,23% na proteção de pedestres e usuários vulneráveis e 41,86% em relação aos sistemas de assistência à segurança.

Já a versão de cabine dupla foi pior na proteção de adultos, com 41,39%, igual no índice de proteção a pedestres, com 40,23%, e melhor ao proteger crianças, 52,96%, e nos sistemas de assistência à segurança, com 48,84%. Apesar de os índices distintos, o Latin NCap explica que o pior resultado das duas versões é aquele que representa a nota final do modelo.

JAC E-JS1

O Latin NCAP avaliou o sistema de corte de emergência para evitar riscos de choque elétrico – que não funcionou — Foto: Divulgação
O Latin NCAP avaliou o sistema de corte de emergência para evitar riscos de choque elétrico – que não funcionou — Foto: Divulgação

O JAC E-JS1 foi outro que zerou a avaliação. O compacto equipado com apenas dois airbags frontais e sem controle eletrônico de estabilidade foi o primeiro elétrico a ser testado pelo Latin NCAP. Por isso, além dos tradicionais testes de impacto frontal, lateral, chicotada cervical e proteção de pedestres, a entidade também avaliou o sistema de corte de emergência para evitar riscos de choque elétrico – que não funcionou, inclusive.

Desse modo, o carro elétrico mais "barato" do Brasil atingiu 0% de proteção a adultos, 6,3% para crianças, 20,2% a pedestres e usuários vulneráveis da estrada e 7% em assistência à segurança. Outra preocupação dos avaliadores foi que a estrutura do carro é instável na frente e na área dos pés, oferecendo uma proteção torácica ruim e aumentando o risco de morte dos ocupantes.

Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Auto News Brasil? É só clicar aqui para acessar a revista digital.

Publicidade
Mais recente Próxima Entenda como a reforma tributária pode afetar o mercado de carros
Mais da Auto News Brasil