Qual é a velocidade ideal para dirigir na estrada e economizar combustível?
Testamos diferentes condições de rodagem no campo de provas da GM para descobrir o consumo em cada situação
Por Ulisses Cavalcante, André Paixão e Vitória Drehmer
Dirigir é relativamente fácil. O treinamento básico (e insuficiente) promovido no Brasil pelas autoescolas consegue capacitar motoristas para a obtenção da CNH, mas não necessariamente ajuda os condutores a dirigir com eficiência. Os fabricantes também não auxiliam nesse quesito: fornecem poucas orientações para que o cliente obtenha o máximo de desempenho do automóvel.
Batemos à porta da Chevrolet com uma lista de perguntas sobre consumo de combustível, um dos fatores de maior controvérsia na indústria. Para nossa surpresa, a GM abriu seu campo de provas e colocou um time de engenheiros para ajudar Auto News Brasil a mostrar como o comportamento do motorista pode impactar o consumo dos automóveis.
Para servirem de cobaia nesses experimentos escolhemos o Onix Plus, um dos veículos mais econômicos à venda no Brasil, e o Tracker.
Qual é a velocidade mais econômica?
A pressa é inimiga da... economia! E quanto mais se acelera, obviamente, menos tempo dura a viagem. Até aqui, nada de novo. Porém, até que ponto acelerar tanto deixa de ser vantajoso? Outra pergunta: ao gastar mais combustível por dirigir mais rápido, quanto tempo a menos a viagem dura? Vale o risco extra?
Os gráficos abaixo mostram como a velocidade interfere no tempo gasto para completar uma viagem de 200 quilômetros. Para eliminar variáveis, essa simulação considera uma velocidade constante e pista sem mudanças de altitude ou de inclinação (sem subidas ou descidas). Ou seja, uma condição fixa.
Mais rápido, mais combustível
O consumo aumenta conforme a velocidade sobe
No teste, a velocidade de 60 km/h é a mais econômica e registramos impressionantes 30,7 km/l com o Chevrolet Onix Plus. Esse resultado cai pela metade, em custo e em consumo, a 140 km/h. Pelas medições, a condição que melhor equilibra custo, eficiência energética e tempo de viagem é 100 km/h.
Nessa condição, gastamos 22,4 litros de gasolina, R$ 67 e 1h40. Aumentando a velocidade para o limite máximo das rodovias brasileiras, teríamos reduzido apenas 20 minutos na viagem, com gasto adicional de 4,3 litros — à época do teste, o equivalente a R$ 16.
Menos tempo, mais custo
Viagens mais rápidas são também mais caras
Parece pouco, certo? No entanto, dependendo de quanto você ganha por mês, faz sentido abrir mão desses 20 minutos e permanecer pacientemente atrás do volante. Considerando os valores da tabela, só valeria a pena manter o acelerador a 120 km/h, em vez de 100 km/h, se seu salário mensal fosse superior a R$ 8.448. Mesmo assim, pouparia só 20 minutos. Falta considerar ainda o risco adicional em pistas com asfalto ruim ou mal iluminadas.
Mais rápido, menos tempo
Isso é óbvio, mas... até que ponto a pressa compensa?
Os testes foram acompanhados por nossos jornalistas e pela engenharia da Chevrolet. Esses dados estão sendo divulgados de forma irrestrita, sem interferência ou veto da fabricante. Esta reportagem não foi paga pela General Motors, que apenas forneceu o espaço e os instrumentos para a padronização dos testes. O time técnico da empresa atuou conforme as solicitações da Auto News Brasil.
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