Teste de produto: Película líquida
Tinta spray de R$ 39,90 promete ser removida sem danificar a pintura do carro ou deixar resíduos de cola
Por Leandro Alvares (com Marina Paschoal)
Já pensou em pintar (ou até mesmo pichar) seu carro e depois remover a aplicação como se fosse um aplique adesivo? Pois é isso que a Película Líquida, da Mundial Prime, promete. Com preço sugerido de R$ 39,90 (lata de 500 ml) e encontrada em lojas automotivas, trata-se de uma tinta em spray que, depois de seca, torna-se uma camada emborrachada. Segundo o fabricante, o produto sai sem danificar a tintura do veículo ou deixar resíduos de cola.
Além de servir como acabamento decorativo - recomendado aos adeptos de personalização -, a película protege a pintura de riscos. Disponível em quatro tipos de textura (cores sólidas, cores metálicas, cores luminosas e transparente), vem pronta para o uso, sem a necessidade de diluir.
Testamos a Película Líquida na metade do capô de três carros. Seguimos todas as instruções recomendadas na embalagem. A lata rendeu pouco mais de três camadas. De acordo com a Mundial Prime, são necessárias de cinco a dez aplicações para alcançar um bom resultado.
Aplicação
É importante que a superfície esteja limpa, seca e não há necessidade de desmontar nenhuma peça para aplicar o produto. A primeira camada, que é a base, precisa de um intervalo de dez minutos para secar. As demais demãos, de cerca de dois a cinco minutos. Na teoria, a tinta depois de seca vira uma camada uniforme e emborrachada.
Os três tipos de tinta testados foram: cor sólida (branco), metálica (azul) e a transparente. Na prática, as tintas coloridas apresentaram algumas bolinhas na primeira camada, mas conforme mais demãos foram sendo aplicadas, a tinta pareceu ficar um pouco mais uniforme. É preciso ficar atento para que a tinta não atinja outras partes do carro - mesmo que a tinta seja removível, é difícil evitar que isso aconteça. Já a tinta transparente, que parece ter uma consistência um pouco pior, escorreu e secou com as gotas sob a superfície do capô.
Remoção
Na teoria, a película pode ser retirada facilmente e conforme a imagem impressa na latinha, a camada parece sair quase que de uma vez só. Na prática, tivemos um pouco de dificuldade de retirar o adesivo colorido nas extremidades, mas onde as camadas são mais grossas, o produto cumpre o compromisso de sair sem agredir a pintura. A textura da película colorida lembra a de bexigas, enquanto que a transparente parece plástico de cozinha.
No carro em que testamos a película transparente, depois da retirada foi possível ver a diferença após cinco dias com o produto: o lado em que testamos estava bem mais limpo que o outro e mesmo pegando chuva, a película resistiu. É possível fazer a remoção durante a lavagem também, mas nesse caso, é preciso esfregar bastante com pano e xampu automotivo.
Veredicto
A intenção do produto é boa, mas a prática nem tanto. Com uma latinha de 500 ml foi possível fazer pouco mais de três camadas em apenas metade do capô. As tintas coloridas não tiveram um acabamento uniforme, a pintura ficou bem manchada. Da mesma maneira, a transparente ficou com algumas manchas, além de secar com o relevo das gotas que escorreram.
Apesar de a película cumprir a promessa de proteger a tinta do carro e ser removida sem danificá-la, não achamos que vale o custo benefício, já que para um bom resultado, seriam necessárias muitas latinhas do spray.
Serviço:
Película Líquida Mundial Prime
Quanto: R$ 39,90 (lata de 500 ml)
Quantidade de cores: 17
Site: www.mundialprime.com.br
Teste de produto: Película líquida
Lata spray de 500 ml da Mundial Prime tem preço sugerido de R$ 39,90
Capô do Honda Fit foi pintado com a cor vermelho luminoso
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De acordo com a Mundial Prime, são necessárias de cinco a dez aplicações para alcançar um bom resultado. Na prática, as tintas coloridas apresentaram algumas bolinhas
Na teoria, a película pode ser retirada facilmente, mas na prática, tivemos um pouco de dificuldade de retirar o adesivo colorido nas extremidades.
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É possível fazer a remoção durante a lavagem também, mas nesse caso, é preciso esfregar bastante com pano e xampu automotivo
Mesmo após a aplicação de pouco mais de três camadas do produto, a tinta branca ficou um pouco manchada no capô do Nissan Versa
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Onde as camadas são mais finas, principalmente nas extremidades, é mais difícil de fazer a remoção
Mas onde as camadas são mais grossas, o produto cumpre o compromisso de sair sem agredir a pintura
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É preciso ficar atento para que a tinta não atinja outras partes do carro - é difícil evitar que isso aconteça
Já a tinta transparente, que parece ter uma consistência um pouco pior, escorreu e secou com as gotas sob a superfície do capô além de apresentar manchas
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No caso da película transparente, depois da retirada foi possível ver a diferença após cinco dias com o produto: o lado em que testamos estava bem mais limpo que o outro
E mesmo pegando chuva, a película resistiu no capô do Toyota Corolla
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Apesar de a película cumprir o que promete, não achamos que vale o custo benefício, já que para um bom resultado, seriam necessárias muitas latinhas do spray









