Sindicato faz protesto e diz que GM demitiu 800 funcionários em São José dos Campos
Em terceiro dia de greve, trabalhadores penduraram uniformes na frente da fábrica em protesto contra dispensas
Por Fernando Pedroso
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região diz que a General Motors confirmou a demissão de 800 trabalhadores da fábrica na cidade, o que representa cerca de 20% do quadro de funcionários, segundo a entidade. Por isso, nesta quarta-feira (25), trabalhadores realizaram um ato simbólico, em frente a fábrica, em protesto contra os desligamentos realizados pela montadora.
Outros 200 trabalhadores foram demitidos em São Caetano do Sul, segundo Agamenon Alves, diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, em entrevista à agência de notícias Reuters.
Cerca de 100 uniformes de funcionários com mensagens de luta foram pendurados na portaria da unidade. O varal, de acordo com o sindicato, foi criado para chamar a atenção da sociedade para que todos se unam a essa mobilização.
A entidade ainda diz que tenta reuniões com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar reverter a situação. Procurada, a GM não respondeu até a conclusão desta reportagem.
Este é o terceiro dia de greve que começou na segunda-feira após até grávidas terem sido demitidas nas unidades de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo.
Os desligamentos nas três fábricas aconteceram por meio de telegramas e e-mail. De acordo com comunicado da General Motors na ocasião, as demissões aconteceram por “quedas nas vendas”. Com isso, foi necessário “adequar seu quadro de funcionários”.
As demissões vão contra o acordo de lay-off, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes. “Pelo acordo aprovado em junho, todos os operários da planta deveriam ter estabilidade no emprego durante a vigência da suspensão de contratos. Cerca de 1,2 mil trabalhadores entraram em lay-off em julho”, informou em comunicado.
A organização ainda diz que a GM descumpriu a legislação que impõe uma negociação entre empresa e sindicato antes de demissões em massa. Agora, a entidade tentará pressionar os governos estadual e federal para reverter a situação e cancelar as demissões.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Auto News Brasil? É só clicar aqui para acessar a revista digital.









