Qual Comprar: avaliamos todos os sedãs compactos do mercado; veja as melhores opções
Espaço, economia, boa lista de equipamentos e custo de propriedade foram destaques dos modelos da categoria
Por Redação Auto News Brasil
Nem os incêndios conseguiram tirar as cinco estrelas do Chevrolet Onix Plus no Qual Comprar 2020. Lançado há pouco mais de um ano, o GM fez dobradinha com o hatch entre os modelos mais vendidos do Brasil por alguns meses e deixou o Hyundai HB20S e outros rivais comendo poeira.
Com cinco estrelas no Latin NCAP, a extensa lista de itens de série e o motor turbo foram fundamentais para sua vitória. A versão LT 1.0 turbo AT vem de série com seis airbags (dianteiros, laterais e de cortina), controles de tração e estabilidade, faróis com regulagem de altura, monitoramento de pressão dos pneus, Wi-Fi a bordo, assistente de partida em rampa, entre outros itens.
Motor e câmbio estão bem casados e levam o conjunto aos 100 km/h em 9,6 s. O consumo é elogiável. Foram 11,3 km/l de média com etanol, rodando 9,6 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada. O espaço interno é bom e o conforto, idem. Por sua vez, o porta-malas não é dos maiores se comparado ao de outros concorrentes: são 469 litro. Já a desvalorização, seguro e revisões estão na média esperada para a categoria.
PONTO POSITIVO: Bom motor, extensa lista de itens de série, com controle de tração e estabilidade e seis airbags. Seguro e revisões têm valor justo e a desvalorização é aceitável
PONTO NEGATIVO: Por tudo que oferece poderia ter um pouco mais de capricho nos acabamentos internos, e direção fica com muita folga em algumas situações
Saiba como funciona o Qual Comprar
O chinês é um dos mais bem equipados da categoria. Traz o potente motor 1.5 turbo de 150 cv, com câmbio CVT que simula sete marchas, controles de estabilidade e de tração, sensor de estacionamento traseiro e central multimídia, entre outros itens. Por R$ 85.690, a versão de topo vem ainda com seis airbags, teto solar e rodas de 17".
O espaço e o conforto de rodagem são bons, assim como as respostas do trem de força. O consumo é razoável: faz 11 km/l na cidade e 12,9 km/l em rodovias (gasolina). O preço das revisões está na média, porém, tem o seguro mais caro e o menor porta-malas.
O Joy Plus nada mais é que o Prisma, que mudou de nome com a nova geração do Onix. O carro é bem equipado, mas seu problema é ter o preço muito próximo ao valor inicial do Onix Plus, separados por pouco mais de R$ 1.000. Focado no custo/benefício, o sedã tem média de consumo de 8,6 km/l na cidade e 11,4 km/l na rodovia.
Seguro, revisões e cesta de peças estão entre os mais baratos da categoria, e o porta-malas é bem espaçoso. Porém, não há certeza de quanto tempo ele ainda terá de vida e sua desvalorização aumentou quase 10% um ano após a chegada do Onix Plus.
A vida do Cronos ficou mais difícil com a chegada do Onix Plus. Uma reestilização e o novo 1.0 turbo com caixa automática estão por vir, além de câmbio CVT para o 1.3 Firefly. É o motor presente na versão indicada, a Drive, pois responde bem desde cedo, embora pudesse ser mais econômica.
A direção e a suspensão são bem calibradas e ar-condicionado, direção e trio elétrico são de série, mas nada de central multimídia. O sedã tem a cesta de peças mais cara da categoria, Por outro lado, o bom volume no porta-malas, o espaço e o valor mais baixo do seguro são pontos positivos.
Desde seu lançamento, em 2012, o Grand Siena é praticamente o mesmo. Ainda assim, é um dos mais queridos entre motoristas de apps e taxistas por estar em uma faixa de preço acessível e ter um porta-malas de 520 l. No quesito segurança traz um pacote básico, e o desempenho do motor 1.0 é fraco.
Por isso, o 1.4 flex é o mais recomendado, só que o consumo médio, segundo o Inmetro, é de 7,7 km/l na cidade e 9,4 km/l na rodovia com etanol. O seguro é um dos mais baratos, mas a sua desvalorização é alta e, por incrível que pareça, a cesta de peças é uma das mais caras.
A chegada do motor 1.5 Dragon de 136 cv de potência e do câmbio automático de seis marchas mudou a vida do modelo em 2018. Bem casados, os dois dão agilidade ao compacto na cidade e na estrada. A versão SE Plus tem o melhor pacote e faz 8,8 km/l na cidade e 11,7 km/l na rodovia com etanol.
Se espaço interno e porta-malas não são seus pontos fortes, o Ka Sedan ostenta a liderança em dois aspectos importantes: tem o seguro mais baixo e a cesta de peças mais em conta — é a única abaixo dos R$ 4 mil na categoria. Em contrapartida, seu índice de desvalorização é grande.
Prestes a inaugurar uma nova geração, o City perdeu o brilho em relação aos rivais, boa parte deles bem mais atuais. Seguro e cesta de peças estão dentro do esperado, porém as revisões são as mais caras da categoria. O espaço interno é ótimo, no que ajuda o assoalho plano, e o porta-malas é o segundo maior da categoria.
O Honda cativa mais pelo conforto do que pela rapidez (zero a 100 km/h em 11,3 s). Para compensar, o consumo médio é de 12 km/l, com etanol. A opção EX tem melhor custo/benefício. A crítica vai para a ausência de controle de estabilidade, presente no parceiro Fit.
Visual polêmico à parte, são três boas opções de motores e versões bem equipadas disponíveis. O melhor custo/benefício é o da versão turbo de entrada, Evolution, que traz controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e sensor de estacionamento traseiro, entre outros itens.
Espaço não é seu forte, são 2,53 m de entre-eixos, 7 cm a menos que no principal rival, o Onix Plus. Entretanto, o conforto de rodagem e a rapidez compensam. O consumo médio é de 9,4 km/l (etanol). Em relação a seguro, cesta de peças e revisões, o sul-coreano está na média da categoria.
O Versa recebeu um novo sobrenome nos últimos tempos: V-Drive. O objetivo é diferenciá-lo da nova geração do sedã, que será importada do México e estreia ainda neste ano. O visual cansado dará lugar a um design bem mais moderno e a uma lista de equipamentos recheada. O espaço é um dos maiores, com 2,60 m de entre-eixos, mas o porta-malas de 460 l poderia ser mais amplo.
A versão Plus 1.6 CVT tem bons itens de série e registra consumo médio de 10,8 km/l entre cidade e estrada. O sedã tem o menor valor de seguro da categoria, porém sua desvalorização é a maior de todas.
O Logan também entra naquele cenário de carros preferidos por taxistas e motoristas de aplicativo. No ano passado recebeu uma leve mudança visual, mas seu forte continua sendo espaço e custo de propriedade mais baixo. O sedã tem porta-malas de 510 l e entre-eixos de 2,63 m.
A versão sugerida é a Zen 1.6 CVT por ser bem equipada e a primeira opção sem câmbio manual. Seu consumo é de 7,9 km/l na cidade e 9,1 km/l na rodovia. O seguro é o terceiro mais em conta da categoria, as revisões e a cesta de peças estão em uma faixa de preço intermediária, mas a desvalorização é alta.
Depois da chegada do Yaris, o Etios perdeu um espaço que já não era muito sólido. É um carro ultrapassado, tanto no design quanto no câmbio automático de quatro marchas. Em relação ao espaço da cabine, contudo, desbanca a maioria dos rivais, com seus 2,55 m de entre-eixos. E ainda tem porta-malas com 562 l de capacidade.
A versão mais chamativa é a X-Plus, que traz controle de estabilidade e assistente de partida em rampas. Supensão e direção são confortáveis, mas o motor 1.5 faz medianos 9,2 km/l. O preço do seguro é bom, mas a desvalorização tende a aumentar.
Mais refinado que o Etios, o Yaris é uma opção para aqueles que desejam um Corolla, mas sem pagar tanto. Nem por isso é muito barato, ainda mais quando equipado com o 1.5, que o deixa na faixa mais cara do VW Virtus. O câmbio CVT é bem melhor que o automático de quatro marchas do Etios.
A versão de topo, XLS Connect, traz ar digital, central multimídia, seis airbags e controle de estabilidade. O entre-eixos é o mesmo do primo mais simples. O problema é o porta-malas menor. Os custos de manutenção e seguro estão entre os mais altos, mas a desvalorização não é tão grande.
Vencedor da categoria no ano passado, o Virtus não perdeu o prestígio, mas não sagrou-se bicampeão por ter sido ofuscado pela chegada do Onix Plus. Bem equipado e com cinco estrelas no Latin NCAP, a melhor versão é a Comfortline, com motor 1.0 TSI, central multimídia e ESP. Painel e ar digitais e câmera de ré são opcionais.
O desempenho é bom, com zero a 100 km/h feito em 10 s, mas o consumo é ruim (média de 8,5 km/l com etanol). Pelo menos o ajuste dinâmico é dos melhores. Entre-eixos e porta-malas são espaçosos. Revisões e cesta são dispendiosas, diferentemente do seguro.
O segmento dos sedãs compactos evoluiu muito desde 2008, ano em que foi lançado o Voyage. O VW é pequeno diante dos rivais e tem tecnologias antigas, caso da dura direção hidráulica. Ele recuperou um pouco do fôlego graças ao motor 1.6 16V de 120 cv e ao inédito câmbio automático. Vivaz, o conjunto supera o 1.0 e o 1.6 manual anterior em conforto e rapidez nas respostas.
O consumo combinado é de 9 km/l. Completo, o Voyage custa R$ 76.940, mesmo sendo menor e mais datado que os competidores de preço equivalente. A desvalorização é baixa, mas a cesta de peças desagrada.
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