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Elétricos e Híbridos

Por André Paixão

Carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in produzidos fora do Brasil voltarão a pagar imposto de importação. O martelo foi batido e o anúncio oficial feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta sexta-feira (10). O retorno da tributação está previsto para janeiro de 2024.

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Segundo o governo, a medida foi tomada para "desenvolver a cadeia automotiva nacional, acelerar o processo de descarbonização da frota brasileira e contribuir para o projeto de neoindustrialização do país". Atualmente, nenhuma fabricante instalada no Brasil produz veículos elétricos.

O Mdic ainda anunciou que a retomada do imposto de importação será gradual até 2026. Até lá, as alíquotas subirão em quatro patamares. Além disso, o governo também estabeleceu divisões por tipo de propulsão e cotas para que as fabricantes possam importar veículos com isenção. Confira abaixo:

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Carros híbridos

  • 12% em janeiro de 2024
  • 25% em julho de 2024
  • 30% em julho de 2025
  • 35% em julho de 2026
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Carros híbridos plug-in

  • 12% em janeiro de 2024
  • 20% em julho de 2024
  • 28% em julho de 2025
  • 35% em julho de 2026

Carros elétricos

  • 10% em janeiro de 2024
  • 18% em julho de 2024
  • 25% em julho de 2025
  • 35% em julho de 2026

Não está claro se modelos híbridos leve serão contemplados.

Cotas

Apesar de retomar o imposto de importação, o governo atribuiu uma cota para que as fabricantes possam trazer ao Brasil carros eletrificados sem pagar a alíquota. O governo já estabeleceu os valores totais, mas só vai detalhar quanto cada fabricante terá direito no mês que vem. Confira:

Cotas para importação de carros eletrificados

Até junho de 2024 Até julho de 2025 Até junho de 2026
Híbridos US$ 130 milhões US$ 97 milhões US$ 43 milhões
Híbridos plug-in US$ 226 milhões US$ 169 milhões US$ 75 milhões
Elétricos US$ 283 milhões US$ 226 milhões US$ 141 milhões

Brasil não produz carros elétricos

Entre os híbridos nacionais, estão apenas os Toyota Corolla e Corolla Cross e os Caoa Chery Tiggo 5x e Tiggo 7 Pro — os dois últimos têm um sistema híbrido leve, de menor complexidade e eficiência energética.

Toyota Corolla Cross é o carro híbrido mais vendido no Brasil - e um dos poucos modelos nacionais — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil
Toyota Corolla Cross é o carro híbrido mais vendido no Brasil - e um dos poucos modelos nacionais — Foto: Murilo Góes/Auto News Brasil

A volta do imposto de importação acontece oito anos depois que o governo baixar de 35% para zero a alíquota para veículos híbridos e elétricos. Desde então, nenhuma outra fabricante, além das citadas acima, investiu para produzir carros eletrificados no país.

Chinesas mudaram mercado

Haval H6 chegou nos primeiros meses de 2023 e já é um dos híbridos mais vendidos do país — Foto: André Schaun/Auto News Brasil
Haval H6 chegou nos primeiros meses de 2023 e já é um dos híbridos mais vendidos do país — Foto: André Schaun/Auto News Brasil

Nesse mesmo período, as vendas de modelos híbridos e elétricos saltaram, mas ainda para patamares modestos. Em 2023, com a chegada das chinesas BYD e GWM, criou-se um novo patamar para carros eletrificados.

Entre os elétricos, as vendas cresceram 272% em um ano, estimuladas pelo BYD Dolphin, modelo recém-lançado a partir de R$ 150 mil, que é só um pouco mais caro do que similares a combustão.

Considerando os híbridos (leves, plenos e plug-in), as vendas até agosto já superaram o total de 2022, puxadas pelo Toyota Corolla Cross, mas impulsionadas pelos SUVs chineses GWM Haval H6 e BYD Song Plus.

Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) — Foto: Divulgação
Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) — Foto: Divulgação

Vale lembrar que as duas empresas anunciaram fábricas no Brasil. A GWM comprou a unidade da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) e prometeu investir R$ 10 bilhões. Já a BYD decidiu arrematar a fábrica da Ford em Camaçari (BA) e aportar R$ 3 bilhões por aqui.

No entanto, os carros nacionais das duas empresas só devem começar a ser produzidos a partir de meados do ano que vem.

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