7 hatches usados que você pode comprar pelo preço do novo Renault Kwid
Lançamento custa entre R$ 59 mil e R$ 68 mil. Por esse preço, é possível encontrar opções seminovas de modelos maiores e mais equipados
Por André Paixão
O novo Renault Kwid 2023 ficou mais econômico, equipado e moderno. Porém, a versão mais em conta deixou de ser oferecida, e o subcompacto agora parte de praticamente R$ 60 mil. A versão mais cara beira os R$ 68 mil.
A estratégia da Renault faz parte de um movimento da indústria de abandonar o segmento de carros populares, menos rentáveis, e investir em modelos cheios de tecnologia, mais caros e lucrativos. Dessa forma, o Brasil não tem mais automóveis zero km que custem menos de R$ 59 mil.
Se você acha que pagar até R$ 68 mil em um Kwid não é uma boa alternativa, separamos outros hatches seminovos que ocupam a mesma faixa de preços do compacto da Renault, mas oferecem mais espaço interno e motores mais potentes. Pontos negativos, como maiores custos de manutenção e menor tempo de vigência da garantia também foram levados em consideração.
O carro mais vendido do Brasil entre 2015 e 2020 é facilmente encontrado em anúncios na internet. Selecionamos uma versão fabricada em 2020, já da segunda geração do hatch, lançada em 2019.
De acordo com a KBB, empresa especializada em precificação de veículos, o Onix LT é avaliado em R$ 64 mil.
O Chevrolet é equipado com motor 1.0 aspirado de três cilindros e 80 cv e câmbio manual de seis marchas. A lista de equipamentos inclui airbags laterais e de cortina, controles de tração e estabilidade e central multimídia.
O HB20 Vision é a opção intermediária na linha, que traz motor 1.0 aspirado de três cilindros com 80 cv acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. Apesar de o visual ser controverso, os itens de série são compatíveis com a categoria. Há controles de tração e estabilidade, retrovisor elétrico, central multimídia com tela de 8 polegadas, chave canivete, vidros traseiros elétricos e maçanetas externas e retrovisores na cor da carroceria.
Se você quer um carro com motor maior que 1.0, o Fiat Argo pode ser uma boa opção para não estourar o orçamento. Na tabela da KBB, unidades da versão Drive 1.3 de 2019, já no final do período de garantia, valem, em média, R$ 57.550. Em sites de anúncios, os valores são um pouco mais altos, passando dos R$ 60 mil.
Outra opção para quem não quer um carro 1.0 é o Ford Ka. Apesar de sua produção ter sido encerrada há um ano, o compacto da Ford valorizou apenas um pouco menos que seus pares que não saíram de linha.
A versão selecionada é a SE com motor 1.5 de 136 cv e câmbio automático de seis marchas. De acordo com o levantamento da KBB, exemplares de 2020 valem R$ 60.566. Na prática, os preços podem ser um pouco mais altos, também variando de acordo com o estado de conservação e a quilometragem.
Volkswagen Gol MSI 2019 – R$ 47.550
Se os R$ 59 mil do Kwid de entrada ainda ficarem acima do orçamento, o Volkswagen Gol MSI 2019 pode ser uma saída. O hatch da Volkswagen é mais espaçoso que o pequeno Renault. Conhecido do mercado, tem peças baratas e boa revenda. Segundo a KBB, seu preço médio é de R$ 47.550.
O desempenho do três-cilindros 1.0 de 82 cv é apenas razoável. O consumo também é pior que o do Kwid. Entre os equipamentos, há o considerado essencial, como vidros e travas elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado.
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 2013 – R$ 62.550
Ao contrário dos modelos citados acima, mais racionais, o Chevrolet Cruze Sport6 é uma opção emocional. Os custos para mantê-lo são consideravelmente maiores, mas o modelo é um hatch médio e, como tal, entrega mais conforto, espaço interno e equipamentos.
Há menos exemplares disponíveis no mercado. De acordo com a KBB, a versão LTZ de 2013 tem preço médio de R$ 62.550.
Seu motor é o conhecido 1.8 Ecotec de 144 cv, que trabalha junto ao câmbio automático de seis marchas. Já a lista de itens de série inclui teto solar, bancos de couro, faróis com acendimento automático, controlador de velocidade e partida por botão.
O Fit não é conhecido pela variedade de itens de série. A configuração EX, por exemplo, é a segunda mais completa, mas sequer tem ar-condicionado digital ou partida por botão. Não há central multimídia, apenas um rádio com tela colorida. Além dele, o essencial: ar-condicionado, direção elétrica, comandos de som no volante e rodas de liga leve.
Os preços são próximos aos da opção mais simples, LX. Por isso, é preciso ficar de olho, já que modelos com menos equipamentos podem custar até mais.
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