Flagra: Nissan Frontier híbrida surge no Brasil e revela futuro da picape
Versão chinesa da picape poderia ser alternativa mais moderna que a atual geração, que deixou de ser feita na Argentina
Em outubro de 2025, o CEO Global da Nissan, Ivan Espinosa, confirmou que tanto o sedã elétrico N7 como a nova geração da Frontier híbrida plug-in (PHEV) estavam em estudo para a América do Sul e, consequentemente, para o Brasil. Pois agora, unidades da picape média apareceram em seu primeiro flagra em solo brasileiro.
As imagens foram publicadas pelos perfis @bfmsoficial e @gessnermotors no Instagram e mostram o modelo fabricado na China, em parceria com a Dongfeng. Embora não exista qualquer tipo de confirmação de chegada ao nosso país, os testes nacionais da picape fazem sentido, visto que a Nissan tem planos de “globalizar” seus carros chineses.
Nesse ponto, vale uma explicação. A Frontier passa por um momento de indefinição no mercado brasileiro. Isso porque a produção da caminhonete na Argentina chegou ao fim no ano passado e, com isso, o modelo passaria a vir importada do México — único país da América do Sul que ainda produz o modelo.
Até o momento, contudo, as unidades mexicanas não chegaram por aqui, o que deve acontecer em breve para tentar preencher os estoques e continuar as vendas. E até isso acontecer, a rede segue vendendo os últimos exemplares argentinos, aos poucos se esgotando nas lojas.
No entanto, por uma questão de impostos e taxas, a marca precisa “buscar uma alternativa”, como dito pelo próprio Espinosa durante entrevista no Salão de Tóquio. O CEO, inclusive, não descartou a venda de modelos chineses no Brasil, sugerindo que essa poderia ser uma das soluções. "Poderia haver oportunidade de outro tipo de tecnologia. Então, estamos a considerar que opções temos. Não tenho nada concreto a dizer hoje sobre picape, mas é algo que estamos a analisar no detalhe", afirmou.
E aqui vem um "plot twist". Além da configuração PHEV, a Nissan Frontier chinesa é vendida em outras opções de motorização. Uma delas traz um motor 2.0 a gasolina. Já a outra é equipada com o 2.3 turbodiesel, mesmo conjunto disponível no modelo atualmente vendido em nosso país com até 190 cv e 45,9 kgfm. Portanto, existem grandes chances de que a fabricante venda a nova geração chinesa por aqui com essa mesma mecânica.
Enquanto isso, a configuração híbrida plug-in (PHEV) pode sim estar nos planos para o mercado brasileiro, ainda mais considerando uma rivalidade com a BYD Shark, por exemplo. Mas, caso isso aconteça, deve vir para complementar a gama. Qualquer tipo de novidade, no entanto, não é esperada antes de 2027.
Seja como for, oficialmente, a Nissan diz que essas unidades estão rodando no Brasil para testes de engenharia e não confirmam nada sobre o lançamento. Confira:
"Testar carros no país, mesmo para outros mercados, é algo natural e um mérito da qualidade dos nossos engenheiros, que são reconhecidos mundialmente pela sua eficiência no desenvolvimento de produtos. Nossas equipes, cada vez mais, contribuem com projetos de diferentes mercados. Mas isso não significa que esses veículos que chegam ao país ou estão rodando aqui serão lançados no Brasil. Então, por esse motivo, a Nissan não comenta sobre o assunto".
Como é a Nissan Frontier PHEV?
A Frontier PHEV até tem um nome conhecido, mas, da plataforma ao design, não há qualquer relação com a picape vendida no Brasil. Pelo lado chinês da aliança, o projeto originou a Dongfeng V9, que foi lançada no início do ano e antecipou boa parte das linhas agora vistas na caminhonete japonesa. As laterais, por exemplo, são basicamente as mesmas nos dois modelos, incluindo elementos como vincos, recortes das portas e apliques plásticos.
Segundo a Nissan, o sistema híbrido plug-in da Frontier Pro é baseado em um motor 1.5 turbo de quatro cilindros que funciona em conjunto com um motor elétrico integrado à caixa de câmbio. A potência total do sistema é de 410 cv, enquanto o torque máximo é de 81,5 kgfm. A tração é integral e a capacidade de reboque alcança 3.500 kg. A autonomia elétrica é de 135 km no padrão chinês, mas dados sobre a capacidade da bateria não foram divulgados.
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