Volkswagen vive dilema sobre como chamar novo SUV nacional
Enquanto matriz deseja manter o nome T-Roc do chamado projeto Saga, filial brasileira defende outra nomenclatura para não atrapalhar o T-Cross
Auto News Brasil vem contando desde março deste ano o quanto a nova geração do SUV cupê médio T-Roc será importante para o Brasil. É de sua plataforma MQB Evo que serão derivados os dois misteriosos SUVs híbridos que a Volkswagen fabricará em São Bernardo do Campo (SP) a partir de 2027: o chamado projeto Saga ou VW213, internamente conhecido como “Nivus de nova geração”; e o projeto A-SUV ou VW226, chamado pela engenharia como “T-Cross de nova geração”.
Além da base, o novo T-Roc europeu cederá aos irmãos nacionais as motorizações híbrida leve (MHEV) de 48 Volts e híbrida plena (HEV), de alta tensão, a partir do motor 1.5 TSI Evo2 – que, conforme contamos, virá primeiro importado do México e só em 2031 terá produção nacionalizada em São Carlos (SP). Todos esses planos foram confirmados com exclusividade pelo CEO global da marca, Thomas Schäfer, à nossa reportagem em setembro.
Em nossas mais recentes apurações, descobrimos e confirmamos alguns outros detalhes sobre os projetos. O primeiro é que, apesar da menção interna a Nivus e T-Cross, os dois novos produtos terão nomenclaturas inéditas. O martelo quanto a isso parece batido.
A menção aos dois modelos já existentes é uma espécie de truque da engenharia da marca para despistar o que de fato os projetos são: dois SUVs de porte compacto-médio, que conviverão com os dois compactos já em linha, ocupando posições acima na prateleira da marca. Com isso, a Volkswagen deve mesmo manter cinco SUVs produzidos de uma vez no Brasil.
Quanto ao projeto Saga, há um dilema sobre o nome. Auto News Brasil pode afirmar que há a chance de a versão brasileira, derivada diretamente do T-Roc europeu, aproveitando toda a sua carroceria, pode se chamar... T-Roc. Pelo menos é o que deseja a matriz alemã, a fim de aplicar um caráter global ao modelo.
Entretanto, a filial brasileira negocia um outro nome (ainda desconhecido) para o carro, sob a alegação de que terá mudanças visuais profundas. Uma das preocupações apontadas por nossas fontes é a proximidade entre os nomes T-Roc e T-Cross. A escolha poderia causar confusão entre os clientes e atrapalhar as vendas de ambos os produtos. Caso a opção T-Roc seja descartada, um nome inédito deve ser escolhido.
Parte dessas mudanças foram antecipadas por nossa projeção exclusiva que ilustra a capa da edição de outubro da revista Auto News Brasil: diferentemente do T-Roc europeu, o projeto Saga brasileiro terá lanternas traseiras integradas conforme o estilo visual visto recentemente no elétrico europeu ID. Cross.
Já as dimensões devem ser praticamente as mesmas: 4,37 metros de comprimento, 1,83 m de largura, altura próxima de 1,60 m e 2,63 m de distância entre-eixos, com 465 litros de porta-malas. A motorização híbrida leve de 48 Volts, baseada no propulsor 1.5 TSI Evo2, com injeção direta, quatro cilindros, 16 válvulas e ciclo Miller, rende 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque.
Já a opção híbrida plena, com formulação similar à de um Toyota Corolla, deve chegar a 170 cv e 31,6 kgfm combinados, sempre com câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas, a famosa caixa DSG.
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