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Segredos e flagras

Quando noticiamos em primeira mão, em março de 2025, o projeto do primeiro modelo híbrido flex com produção nacional da Volkswagen, previsto para 2026, apontamos que o modelo era tratado internamente como uma nova geração do T-Cross. Contudo, desde o princípio, apontamos que o SUV seria maior, de porte médio, e que usaria até mesmo carrocerias do Taos como mulas de seus protótipos.

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Internamente, apesar do apelido “T-Cross NF (sendo NF uma sigla de "nova geração", em alemão), o modelo tem o projeto conhecido como A-SUV, denotando o uso da plataforma MQB 37 ou MQB A, também chamada MQB Evo.

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Volkswagen Taos 2026: SUV recém estilizado será nacional na segunda geração e terá visual fortemente modificado — Foto: Auto News Brasil/Marcus Celestino
Volkswagen Taos 2026: SUV recém estilizado será nacional na segunda geração e terá visual fortemente modificado — Foto: Auto News Brasil/Marcus Celestino

Agora, Auto News Brasil pode afirmar que são grandes as chances de que esse produto seja lançado não como uma segunda geração do T-Cross, mas sim como uma segunda geração do Taos, SUV médio da marca que foi lançado em 2021, com produção na Argentina, e que passará a vir importado do México na reestilização de meia vida. Fontes consultadas por nossa reportagem relatam que, entre diversas pessoas familiarizadas com o projeto, já é consenso entre alguns executivos chamar o futuro SUV híbrido flex de “novo Taos”.

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Antes que o leitor fique confuso, há uma explicação para chamar o produto de “T-Cross” na fase de desenvolvimento quando, na verdade, ele dará origiem a um Taos de segunda geração. Quem acompanha o setor automotivo há mais tempo se lembrará que, durante a fase de desenvolvimento, o atual Polo foi por muito tempo tratado internamente como “novo Gol”. É uma forma de a engenharia da marca esconder o real escopo de cada projeto.

Entretanto, conforme havíamos apontado neste outro artigo, o porte do projeto A-SUV já indicava para um veículo que substituirá diretamente o próprio Taos, e não o T-Cross de primeira geração. Tanto que o plano original da Volkswagen é manter o T-Cross original em linha, na fábrica de São José dos Pinhais (PR), com novidades visuais profundas e motorização híbrida prevista para os próximos anos.

Volkswagen Taos brasileiro terá a mesma plataforma MQB 37, porém com evoluções — Foto: Auto News Brasil/Marcus Celestino
Volkswagen Taos brasileiro terá a mesma plataforma MQB 37, porém com evoluções — Foto: Auto News Brasil/Marcus Celestino

Quanto ao projeto A-SUV ou novo Taos, sua fabricação será em São Bernardo do Campo (SP) e o modelo deve ser efetivamente o primeiro veículo híbrido flex da marca. Em sua gama devem constar versões híbridas leves (MHEV), com tensão de 48 Volts, rendendo 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, e híbridas plenas (HEV), com arquitetura de alta tensão, este com estimados 170 cv de potência e 31,6 kgfm de torque combinados.

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Ambos serão construídos a partir do motor 1.5 TSI Evo2, que virá inicialmente importado do México e passará a ser produzido no Brasil, na fábrica de motores da Volkswagen em São Carlos (SP), a partir de 2031. No lançamento do projeto A-SUV, o propulsor de quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta e ciclo Miller virá já flexível, preparado para receber tanto etanol quanto gasolina no tanque.

Com a estratégia do novo Taos nacional, a Volkswagen enfim terá um SUV de porte médio-compacto para concorrer com mais força contra Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. E, com a motorização híbrida flex, tentará resgatar parte dos clientes que migraram para modelos chineses nos últimos anos.

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