Segredo: sucessor do Citroën C3 nacional terá estilo de SUV e perfil de Renault Kwid
Carro compacto desenvolvido em parceria com a Índia chega ainda este ano
Por Rodrigo Ribeiro (com Automedia)
A Citroën não está em seus melhores momentos no Brasil — atualmente a marca produz e comercializa apenas um veículo de passeio no país, o C4 Cactus. Mas esse cenário começará a mudar este ano, com a chegada do C21, primeiro carro da marca feito sobre a plataforma modular CMP, usada no novo Peugeot 208.
O hatch compacto terá o papel de substituir o C3, ainda que não haja confirmação se ele manterá o nome do antecessor. A grande novidade é que ele terá um estilo de SUV, seguindo a escola aberta pelo Renault Kwid. E, como o rival, o novo Citroën também está sendo desenvolvido em parceria com a Índia.
Um protótipo já com as formas finais foi flagrado na Suécia pela Automedia. Marcações de chassi e adesivos espalhados pela carroceria denunciam a origem fluminense do modelo: ele é um dos veículos de desenvolvimento montados em Porto Real (RJ).
O visual terá elementos herdados de modelos mais caros da marca, como os faróis bipartidos com o conjunto principal posicionado nas laterais dos para-choques. Por ser um modelo de entrada, os leds devem ser restritos à DRL na parte superior, similar ao usado no C4 Cactus. A camuflagem oculta uma possível extensão das lanternas no porta-malas.
O interior irá repetir alguns elementos do 208, como a central multimídia com tela "flutuante" e conectividade para Android Auto e Apple CarPlay. Uma novidade bem-vinda é a oferta do controle de estabilidade de série em todas as versões: por ser um carro novo, o C21 não é impactado pelo retrocesso que o governo promoveu na legislação de segurança a pedido da Anfavea.
Apesar do estilo de SUV, o novo Citroën terá menos de 4 metros de comprimento, para se enquadrar em uma categoria tarifária menor na Índia — lá a tributação de alguns veículos é baseada no tamanho. No país asiático, o C21 usará motores a gasolina de três cilindros, mas por aqui a marca irá optar pelo veterano 1.6 16V aspirado usado no 208. O propulsor continuará com as opções de câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis.
Em um primeiro momento há poucas chances do hatch receber o moderno 1.2 PureTech, que chegou a equipar o antigo C3. Além de ser importado (o 1.6 é feito no RJ), o propulsor não mudaria a tributação de IPI do compacto. Oferecer sua versão turbo está ainda mais distante, já que nem o 208, que será posicionado acima do Citroën, dispõe do conjunto.
A ausência de alternativas 1.0 também impede que o C21 fique na entrada do segmento. Mas a ideia da Stellantis é que o Citroën seja o mais barato da gama, o que dá potencial para que ele seja o carro 1.6 mais barato no Brasil. Esse posto atualmente é ocupado pelo Fox Connect, de R$ 58.190. A Citroën confirmou o lançamento do modelo no Brasil para o segundo semestre deste ano.
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