Como seriam alguns carros feitos em conjunto pela FCA e PSA, incluindo esportivos e picapes
Primeiros frutos devem chegar no início da próxima década e incluirá compartilhamento maciço de tecnologias e até de fábricas
Por Diogo de Oliveira
Uma picape Citroën sobre a base da Fiat Toro, produzida na fábrica da Jeep em Goiana (PE). O aguardado SUV compacto da Fiat montado na unidade da PSA, em Porto Real (RJ), sobre a plataforma modular do novo 2008. Esses modelos por enquanto não passam de fábulas! Auto News Brasil encomendou essas projeções para brincar com o que a fusão pode gerar nos próximos anos.
Peugeot 208 Abarth
O hatch terá motor 1.2 turbo no Brasil e uma versão GT, mas queríamos ver como ele seria com o toque da Abarth
Fiat CUV
Inspirado no Peugeot 2008, esse crossover poderia ser tão interessante quanto o futuro SUV compacto da Fiat feito sobre base do Argo
Citroën AirCross
A Citroën tem planos para uma picape pequena, mas seria interessante ver um utilitário derivado da Toro.
Entenda o que está por vir
Conversamos com três especialistas em indústria automobilística. Todos acreditam que as primeiras novidades vão demorar a chegar ao Brasil. “A fusão não é algo que vai vir amanhã. Ainda demora uns dois ou três anos até surgirem os primeiros frutos”, resume Paulo Garbossa, da ADK Automotive.
Uma tendência para eles é a possível combinação dos projetos em andamento. “O caminho é ter uma arquitetura só, como é na Volkswagen. Talvez os motores Fiat equipem os carros da PSA no Brasil. Hoje, os franceses têm o 1.2 Puretech, que é importado. Já a Fiat pode adotar a arquitetura da PSA. Podemos ter carros Frankenstein, motor de uma e plataforma de outra”, aponta Fernando Calmon, engenheiro e jornalista especializado há mais de 50 anos.
Cassio Pagliarini, ex-executivo de Hyundai e Renault e atualmente consultor associado da Bright, também crê no compartilhamento. “As operações brasileiras poderão se beneficiar muito utilizando os motores 1.0 da Fiat e a nova plataforma de veículos pequenos e médios da PSA.” Pagliarini lembra que outra sinergia já está funcionando na FCA. “Fiat Toro e Jeep Renegade, produzidos lado a lado a partir da mesma raiz, obtiveram sucesso estrondoso sem prejuízo”, completa.
O ex-executivo, porém, reforça que será necessário definir quem é quem. “Até que ponto Citroën e Peugeot poderão coexistir com Fiat no portfólio do grupo?”, aponta Pagliarini. Garbossa lembra que o business é cada vez mais global. “A Toro é o tipo de produto que pode entrar nos EUA. Nenhuma empresa olha apenas o mercado interno, tem de preparar toda a estrutura para o mercado mundial”, conclui.









