Toyota E-Palette: o ônibus autônomo que os atletas usarão nas Olimpíadas de Tóquio
Ônibus elétrico e autônomo usará os jogos de 2020 como "teste da vida real" antes de seu lançamento no mercado
Por Ulisses Cavalcante; de Tóquio (Japão)
A Toyota é a principal patrocinadora dos Jogos Olímpicos e já começou a explorar o tema com a apresentação do E-Palette, um ônibus elétrico e autônomo que irá circular na Vila Olímpica de Tóquio em 2020.
Na verdade, a empresa não se refere ao veículo como um ônibus, mas como uma solução de mobilidade. Melhor ainda: como um serviço de mobilidade, já que, por ora, o ônibus (desculpe, Toyota) não será vendido.
Trata-se de um projeto ainda e, quando começar a circular em junho de 2020, ainda será um protótipo. Apesar de ser autônomo, cada uma entre as 10 e 20 unidades (isso ainda não está definido) terá um operador. Repare: operador, não motorista.
O E-Palette rodará sozinho pelo complexo atlético, com velocidade máxima limitada a 19 km/h, ajudado por cinco sensores espalhados na parte externa da cabine. Esses radares, também conhecidos como Lidar, servirão para fazer a leitura e reconhecimento em 360 graus do ambiente.
Em caso de necessidade pontual, o operador assume o controle manual e contorna a situação, mas sem volante. O único comando disponível é um manche semelhante a um joystick de computador.
Esse veículo irá operar também nas Paraolimpíadas, então foi projetado para comportar simultaneamente quatro cadeirantes.
Na parte externa, há telas luminosas que servem de comunicação com os pedestres. O objetivo é avisar a quem está do lado de fora todas as intenções do veículo. Por exemplo, em um cruzamento, as pessoas lerão “After You”. Ou, “depois de você”, sinalizando que o E-Palette dá a preferência de passagem. Essas mensagens servirão de laboratório para análise da interface entre o veículo e as pessoas no entorno.
O ônibus autônomo pera 100% a bateria, feita de lítio, porém a potência não foi divulgada, tampouco os tempos de recarga. A Toyota diz que o E-Palette terá autonomia de 150 km.
Depois da experiência (e aprimoramento) na Olimpíada, a ideia é que o veículo ganhe aplicação comercial, podendo servir em aeroportos, transporte de passageiros dentro de ambientes fechados, como shoppings e condomínios empresariais, para atuar em uma espécie de linha circular interna.









