Novo Toyota Corolla 2020 chega às lojas a partir de R$ 99.990
Produzida em Indaiatuba (SP), a 12ª geração do sedã troca de plataforma e estreia novo motor e transmissão. E mais: é o primeiro híbrido flex do mundo
Por Diogo de Oliveira
Após cinco anos, chegou a hora de mudar de novo. No próximo dia 12 de setembro, a Toyota começa a vender no Brasil a 12ª geração do Corolla, seu campeão de vendas (veja os preços).
O sedã foi totalmente reformado e renasce sobre a plataforma modular GA-C, dentro do conceito TNGA — que já serve ao Camry, Prius e o novo RAV4. Seu trunfo é a tecnologia híbrida flex: o Corolla é o primeiro do tipo a rodar com eletricidade, além de beber gasolina e etanol em qualquer proporção.
Novo Toyota Corolla 2020 chega às lojas a partir de R$ 99.990
Toyota Corolla GLi 2.0 CVT — R$ 99.990
Toyota Corolla XEi 2.0 CVT — R$ 110.990
Toyota Corolla Altis Premium 2.0 CVT — R$ 124.990
Toyota Corolla Altis Hybrid 1.8 CVT — R$ 124.990
Toyota Corolla Altis Hybrid Premium 1.8 CVT — R$ 130.990
O híbrido flex foi desenvolvido sobre o pioneiro Prius, e estreia no Corolla após meses e meses de testes. A união pretende dar volume à tecnologia, já que o sedã é o modelo mais vendido da marca no Brasil e no resto do planeta. A Toyota tem uma meta particular: quer emplacar 9.000 híbridos até o fim deste ano.
A mecânica combina o motor 1.8 flex de 101 cv e 14,5 kgfm de torque a outros dois motores elétricos, capazes de gerar 72 cv e 16,6 kgfm. Até o câmbio CVT é híbrido — a caixa usa planetárias e não correias e polias, como nas CVTs tradicionais. (veja os consumos do Inmetro mais adiante)
Mas a despeito do ineditismo do híbrido, tudo neste Corolla é novo. A nova arquitetura proporcionou um incremento de 60% na rigidez torcional — sim, você não leu errado!
Com o chassi mais firme, a Toyota fez alguns ajustes, o principal deles é o esquema da suspensão traseira, agora independente por braços duplos. Outra mudança é o centro de gravidade, que baixou 1 centímetro com a redução de 3 cm na altura. Com um detalhe: a modularidade da plataforma permitiu elevar em 4 mm a altura em relação ao solo.
Por dentro, o novo Corolla dá um salto em ergonomia e acabamento. O espaço interno não mudou muito, já que o sedã mantém os 2,70 metros de entre-eixos e ganhou 1 milímetro apenas na largura. O porta-malas também permanece com 470 litros.
Mas o cuidado com os materiais escolhidos é nítido. Painel e portas trazem peças de superfície macia ao toque — tem até uma costura de verdade na parte em frente ao banco do passageiro. Houve uma clara busca por refinamento a bordo.
Outro ponto alto é a lista de equipamentos. O sedã sai da fábrica de Indaiatuba (SP) em todas as versões com sete airbags, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, vidros elétricos nas quatro portas com acionamento por um toque, rodas de liga leve aro 16, Isofix com Top Tether para cadeirinhas infantis e a nova central multimídia, cuja tela de oito polegadas fica em destaque no alto do painel. Há duas portas USB, Android Auto e CarPlay.
Uma das novidades que chegam com a nova geração é o sistema Safety Sense, que reúne recursos semiautônomos. O equipamento é exclusivo das versões Altis e opera por um radar no escudo da Toyota na grade, e uma câmera no alto do para-brisas.
Há farol alto automático, controle de cruzeiro adaptativo (acelera e freia o veículo), assistente de permanência em faixa (faz leves correções no volante) e a frenagem automática de emergência (reconhece obstáculos à frente e freia sozinho). Segundo a Toyota, o ACC funciona desde 30 km/h até 180 km/h.
No caso do Hybrid, há ainda o pacote Premium, que adiciona R$ 6 mil ao valor e traz outros itens interessantes, como painel com acabamento bicolor (preto e bege), ar-condicionado de duas zonas, sensor de chuva, banco do motorista com ajustes elétricos, retrovisores laterais retráteis e teto solar — este último inédito no Corolla nacional.
Com o pacote Premium, que é de série no Altis 2.0 flex CVT, o Corolla Altis híbrido salta ao valor máximo de R$ 130.990.
Novo 2.0 flex e CVT de dez marchas
A mecânica híbrida é naturalmente a principal inovação do Corolla, mas a Toyota também fez uma reforma completa nas versões “normais” do sedã — afinal, elas concentram as vendas. O modelo estreia um 2.0 16V flex inédito, chamado de Dynamic Force, que opera em ciclo Atkinson e não no Otto, que é padrão da indústria.
Isso possibilitou alguns ajustes diferentes. Um deles é a elevada taxa de compressão de 13.0:1, que permitiu extrair mais força. São 177 cv de potência com etanol e 167 cv com gasolina a 6.600 rpm, e um torque máximo de 21,4 kgfm entregue a 4.400 rotações com ambos os combustíveis. Na comparação com o antigo 2.0 flex (154 cv e 20,7 kgfm com etanol), são 15% a mais de potência gerada.
Segundo a Toyota, o novo 2.0 usa pistões de curso mais longo e oferece duplo sistema de injeção (direta e indireta), o que ajudou a elevar a eficiência energética e a reduzir o consumo em 9% em relação ao antecessor.
Outro recurso que contribui para isso é o controle de abertura das válvulas de admissão (VVT-IE), que conta com acionamento elétrico em vez de hidráulico.
Mas não é só. A Toyota também trocou o câmbio CVT anterior de sete marchas simuladas por uma nova caixa CVT com dez relações virtuais e engrenagem na primeira marcha.
A solução buscou melhorar a tração na saída em marcha lenta, uma vez que o câmbio anterior patinava um pouco. Por isso a marcha engrenada funciona apenas na saída — não é acionada nas reduções.
A nova caixa também usa polias metálicas acionadas por compressão e não por extensão. Dessa forma, além de tracionar melhor ao sair, o novo CVT produz reduções notáveis.
No Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o novo 2.0 foi cerca de 10% melhor que o antigo. Na cidade, fez 11,6 km/l com gasolina e 8 km/l com etanol, enquanto as médias na estrada foram de 13,9 km/l e 9,7 km/l, respectivamente.
Já o híbrido não chegou a impressionar nas aferições do Inmetro. As médias na cidade ficam em 16,3 km/l (G) e 10,9 km/l (E), e na estrada faz 14,5 km/l (G) e 9,9 km/l (E). Porém, a Toyota diz que a metodologia do Inmetro ainda não considera a bateria e o modo elétrico. E que o Corolla híbrido, na cidade, roda mais da metade do tempo com eletricidade.
Preços e versões
Embora o Corolla tenha mudado totalmente, a Toyota manteve os nomes das versões, já conhecidos dos brasileiros. O modelo de entrada é o GLi, único com cifra abaixo de R$ 100 mil. Acima vem o intermediário XEi, e no topo a versão Altis, única que poderá ter as duas mecânicas — o 2.0 flex CVT e o híbrido. (Confira abaixo o que cada uma delas traz).
Não bastasse todas as novidades que a nova geração traz, a montadora japonesa anunciou a ampliação da garantia de 3 para 5 anos. Já o conjunto híbrido conta com cobertura de 8 anos. São números imponentes que reforçam a confiança no produto e devem ajudar o Corolla a manter sua supremacia na categoria.
Corolla GLi 2.0 CVT — Além da mecânica nova, terá sete airbags (incluindo o de joelhos para o motorista, ABS com EBD e BAS, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, Isofix com Top Tether para cabeirinhas infantis, vidros elétricos nas quatro portas, rodas de liga leve aro 16, ar-condicionado manual, direção elétrica, volante com comandos, faróis de LED com luzes diurnas e central multimídia de 10 polegadas com camera de ré, Apple CarPlay e Google Android Auto.
Corolla XEi 2.0 CVT — Adiciona ar-condicionado automático digital, chave presencial com acionamento do motor por botão, cabine com revestimento de couro, retrovisor interno eletrocrômico, modo Sport, paddle-shifts no volante, faróis de neblina de LED, rodas de liga leve aro 17 e controle de cruzeiro.
Corolla Altis Premium 2.0 CVT — É a versão mais completa com o novo motor 2.0 flex e a caixa CVT de dez marchas. Em relação à XEi, adiciona faróis e lanternas Full LED, rodas de liga leve aro 17 com acabamento diamantado, interior com revestimento bicolor (preto e bege), banco do motorista com regulagem elétrica, ar-condicionado de duas zonas, sensor de chuva, teto solar elétrico, retrovisores com rebatimento elétrico, maçanetas internas prateadas, grade frontal com acabamento preto brilhante e o pacote TSS (Toyota Safety Sense), com farol alto automático, assistente de permanência em faixa, controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática de emergência com detector de obstáculos.
Corolla Altis Hybrid 1.8 CVT — A versão híbrida de acesso descarta os itens exclusivos do pacote Premium, que vem de série com o motor 2.0 flex. São eles o acabamento bicolor, o ar de duas zonas, o banco elétrico do motorista, o teto solar, o sensor de chuva e os retrovisores retráteis. Mas traz de série o sistema TSS, que reúne farol alto automático e os recursos semiautônomos. Um item exclusivo do híbrido é o visor TFT colorido de sete polegadas atrás do volante.
Corolla Altis Premium Hybrid 1.8 CVT — Tem todos os itens do Altis Premium 2.0 CVT.









