Usado: encontramos um Chevrolet Omega 3.0 com apenas 53 mil km rodados
Modelo com motor seis em linha alemão está à venda por R$ 40 mil no Rio Grande do Sul
Por Julio Cabral
Embora o Chevrolet Opala seja um dos carros mais queridos do fabricante, o seu sucessor Omega também foi bem recebido. Os puristas poderiam ter chiado mais, porém era inegável que o sedã com mecânica alemã era um substituto à altura. Lançado em 1992, o modelo top de linha ainda é vendido no mercado de usados por um bom preço. Esse é exatamente o caso desse Omega 1994 com apenas 53.600 quilômetros rodados. O Chevrolet está anunciado na cidade de Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul.
O valor de R$ 40 mil não chega a ser uma promoção, mas o Omega em questão está em ótimo estado. A qualidade do carro é bem atestada pelas fotos produzidas por André Jacquillat, entusiasta que publicou o anúncio em seu perfil profissional e fez a ponte com a o proprietária do carro, Patrícia Bitencourt.
“Eu e meu marido não utilizamos muito o carro, temos pena. Para você ter uma ideia, o carro rodou somente 458 km desde que o André fez as fotos há anos atrás. Meu marido sai sozinho às vezes para deixar o carro funcionando perfeitamente”, explica Patrícia. O Omega é tão querido que chegou a ser anunciado na ocasião das fotos, mas eles desistiram de vender.
Além de pouco rodado, o sedã tem uma configuração desejada pelos entusiastas. Ele é um raro modelo com o motor 3.0 alemão de seis cilindros, substituído posteriormente por uma versão atualizada do 4.1 de seis cilindros em linha do Opala. Somado a isso, o sedã traz ainda câmbio manual de cinco marchas, bem mais desejável do que o automático de quatro marchas.
Outro ponto desejado é a pintura no tom branco Mahler e a versão de equipamentos. O Omega anunciado é o top de linha CD. O Chevrolet tem quase todos os equipamentos disponíveis para o carro, com exceção dos bancos revestidos de couro.
Mas basta você dar uma olhada no revestimento de tecido para ter a certeza de que isso não importa tanto. Os bancos e painéis de porta estão perfeitos e tudo parece funcionar sem grilos. Até mesmo a tampa do porta-luvas.
Há ar-condicionado, direção hidráulica, coluna de direção ajustável, volante revestido de couro, vidros, travas e retrovisores elétricos, computador de bordo, banco regulável em altura e teto solar. O painel digital está sem LEDs queimados, algo raro nos Chevrolets da época.
Você deve ter notado que o som com CD não é o que veio de fábrica, contudo Patrícia afirma que o sistema original está guardadinho. O porta toca-fitas está em perfeito estado, um toque saudosista bacana.
Da mesma maneira, as rodas aro 17 com pintura preta e aros cromados chamam atenção por serem diferentes das de série. Alguns devem preferir o jogo original (195/65 R15), mas Patrícia afirma que ele não foi guardado. No entanto as rodas originais podem ser encontradas facilmente no comércio online, afirma Jacquillat.
Os pneus mais largos e baixos devem dar uma mão na dirigibilidade. Com suspensão independente nas quatro rodas, o Omega tem um ajuste dinâmico dos bons. A tração traseira não prega sustos e o nível de aderência é elevado.
Uma modificação na medida para extrair o melhor do desempenho do 3.0 alemão. O seis em linha entrega 165 cv a 4.800 rpm e 23,5 kgfm de torque a 4.200 rpm. O câmbio bem escalonado tem engates macios e justos. A aceleração de zero a 100 km/h é cumprida na faixa dos 10 segundos e a velocidade máxima chega a bons 206 km/h.
Em relação ao projeto, o espaço interno é ótimo para até cinco adultos, a despeito do túnel central. Gigantesco para os padrões dos anos 90, o entre-eixos de 2,73 metros ainda é superior a muito sedã médio moderno. E o comprimento de 4,73 metros garante um porte de carro grande.
Longo e baixo, o design esguio é completado por toques indisponíveis nos carros nacionais de então, exemplos dos vidros “colados” na carroceria. Tudo no Omega era aerodinâmico, das saias das rodas traseiras aos retrovisores.
Detalhes como frisos e símbolos estão todos no lugar, tal como os selos técnicos e de revisões. Da mesma maneira, faróis, lanternas e pintura são originais. Patrícia ressalta que a a parte de baixo e assoalho do porta-malas estão perfeitinhos. Até os manuais do carro e do som estão imaculados.
Embora o preço não seja tão sedutor, o carro anunciado pode ser a sua chance de ter um Omega da primeira safra novinho. E lembrar porque a GM o chamava de absoluto nas propagandas.
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