Qual sedã comprar: VW Jetta básico ou Virtus Highline completão?
Versão de entrada do sedã médio é mais cara do que o compacto top, porém ainda gera dúvidas sobre qual levar
Por Wilson Toume
O lançamento do Volkswagen Jetta mais barato deixou jornalistas e consumidores com uma pulga atrás da orelha: qual comprar, Jetta básico ou Virtus top? Como ocorre em outros modelos, o médio básico se aproxima demais em preço da versão mais completa do compacto logo abaixo. São pouco menos de R$ 10 mil de diferença, o que poderia garantir a indicação instantânea do Virtus. Mas e na prática, quais são as vantagens de optar por um ou pelo outro?
PREÇO: VIRTUS
Aqui não tem jeito. O Virtus Highline parte de R$ 84.290, uma diferença enorme que pode ser encurtada com a adição de alguns opcionais. As rodas de liga leve aro 17 somam R$ 945 e o som Beats acrescenta outros R$ 2.160. Ainda há o pacote Tech High (R$ 4.290), com sensor de estacionamento dianteiro, comandos por voz, câmera traseira, detector de fadiga, retrovisor interno antiofuscante, indicador de pressão dos pneus e frenagem pós-colisão, luzes de LEDs diurnas, painel de instrumentos digital, sensores de chuva e de luz e central multimídia de 8 polegadas com navegador GPS. Sem pintura metálica, o preço do carro passa a R$ 91.685. Já o Jetta tem pacote fechado e sai por R$ 99.990 (com pintura sólida).
DESEMPENHO: JETTA
A principal atração do Jetta é o motor 1.4 turbo, capaz de entregar 150 cv (com gasolina ou etanol), acoplado ao câmbio automático de seis marchas. Em nosso teste, esse conjunto permitiu ao modelo acelerar de zero a 100 km/h em 8,6 segundos. Equipado com o 1.0 TSI de 128 cv e a mesma caixa automática de seis velocidades, o Virtus faz o mesmo em 10 segundos.
Nas retomadas, a mesma vantagem do torque superior do 1.4 TSI. São 25,5 kgfm a 1.400 rpm, face os 20,4 kgfm a 2.000 rpm do 1.0 TSI. O resultado? O Jetta também retoma mais rápido, são 4,6 segundos para recuperar de 60 a 100 km/h, contra os 5,5 s do Virtus.
CONSUMO: JETTA
O mais curioso é que nem no consumo o compacto levou a melhor. O Jetta fez 9,1 km/l de etanol na cidade e 14,2 km/l na estrada, enquanto o Virtus percorreu 8,4 km/l e 12,8 km/l.
ESPAÇO E CONFORTO: JETTA
Afora o desempenho e consumo, é no porte que o Jetta mostra sua principal vantagem, já que possui 4,70 metros de comprimento, 1,80 m de largura e 1,47 m de altura, contra os 4,48 m, 1,75 m e 1,47 m, respectivamente, do Virtus.
O entre-eixos do Jetta também é maior: 2,68 m contra 2,65 m. Pode parecer pouca coisa, mas esses detalhes fazem a diferença na hora de acomodar quatro adultos a bordo dos dois sedãs. Sem falar na qualidade de rodagem superior do sedã maior.
EQUIPAMENTOS DE SÉRIE: VIRTUS
O Virtus dá o troco ao se comparar a lista de equipamentos de série. Na versão Highline completa, o compacto premium traz como principais destaques o quadro de instrumentos digital combinado com a central Discover Media, com tela tátil de oito polegadas e navegador integrado, além de borboletas no volante para troca de marchas, airbags laterais dianteiros e rodas de liga leve de 17 polegadas.
No Jetta, os instrumentos são analógicos, a central multimídia não possui navegador, a troca de marchas manual é feita pela alavanca e as rodas são de 16 polegadas. Só que há os airbags do tipo cortina de série.
CUSTOS DE PEÇAS: VIRTUS
Outra vantagem importante do Virtus está na parte financeira. Além de ser mais barato, o sedã compacto tem seguro (R$ 2.927) e manutenção mais em conta. A cesta de peças utilizada por Auto News Brasil sai por R$ 4.351,89, enquanto a do Jetta custa impressionantes R$ 12.070. Pelo menos os dois modelos têm as três primeiras revisões periódicas grátis.
SEGURO: VIRTUS
O seguro é outro ponto que o médio é bem mais caro. Ele tem apólice média de R$ 4.058 nas seguradoras pesquisadas, quase o dobro da média de R$ 2.171 do Virtus Highline.
RESULTADO: VIRTUS
O Virtus leva a melhor na maioria dos quesitos, porém sua vitória está longe de ser ponto pacífico para muitos. É a velha história: ao comprar um carro médio básico, você acaba pagando pela sofisticação técnica e conforto superiores. O Jetta tem motor forte, consome menos e possui rodar isolado. Mas os custos jogam contra ele, especialmente os valores de peças e de seguro. Sem falar no nível de itens do Virtus, cuja cabine impressiona pelo recheio. Mesmo que tenha acabamento mais simples (com Julio Cabral).









