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Carros

Por Julio Cabral


Megane Grand Tour vinha com motores 1.6 ou 2.0 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Megane Grand Tour vinha com motores 1.6 ou 2.0 (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

A Renault Megane Grand Tour já saiu de linha há mais de seis anos, mas o segmento de peruas está tão desabitado que a perua até hoje é uma das raras opções de médias. No ano-modelo indicado, a versão Dynamique 1.6 pode ser encontrada por preços entre R$ 23 mil e R$ 30 mil. E você ainda pode encontrar um mais antigo com o pacote visual Extreme, com para-choques e outros detalhes esportivos.

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Custo-benefício e itens de série

O custo coloca a perua em um patamar inferior até a maioria dos carros de acesso. O nível de itens é relativamente elevado, há ar-condicionado, direção hidráulica, volante ajustável em altura e profundidade, CD player, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 16, computador de bordo, controle de som no volante e revestimento interno em tecido aveludado. O interior tem bom acabamento, com direito a materiais macios em superfícies como o painel.

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Quanto aos equipamentos de segurança, há duplo airbag e freios ABS de série, afora cinto de três pontos e encostos de cabeça para todos. Claro que você não vai itens atuais como airbags de cortina ou controle de tração, afinal, o projeto foi lançado originalmente em 2006 e não incorporou as salvaguardas naquela época. Tampouco central multimídia e outros mimos da atualidade.

Desempenho e consumo

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Nos últimos suspiros, a Megane Grand Tour vinha apenas com motor 1.6 flex de 115/110 cv (etanol/gasolina) e 16/15,2 kgfm a 3.750 rpm. Pode não ser tão disposto quanto o 2.0 16V a gasolina de 138 cv e 19,2 kgfm, mas ajudou a baratear a perua. Mesmo no final de vida, o Renault teve uma boa receptividade graças aos preços agressivos.

A motorização menor vinha apenas com o câmbio manual de cinco marchas. Somente o 2.0 tinha opções de caixa manual de seis marchas ou automático de quatro velocidades - que não é tão confiável.

Modelo chegou a passar por um facelift antes de sair de linha (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Modelo chegou a passar por um facelift antes de sair de linha (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Claro que você terá que ser um pouco zen para lidar com o desempenho. São 13,2 segundos de zero a 100 km/h, contra 11 segundos do 2.0 manual e 11,9 s do automático. O bom torque a médio regime ajuda a recuperar 60 a 100 km/h em 11,8 s. Nas frenagens, o Megane Grand Tour mostra segurança e percorre somente 24,9 metros para ancorar vindo a 80 km/h. Mérito do sistema de freios com discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira.   

O ajuste dinâmico da Grand Tour é dos bons, as rodas aro 16 calçadas em pneus 205/55 garantem parte disso. Além disso, o modelo apresenta bom conforto de rodagem. Porém, você deve tomar um pouco de cuidado com buracos e não tratar a perua como SUV.

A direção é elétrica é um pouco pesada nas manobras, embora tenha boa sensibilidade em alta. Isso transforma o Megane em um ótimo estradeiro, previsível e estável, por mais que custe um pouco mais de suor nas balizas.

Painel raramente vem com a disqueteira abaixo do rádio (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Painel raramente vem com a disqueteira abaixo do rádio (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Para compensar, os engates do câmbio são bem melhores que na linha Sandero/Logan e a ergonomia é bom, com posição de direção facilitada pelo ajuste de altura e de profundidade do volante.

O espaço interno é amplo, o entre-eixos de 2,68 metros permite levar quatro ocupantes altos com alguma folga. Só que um quinto adulto ficará incomodado na posição central-traseira. Não é nem tanto pelo túnel central, mas pelo formato do banco, que privilegia os assentos das pontas.

O porta-malas compensa o inconveniente. Na medição da Auto News Brasil, foram aferidos 494 litros, não muito distante dos 520 litros divulgados pela Renault. O compartimento tem acesso desimpedido e pode ser ampliado ainda pelos bancos bipartidos. 

Seguros, peças e desvalorização

O seguro e a cesta de peças não assustam, tal como a desvalorização já estabilizada. O valor da apólice é de R$ 2.307 para o perfil da Auto News Brasil, valor que varia um bocado de acordo com o perfil. E a cesta de peças fica em R$ 4.380, apenas um pouco acima do patamar dos compactos. Além disso, a desvalorização fica em 3,84% anuais.

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