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Carros

Por Guilherme Blanco Muniz


Volvo e Uber se unem para desenvolver carros autônomos (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Volvo e Uber se unem para desenvolver carros autônomos (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Em 2016,a Uber decidiu diminuir a quantidade de radares a laser em seus carros autônomos em teste e isso pode ter contribuído com o atropelamento que causou a morte de uma pedestre nos Estados Unidos. O caso está sendo investigado pela polícia local e levantou dúvidas sobre a segurança dos veículos autônomos. Como consequência, a Uber suspendeu temporariamente os testes com esse tipo de carro.

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Segundo reportagem da agência de notícias Reuters, 5 ex-funcionários da Uber e 4  especialistas nesse tipo de tecnologia confirmaram que a redução pode ter diminuído a possibilidade e o sistema identificar pedestres próximos ao carro, especialmente à noite. A diminuição de na quantidade de lidares aconteceu quando a empresa substituiu os Ford Fusion que usava nos testes pelos Volvo XC90, exatamente o modelo envolvido no acidente. Uber, Volvo e Ford não comentaram a reportagem da Reuters.

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Uber lança serviço com carros autônomos nos EUA (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Uber lança serviço com carros autônomos nos EUA (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Com a troca dos modelos, a Uber diminuiu a quantidade de lidares nos carros de 7 para apenas um. Os lidares são um tipo de radar que usa laser no lugar de ondas eletromagnéticas de rádio para mapear o ambiente ao redor dos carros autônomos. A tecnologia é considerada mais moderna que os radares tradicionais.

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Segundo a reportagem da Reuters, a decisão da empresa aumentou a área que o carro não é capaz de monitorar, conhecida como ponto cego. Os especialistas entrevistados avaliam que o ponto cego dos novos carros da Uber é maior também que a dos carros de outras empresas que testam a tecnologia dos carros autônomos.

A Alphabet, empresa do grupo Waymo que desenvolve tecnologias semelhantes, afirma que seus carros contam com 6 lidares, enquanto a General Motors equipa seus autônomos com 5. Conforme a Uber, os Ford Fusion anteriores contavam com 7 lidares, 7 radares e 20 câmeras, enquanto os Volvo XC90 atuais têm 1 lidar, 10 radares e 7 câmeras.

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Os carros autônomos da Waymo são baseados na minivan Chrysler Pacifica (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Os carros autônomos da Waymo são baseados na minivan Chrysler Pacifica (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

O lidar usado pela Uber é fornecido pela empresa Velodyne, uma das principais fornecedoras de tecnologias para carros autônomos atualmente. Segundo a companhia, os lidares monitoram a faixa vertical ao redor do carro, mas têm dificuldade de mapear a área mais próxima do asfalto. É por isso que são necessários vários lidares, não apenas um. “Se você pretende evitar pedestres, especialmente à noite, é preciso ter lidares na lateral do carro”, disse Marta Hall, presidente e chefe de desenvolvimento da Velodyne.

Para os especialistas, além da diminuição na quantidade de equipamentos tecnológicos, a opção por um SUV em vez de um sedã também pode ter dificultado a detecção da pedestre. Isso porque os lidares instalados no teto do XC90 ficam mais distante do asfalto do que os do Fusion, que é um carro mais baixo.

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