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Carros

Por Julio Cabral Com Talita Mônaco


Mercedes-Benz - fábrica de São Bernardo do Campo (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Mercedes-Benz - fábrica de São Bernardo do Campo (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Enquanto a Volkswagen coloca quatro mil funcionários da fábrica de Taubaté em férias coletivas, a Mercedes-Benz também não parece estar em sua melhor fase. Depois de suspender a produção de de camihões e ônibus por tempo indeterminado na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, a mesma unidade já começou a comunicar a rescisão de alguns contratos.

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Como resposta, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC organizou, ontem (17), uma assembleia com os funcionários da Mercedes com o objetivo de encontrar soluções para que os empregos sejam mantidos. De acordo com a montadora, "a Mercedes-Benz continua em negociação junto ao Sindicato dos Trabalhadores para discutir o tema".

Os cortes, no entanto, só poderão ser feitos a partir de setembro. Isso porquê a fábrica aderiu, entre setembro do ano passado e o fim de maio deste ano, ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), o que garante estabilidade aos funcionários até o último dia de agosto. 

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Esta fábrica da Mercedes-Benz conta com 10 mil colaboradores atualmente, no entanto, a maioria deles está em licença remunerada. Os únicos que continuam trabalhando são aqueles que exercem funções essenciais para a empresa. Mas, de acordo com a própria montadora, a redução nas vendas de veículos comerciais nos últimos anos causou um excedente de 2,5 mil funcionários na unidade. 

Depois de adotar diversas medidas a fim de gerenciar o excedente de funcionários da fábrica, a montadora, em resposta a Auto News Brasil afirmou que "diante de um cenário que tem se agravado cada vez mais, não temos outra alternativa a não ser a redução do quadro de pessoal dessa fábrica". 

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Antes de tomar a decisão de rescindir alguns contratos, a Mercedes já ofereceu lay-offs, folgas e licenças remuneradas, e diversos PDVs (Programa de Demissão Voluntária). O último PDV, inclusive, foi realizado entre o primeiro dia de junho e 25 de julho deste ano, mas apenas 630 funcionários aderiram a ele. 

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