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Por que os hatches médios eram os carros mais coerentes do Brasil e, infelizmente, perderam espaço para os SUVs? Explicaremos enquanto abordamos todos os detalhes sobre o saudoso Hyundai i30, vendido no Brasil entre 2009 e 2012. Aperte o play e volte no tempo com a Auto News Brasil:

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Os hatches médios eram os carros mais estilosos do Brasil entre 2000 e 2010 — e o i30 caiu na graça dos motoristas jovens por conta do visual arrojado, principalmente na traseira, onde tinha as lanternas triangulares. As rodas de 17 polegadas com calotas cromadas marcaram época e são bonitas até hoje. Em vários aspectos, abriu caminho para o lançamento do HB20, seu "primo" nacional.

Outro mérito era o tamanho, que combinava bom espaço interno e proporções compactas. O i30 cabe em qualquer vaga, mas tem 2,65 m de entre-eixos — é o mesmo do Volkswagen T-Cross, um carro que hoje se destaca no segmento dos SUVs compactos pelo espaço interno. Um passageiro de 1,85 m fica com dois ou três dedos de distância entre os joelhos e o banco da frente.

Hyundai i30 entra no hall dos carros que envelheceram bem. O tempo simplesmente não passa para o hatch coreano — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil
Hyundai i30 entra no hall dos carros que envelheceram bem. O tempo simplesmente não passa para o hatch coreano — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil

O porta-malas é outra característica bacana nos hatches médios. O i30 oferecia 340 litros, o que pode ser mais que suficiente para um casal ou uma família pequena.

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Por dentro, tinha acabamento primoroso, com materiais emborrachados revestindo toda a parte superior das quatro portas e do painel. Os bancos de couro legítimo também se tornaram raros. O i30 ainda se destacava pelos vários porta-objetos, o isolamento acústico da cabine e também pelo rebatimento elétrico dos retrovisores externos. Tem SUV médio que não oferece isso até hoje.

Motor 2.0 aspirado só bebia gasolina, o que era um demérito num segmento em que os concorrentes eram flex — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil
Motor 2.0 aspirado só bebia gasolina, o que era um demérito num segmento em que os concorrentes eram flex — Foto: Renato Durães/Auto News Brasil

Por fim, podemos falar do desempenho. O Hyundai i30 era um hatch com motor 2.0 a gasolina de 145 cv e 19 kgfm de torque, com câmbio automático de quatro marchas. Na época eram números excelentes, proporcionando fôlego para ultrapassagens e retomadas. Só o consumo que realmente deixa a desejar. Num cenário positivo, faz 7 km/l na cidade.

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