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Por G1


Entrada da Ford em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: Edu Guimarães/SMABC
Entrada da Ford em São Bernardo do Campo (SP) — Foto: Edu Guimarães/SMABC

A Ford confirmou nesta sexta-feira (11) o corte de funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) que estavam com os contratos suspensos (lay-off). De acordo com o sindicato dos metalúrgicos do ABC, no total foram 364 demitidos. A decisão foi comunicada aos funcionários via telegrama.

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A empresa alegou que houve "necessidade de adequar os níveis de mão-de-obra às demandas de mercado".

"Nos dois últimos anos, a Ford adotou uma série de medidas para administrar o excesso de empregados decorrente da redução do volume de produção em São Bernardo do Campo, tais como PPE, PDV, suspensão temporária do contrato de trabalho (layoff) e férias coletivas."

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As demissões ocorrem em um momento que o setor como um todo registra alta de quase 18% na produção, se comparado ao período de janeiro a julho do ano passado.

O impulso foi dado pelas exportações, não pelas vendas no Brasil que apresentam tímida recuperação de 3,3% no ano.

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De acordo com o sindicato, estes trabalhadores desligados tinham estabilidade no emprego até janeiro de 2018, conforme um acordo coletivo negociado no final de 2015.

“Estávamos debatendo o futuro da fábrica e, de repente, vieram os telegramas", afirmou José de Anchieta, coordenador do comitê sindical na empresa.

Os trabalhadores já organizaram protestos e pararam o setor de estamparia da fábrica nesta sexta-feira.

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