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Por Redação Auto News Brasil


Jogo Rápido: Ford Ka+ X Nissan Versa (Foto: Fabio Aro/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte
Jogo Rápido: Ford Ka+ X Nissan Versa (Foto: Fabio Aro/Auto News Brasil) — Foto: Auto Esporte

Neste ano, a Nissan turbinou a linha do modelo Versa. Além de ter recebido motor 1.0 três cilindros, o sedã compacto ganhou uma nova versão topo de linha, disponível apenas no modelo 1.6, batizada de Unique e oferecida pelo preço de R$ 54.990. O mix de vendas da montadora japonesa será de 80% para as configurações de maior cilindrada. Com isso em mente, colocamos o Versa Unique à frente do Ford Ka+ SEL 1.5, variante mais completa do veículo, vendida por R$ 51.190.

Desempenho

Na virada de linha deste ano, o câmbio do Nissan Versa evoluiu. A transmissão manual de cinco marchas, única opção para o sedã compacto, passou por mudanças nos cabos no lugar dos antigos varões - tecnologia bem menos precisa. Apesar da melhora, as trocas oferecidas pelo modelo ainda transmitem a sensação de aspereza. No Ford Ka+, cuja única opção também é o câmbio mecânico de cinco velocidades, bem mais preciso, com engates curtos e escalonamento adequado.

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Sob o capô, o Ford esconde um motor 1.5 de até 111 cv a 5.500 rpm, número bem semelhante ao do propulsor 1.6 que equipa o Nissan, com 111 cv a 5.600 giros. O torque de 15,1 kgfm a 4 mil giros oferecido pelo Versa o confere mais agilidade nas retomadas. O Ka+ tem saudáveis 14,9 kgfm, mas a força é entregue aos 4.280 rpm. Em suma, isso significa que o Versa é mais rápido em retomadas urbanas e rodoviárias, facilitando a vida nas ultrapassagens. Em nossa pista de testes, ele levou 6,9 segundos para ir de 40 a 80 km/h, contra 7,5 s do Ka+. Apesar disso, quem se saiu melhor na aceleração foi o Ford. De 0 a 100 km/h, ele marcou 10,6 s, contra 11,2 s do Nissan. 

Em relação ao conforto, o Ka+ se destaca com a suspensão macia e o bom isolamento acústico. No Versa, os ruídos de fora incomodam. A 120 km/h, o ponteiro das rotações fica em 3.500 giros. Por isso o som do motor afeta o silêncio da cabine até você aliviar o pé em ritmo de cruzeiro. Por outro lado, sua suspensão é mais afiada nas curvinhas.

Itens de série

De série, o Versa Unique tem ar-condicionado digital, direção elétrica, faróis de neblina, isofix para cadeirinhas infantis, volante revestido em couro com comandos, retrovisores rebatíveis com indicadores de seta, vidros, travas e retrovisores elétricos, rodas de liga leve de 16 polegadas, acabamento em preto brilhante no painel, maçanetas externas e friso do porta-malas cromados, sistema multimídia com tela multimídia de 5,8 polegadas sensível ao toque, acesso às redes sociais, GPS e câmera de ré. O pacote é satisfatório, mas deve itens importantes presentes no Ka+ SEL, como o controle de tração e estabilidade e também o assistente de partida em rampa, que se somam aos regulamentares duplo airbag e freios ABS. 

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Já o sedã compacto da Ford não oferece retrovisores elétricos de fábrica, apenas como acessório nas concessionárias. De fábrica, a versão é equipada com ar-condicionado convencional, direção elétrica, rodas de liga leve de 15 polegadas, assistente de frenagem de emergência, vidros e travas elétricos. Embora não tenha tela multimídia sensível ao toque, o modelo traz sistema Sync, que em uma tela LCD de 3,5 polegadas engloba conexão Bluetooth e comandos de voz, além de rádio, conexão auxiliar e USB.

Espaço

Nesse quesito, é difícil desbancar o Versa. Seu entre-eixos tem 2,60 metros, contra 2,49 m do Ka+. Outro ponto positivo é o assoalho plano  na parte traseira, que dá espaço para três adultos, apesar da ausência do encosto de cabeça para o passageiro do meio. No Ford, também não há encosto de cabeça para o terceiro ocupante traseiro. Apesar do porta-malas do Nissan ser maior, segundo aferição realizada pela Auto News Brasil, não é um fator decisivo devido à diferença pequena. Ele tem capacidade para 504 litros, contra 491 l do Ka+.

Segurança

Nenhum dos modelos foi submetido a testes de impacto pelo Latin NCAP, organização que averigua a segurança de carros vendidos na América Latina. Ambos são equipados com os obrigatórios airbag duplo e freios ABS. O diferencial do Versa Unique em relação ao rival é a oferta de fixação isofix para cadeirinhas infantis. Por outro lado, o Ka+ tem controle de tração e estabilidade, assitente de partida em rampa e o assistente de emergência, sistema da Ford que liga automáticamante para o SAMU por meio do celular conectado ao Bluetooth caso o airbag seja deflagrado ou caso haja corte do fornecimento de combustível.


Ergonomia e acabamento

No Ka+, a posição de dirigir elevada demais e pode se tornar desconfortável para os mais baixinhos, mesmo com a presença do ajuste de altura para o banco do motorista. O Versa tem ergonomia melhor, da posição de dirigir à empunhadura do volante. Além disso, seu acabamento é superior, graças aos elementos cromados e aos bancos de couro. Somente motoristas mais altos talvez achem os assentos dos bancos frontais muito curtos.

Consumo

O Versa obteve o consumo de 8,8 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada. O Ka+ totalizou 7,8 km/l no circuito urbano e 12,1 km/l no rodoviário. Vantagem para o sedã de origem nipônica.

Revisões, seguro e desvalorização

No Ka+ SEL, as três primeiras revisões, realizadas a cada 10 mil km, custam R$ 1.664, contra R$ 847 do Verna Unique. Seu seguro, no entanto, é mais em conta. Em média 3,7%, contra 4,4% do Nissan. Por fim, o Ford assusta com a alta desvalorização média 16,2% no primeiro ano, versus 8,7% do rival. 

Vencedor

Ford Ka+ 1.5 SEL. Apesar do resultado, o Nissan Versa também é uma ótima opção de compra. Suas vantagens estão na maior agilidade em retomadas, no espaço interno e nos valores de manutenção. O problema é que em nossos testes de frenagem, o modelo obteve um desempenho ruim para ir de 100 km/h à imobilidade. Foram 49,3 metros percorridos, contra 42,6 m do Ka+.

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Além de percorrer menos espaço, o Ford ganha largamente em itens de segurança, que inclui inovações como o assistente de emergência. Conta positivamente a presença dos controles de tração e estabilidade, itens que serão obrigatórios a partir de 2016 para um carro pontuar cinco estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP. Vale ficar de olho, no entanto, em sua alta desvalorização.

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