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Por Leandro Alvares; de Detroit (EUA)


Novo Jeep Cherokee (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
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Sabe aquele papo de ser fotogênico? Ele também funciona com os carros. Por isso, se você está no grupo dos que achou a segunda geração do Jeep Cherokee um tanto esquisita nas imagens (incluo-me nesse time), acredite de verdade: o utilitário-esportivo é bastante atraente ao vivo, apesar da dianteira lembrar muito a cara de um jacaré. Quem quiser terá a chance de atestar isso a partir de setembro, com a chegada do modelo às concessionárias do Brasil, a preço estimado de R$ 160 mil e em versão única, Limited.

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Ao contrário da primeira geração, cujas linhas eram quadradonas, a novidade importada dos EUA abusa das curvas e inova na distribuição do conjunto ótico. Na porção superior estão os leds de iluminação diurna e as lanternas. No meio, os faróis baixos e na base, os de neblina. A traseira é conservadora se comparada com a frente do jipão, mas está longe de ser simples. A ampla área emborrachada e os leds das lanternas conferem robustez e elegância ao design, além de aspecto de modernidade. Por dentro, a evolução é absurda e não faz ninguém sentir saudade do antigo Cherokee, seja pela aparência ou pela qualidade dos materiais empregados na cabine. O desenho do habitáculo, aliás, é muito semelhante ao do “irmão maior” Grand Cherokee – o volante grandalhão e a tela multimídia sensível ao toque são idênticos.

Novo Jeep Cherokee (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Novo Jeep Cherokee (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Sob o capô, o rival de modelos como o Land Rover Evoque e Audi Q3 traz o motor 3.2 V6 a gasolina de 271 cv e 32,2 kgfm, bastante silencioso em qualquer tipo de situação. A 120 km/h o conta-giros estaciona nas 1.900 rotações. O único senão vai para as retomadas. Por surgir com 4.400 rpm, o torque máximo demora um pouco a embalar a carroceria quando se pisa fundo no pedal do acelerador. Mas a força é bem gerenciada pelo câmbio automático de nove marchas, de tração 4x4 com reduzida e seleção de modo off-road. O Cherokee, vale ressaltar, é o primeiro veículo Jeep no país a contar com essa transmissão, que faz trocas suaves e praticamente imperceptíveis. Uma pena não haver aletas atrás do volante para mudanças sequenciais.

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Novo Jeep Cherokee (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Novo Jeep Cherokee (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Outros recursos que estreiam nos Jeep com o Cherokee são o park assist, que estaciona o carro sozinho em vagas do tipo baliza, e controlador adaptativo de velocidade. O pacote de série ainda inclui teto solar panorâmico, dez airbags, detectores de ponto cego nos retrovisores, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, freio de mão elétrico e botão que dispensa o uso de chave para dar a partida, entre outros.

Com 2,70 m de entre-eixos, o Cherokee oferece bom espaço interno, embora ocupantes mais altos fiquem com a cabeça rente ao teto no banco de trás e os porta-objetos sejam estreitos. O porta-malas de 412 litros não emociona, mas também está longe de decepcionar. No off-road, o novo SUV é só elogios; competente em trechos de lama e buracos. Jacaré gosta desse ambiente, não é?

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Novo Jeep Cherokee (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Novo Jeep Cherokee (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
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