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Por Julio Cabral


Toyota Corolla GLi (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Toyota Corolla GLi (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
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Nem o preço de entrada de R$ 67.810 ajuda o Toyota Corolla GLi a ser uma versão bem vendida. A configuração criada para ser a porta de entrada é na verdade a que menos sai das lojas, com apenas 10% das vendas, menos até que o caríssimo Altis (20%), o que deixa o papel de queridinho para o XEi (70%). Merecia mais, até por ser a que melhor se enquadra em custo-benefício. 

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Equipado com o competente 1.8 16V flex de até 144 cv e câmbio manual de seis marchas e CVT opcional (R$ 69.990), o GLi é bem recheado. Claro que não há almoço grátis e os itens mais chamativos não estão presentes ou são mais simples que nos mais caros, como o ar-condicionado manual e o som CD/MP3 com telinha. Até mesmo o CVT é mais simples e não tem função Sport ou borboletas para mudanças de marchas (simuladas). Mas são de série direção elétrica, computador de bordo, volante multifuncional, rodas de liga aro 16 em pneus 205/55, fixação Isofix e cinco airbags (frontais, laterais dianteiros e para os joelhos). Se nem o top Altis tem controles eletrônicos de estabilidade e de tração, não é no Corolla GLi que você vai achá-los.

Toyota Corolla GLi (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Toyota Corolla GLi (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Ainda que o manual avaliado seja justo e o motor com comando de válvulas variável responda com força acima dos 1.800 giros, o Corolla não é esportivo. Isso não é culpa do 1.8 de 139/144 cv e 17,7/18,4 kgfm de torque a 4.800 rpm (4.400 giros com gasolina). Ele é esperto e bem casado com o câmbio. É mais pelo ajuste geral mesmo. A direção elétrica é sempre muito assistida, enquanto a suspensão foi regada com amaciante. O conjunto McPherson e eixo de torção tem rodas aro 16 calçadas em pneus 205/55, os mesmos pisantes do top Altis, o que basta para agarrar bem ao piso, porém a calibração deixa o Corolla adernar em curvas.  

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Conforto é o mote. Pode não ser o idela para os que esperam o afinamento mais esportivo do Honda Civic, mas para aqueles que gostam de rodar pelas detonadas faixas da direita sem sacudir, esse é o carro. O que combina com o espaço maior da nova geração, limitado atrás apenas para as cabeças dos adultos com mais de 1,82 metro - embora o teto tenha uma queda tradicionalista -, enquanto as pernas gozam de folga graças ao piso traseiro plano. 

Painel da versão entrega origem mais simples no sistema de som e ar condicionado (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Painel da versão entrega origem mais simples no sistema de som e ar condicionado (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Embora não tenha couro por todos os lados, o interior possui acabamento digno, sem espaço para luxos e firulas. Tal como as demais versões, o Corolla GLi tem uma faixa emborrachada no lado direito do painel que dá uma quebrada na simplicidade, junto com a borda superior cujo revestimento é emborrachado, porém espertamente se faz de couro com direito à costura aparente. Só o reloginho estilo Casio entrega a franciscanidade.

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O consumo de etanol ficou entre 8 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada, consumo médio parecido com o do Corolla Altis 2.0 e seus 7,2 km/l e 11 km/l, respectivamente. Assim é o Corolla GLi. Se o seu lance é adquirir um sedã médio de nova geração a um preço razoável, olhe para baixo na gama Toyota. Mas lembre-se, o Nissan Sentra S básico sai por R$ 64.090 e traz motor 2.0 de 140 cv e pacote de itens semelhantes, embora tenha apenas duplo airbag. 

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