Aceleramos a edição especial Nissan Frontier Platinum
Com produção limitada a mil unidades, picape Nissan é encontrada por R$ 116.000 nas lojas
Por Alexandre Izo; Fabio Aro (fotos)
Vendida na atual geração desde 2007 e atrás de suas principais concorrentes em vendas, a Nissan Frontier bem precisava dar uma agitada na sua gama enquanto não chega a nova geração apresentada na Tailândia. Como de costume, o jeito foi apelar para uma série especial, a Frontier Platinum. Posicionada entre as versões SV Attack e a topo de linha SL, traz itens de série como ar-condicionado dual zone, câmera de ré, abertura sem chave, volante multifuncional e controle de cruzeiro por R$ 120.890. Esse valor pode ficar menor segundo Auto News Brasil apurou, chega a R$ 116 mil em algumas lojas. Quem quiser uma taxa de juros mais camarada de 1,15% ao mês terá que dar 60% de entrada.
Por fora, a edição que está disponível em três cores, branco, preto e prata, apresenta acabamento com detalhes cromados na grade, nos retrovisores externos e nas luzes de neblina. Os faróis e as lanternas têm máscara negra, e as rodas de aro 16 polegadas são calçadas por pneus todo terreno. A versão Platinum é para quem quer economizar R$ 10 mil em relação à versão topo de linha e para isso abre mão dos bancos em couro e do rack no teto.
Contudo, se a negociação parecia boa com a calculadora na mão, era hora de acelerar o utilitário para ver se valia o quanto pesava. Logo ao entrar na cabine, dá para notar que o visual está datado, mas que ainda é bem acabado e tem comandos à mão, como o caso da tração 4X4 por botão. O espaço ainda é dos melhores na categoria. Isso dá uma mão na sensação de comodidade. Ao volante, poucos são os momentos em que temos a sensação de estar guiando um carro que pesa mais de duas toneladas.
E se por um lado conduzir um veículo com mais de cinco metros de comprimento em grandes metrópoles não é das tarefas mais práticas, por outro, esse esforço é minimizado pela direção hidráulica leve, pelo câmbio automático e pelo bom desempenho do motor 2.5 turbo diesel, que, se não é o mais potente da categoria, ainda manda bem com seus 190 cv a 3.600 rpm e torque de 45,8 kgfm a 2.000 giros. Além de ser econômico, foram 9,4 km/l de diesel na cidade e 11,6 km/l na estrada.
Porém, o baixo consumo cobra alto um preço para quem nela viaja, o ruído. Isso porque o característico barulho emanado por motores turbodiesel está presente não só debaixo do capô dianteiro, ele invade também a cabine tanto em altas como em baixas rotações. Isolamento acústico à parte foi no conforto que a Frontier Platinum se mostrou melhor equilibrada. Grande parte dessa qualidade vem da acertada suspensão que conta com sistema independente com braços triangulares duplos, molas helicoidais e barra estabilizadora na dianteira, e trabalha em conjunto com o tradicional eixo rígido traseiro.
É verdade que a Frontier ainda revela um visual conservador em relação às rivais Ford Ranger, Chevrolet S10 e Volkswagen Amarok, mas traz também boas medidas para offroad. Além da tração 4X4 acionada no botão a até 80 km/h com marcha reduzida, ajudam nisso os ângulos de ataque de 32°, de saída com 24° e mais a altura livre do solo de 22 cm. O que dá uma mão para transpor os obstáculos presentes em grandes centros, e ser também eficiente para encarar estradas mais acidentadas.









