O preço do combustível vai subir com a nova regra das duas casas decimais nos postos?
Todos os postos do Brasil têm até amanhã (7) para desativar a terceira casa decimal dos centavos
Por André Schaun
Termina amanhã, sábado (7), o prazo para os postos de todo o Brasil se enquadrem na regra de exibição do preço dos combustíveis com duas casas decimais, e não mais com três, como ocorre atualmente. Mas, será que os donos dos postos terão que trocar os visores das bombas e gerar um custo adicional no valor do litro do combustível para compensar a obra?
Essa mudança do modo de exibição dos preços foi determinada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por meio da Resolução nº 858/2021, publicada em novembro do ano passado. Segundo a ANP, o objetivo dessa alteração é “é deixar o preço do combustível mais preciso e claro para o consumidor, além de estar alinhado com a expressão numérica da moeda brasileira”.
Os preços deverão ser exibidos com duas casas decimais tanto no painel de preços quanto nos visores das bombas abastecedoras. Contudo, nas bombas, a ANP irá permitir que o terceiro dígito seja mantido, desde que seja “zero” e fique travado no momento do abastecimento.
Como a terceira casa decimal estará zerada e travada, a ANP entende que não vai gerar dúvidas e o objetivo da regra, que é dar clareza aos consumidores, ficará mantido. Para os postos que já possuem a bomba com duas casas decimais, nada vai mudar.
Dessa forma, os postos não precisarão trocar os módulos das bombas, o que poderia acarretar nesse custa adicional aos proprietários do estabelecimento e, consequentemente, o valor da litro do combustível subir para o consumidor.
"Não há impactos previstos no valor final dos preços dos combustíveis devido a essa mudança, pois ela não trará custos relevantes aos revendedores e nem restrições aos preços praticados", explicou a ANP.
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