Por que não se fazem mais carros com airbag no capô?
Tecnologia estreou na Volvo, mas teve aplicação restrita na indústria
Por Rodrigo Ribeiro
Porque existem soluções igualmente eficientes e bem mais baratas. A bolsa inflável externa teve vida curta e equipou apenas dois modelos: o Volvo V40 e o Land Rover Discovery Sport. Sua função é proteger os pedestres do impacto contra partes duras do carro, como colunas e para-brisa.
Mas as fabricantes perceberam que, em vez de usar mais um airbag, poderiam apenas afastar o capô do motor para permitir que a peça de aço se deforme e absorva o impacto do atropelamento. Isso ainda exige um dispositivo pirotécnico, mas bem mais simples, que atua nas dobradiças para levantar o capô alguns centímetros.
Esse recurso se tornou necessário por conta dos cofres de motor cada vez mais compactos. Isso aproximou o capô do cabeçote e outros elementos do propulsor, agravando atropelamentos. Erguer a chapa externa ajuda a absorver o impacto da colisão e evita que o pedestre atinja partes quase indeformáveis do veículo.
Os designers também projetam as chapas para que pedestres sejam lançados para os lados do veículo, o que reduz o risco de contato com outras partes da carroceria. Outro efeito da legislação de proteção ao pedestre foi o soft nose (nariz macio, em português), que é quando o para-choque avança sobre as laterais e capô para criar zonas macias antes do contato com a carroceria metálica.
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