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Serviços automotivos

Por Rodrigo Ribeiro


Os sensores de estacionamento podem cobrir toda a carroceria do carro (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Os sensores de estacionamento podem cobrir toda a carroceria do carro (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Os anúncios da internet são tentadores: por menos de R$ 50 você consegue comprar um sensor de estacionamento para facilitar balizas e ajudar a proteger seu para-choque. Só que o uso de sistemas de origem duvidosa ou instalações mal-feitas podem causar problemas que vão de falhas eletrônicas até incêndio.

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Segundo a Renault, a colocação errada do sensor de estacionamento pode "causar curto elétrico ou aquecimento de fiação mal dimensionada", que, em último caso, pode fazer com que esses elementos peguem fogo.

No mercado há três tipos de sensores. Os que vêm de fábrica, como itens de série ou opcionais de um determinado modelo, os oferecidos por concessionárias (e que devem ser homologados pela montadora) e os genéricos, comuns em lojas de acessórios ou na internet.

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Entre os equipamentos de fábrica ou homologados não há risco, mas existem diferenças. Alguns modelos oferecem uma integração extra dos sensores com a eletrônica do carro quando o equipamento é instalado ainda na linha de montagem.

Alguns kits à venda incluem até broca para furar o para-choque (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Alguns kits à venda incluem até broca para furar o para-choque (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

Isso permite, por exemplo, que o sistema multimídia mostre a distância que o carro está dos obstáculos ou abaixe o rádio automaticamente quando a ré é engatada.

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Os sistemas genéricos, além de não oferecerem essa comodidade, podem interferir com outros itens do veículo. Se essas falhas provocarem problemas em alguma parte do carro, a fábrica pode até retirar parte da garantia, como a que abrange o sistema elétrico.

Como fazer uma instalação segura?

Por isso é essencial que, para instalar os sensores, o chicote original do veículo não seja cortado. A ligação deve ser feita com conectores específicos, que não afetem a elétrica do carro e permitem uma eventual retirada do acessório.

Outro ponto importante é o posicionamento dos sensores. Os sonares são montados em — normalmente quatro — furos no para-choque, e devem abranger toda a traseira do veículo.

O ângulo de cobertura deles também precisa ser sobreposto para evitar o risco de zonas cegas onde um obstáculo pequeno, como uma muda de árvore, pode não ser detectado.

O lado bom é que, independente da origem, o sensor de estacionamento não exige manutenção periódica. É preciso apenas manter os sonares limpos, para que não haja interferência no funcionamento deles.

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