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Por Mariana Rudzinski Com Guilherme Blanco Muniz


Honda logo (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Honda logo (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte

No início de fevereiro de 2019, a Honda anunciou que reduziria as operações de sua única fábrica no Reino Unido, localizada em Swindon, no sul da Inglaterra. O plano era passar a produzir 570 carros por dia na fábrica, além de diminuir o número de funcionários. Porém, a montadora japonesa afirmava, na época, que a medida não teria impacto em seus níveis permanentes de recursos ou nos planos de produção. No entanto, os boatos de que a empresa pretende deixar de vez o Reino Unido se intensificaram, e espera-se que a fabricante anuncie em breve o fechamento da fábrica até o ano de 2022. Com a medida, 3.500 funcionários perderão seus empregos.

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A medida está relacionada a diversos fatores, como com a diminuição da demanda na Europa por veículos movidos a diesel, a intenção em focar na produção de carros elétricos e autônomos, além de incertezas em relação ao Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. 

No entanto, em entrevista à agência de notícias Reuters, o congressista do Partido Conservador britânico Justin Tomlinson descartou essa motivação. “Essa ação é um reflexo do mercado global. Eles estão procurando consolidar a produção de carros no Japão”, afirmou.

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O encerramento das atividades da Honda na fábrica britânica em 2022 não seria o único. A empresa já havia anunciado, em outubro de 2017, que fechará uma de suas fábricas japonesas também em 2022 para focar no desenvolvimento de novas tecnologias automobilísticas.

A situação da indústria automobilística no Reino Unido

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Não é só a Honda que está reduzindo - ou interrompendo de vez - suas operações no Reino Unido. A também japonesa Nissan declarou, há duas semanas, que deixaria de produzir por lá o utilitário X-Trail - que não é vendido no Brasil. Além disso, a inglesa Jaguar Land Rover divulgou, em janeiro de 2019, que reduziria em 10% o número de seus funcionários na região, justamente por conta da queda da demanda por diesel na Europa, mas também pelas poucas vendas da marca na China.

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